domingo, maio 19, 2019
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Personalizado e high tech, mercado de hospitais de luxo cresce em SP

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São Paulo – A crise econômica que fez muitos brasileiros perderem o plano de saúde não afetou o mercado dos hospitais privados do segmento premium. Em um mês, São Paulo ganhou dois novos centros médicos voltados para esse público: o Vila Nova Star, no Itaim-Bibi, e o Samaritano Paulista, na Bela Vista.

Ao mesmo tempo, unidades já conhecidas nesse nicho, como Sírio-Libanês e Albert Einstein, investem na expansão de suas unidades dentro e fora da cidade e na compra de equipamentos mais modernos.

O maior investimento nesse segmento foi feito pela Rede D’Or São Luiz, dona do Vila Nova Star. Além da unidade paulistana, inaugurada no dia 14, o grupo abriu um hospital de luxo no Rio em 2016 e abrirá um nos mesmos moldes em Brasília, no mês que vem. “Investimos mais de R$ 1 bilhão nestas três unidades e já temos planejada uma quarta no Recife”, diz Paulo Moll, vice-presidente da rede.

Para chamar a atenção, o hospital apostou em tecnologias inéditas no Brasil aliadas à hotelaria de luxo e a um serviço personalizado. Na parte tecnológica, foram gastos mais de R$ 20 milhões na compra de dois aparelhos de radioterapia até então inexistentes no País: o CyberKnife, equipamento com braço robótico e uma câmera que acompanha os movimentos de respiração do paciente para liberar os feixes de radiação de forma mais precisa, e a TomoTherapy, capaz de soltar feixes em uma extensão maior do corpo.

“A intenção era construir um hospital de tamanho um pouco menor, acolhedor, mas absolutamente completo”, destaca Paulo Hoff, presidente do setor de oncologia da Rede D’Or.

O Vila Nova Star tem cerca de cem leitos. Na parte de hotelaria, são destaques os quartos de até 60 metros quadrados, lençóis 400 fios, amenidades da marca Trousseau e cardápio assinado pelo chef francês Roland Villard, com pratos como linguado ao curry e parmentier de pato.

O hospital também promete oferecer a cada paciente um tablet para que ele possa fazer videochamadas para o posto de enfermagem e controlar persianas, iluminação, temperatura e TV do quarto. “Traz mais conforto e autonomia ao paciente e diminui o risco de queda. Ele também pode ver a agenda do dia, resultados de exames e avaliar o atendimento da equipe. Se um profissional receber 3 estrelas ou menos, um SMS é enviado imediatamente à supervisão da enfermagem”, explica Antonio Antonietto, diretor médico do Vila Nova Star.

Reabilitação

No Samaritano Paulista, inaugurado no dia 15 de abril, alguns quartos também chegam a 60 metros quadrados, com antessala e banheiro privativo para visitantes, e o paciente tem ainda um tablet em que pode controlar as funcionalidades do espaço. Mas o que chama a atenção na nova unidade é um moderno centro de reabilitação instalado no edifício.

O espaço conta com duas piscinas equipadas com esteiras e bicicletas subaquáticas, aparelhos robóticos para reabilitação, salas de ginástica e um espaço de terapia ocupacional idêntico a uma residência, com móveis e eletrodomésticos, para que os pacientes com sequelas reaprendam algumas atividades. A ideia é continuar o acompanhamento do paciente mesmo após a alta.

“Se um paciente não continuar o tratamento após a alta, ele vive sendo reinternado. Hospitais do mundo inteiro estão cada vez mais preocupados com o ciclo completo de cuidados, da prevenção à reabilitação”, diz Valter Furlan, diretor do Samaritano Paulista. O hospital recebeu investimento de R$ 340 milhões e foi aberto com cem leitos, número que deverá chegar a 163 até o fim do ano.

Com foco em cardiologia, o novo Samaritano será o primeiro hospital do Brasil a ter o equipamento Artis Pheno, que usa uma estrutura robótica para realizar cirurgias minimamente invasivas.

Expansão

Hospitais de excelência já conhecidos também têm apostado em expansão e modernização no último ano. O Sírio-Libanês abriu em fevereiro sua primeira unidade hospitalar em Brasília e planeja inaugurar 20 centros de atenção primária em São Paulo até o final do ano para o segmento de saúde corporativa. “São unidades ambulatoriais, com médicos de atenção primária que se comunicam com especialistas através da telemedicina”, conta Paulo Chapchap, superintendente do Sírio-Libanês.

O hospital também adquiriu há pouco mais de um ano o primeiro equipamento PET/CT digital do País, usado no diagnóstico de câncer, e deverá colocar em operação em breve dois aparelhos de última geração: o tomógrafo de dupla energia force e o equipamento de ressonância magnética 3 Tesla Vida, ambos mais potentes e rápidos.

Em expansão, o Albert Einstein inaugurou no fim do ano passado uma clínica de atendimento ambulatorial no Alto de Pinheiros e deve abrir um centro similar ainda neste mês no Morumbi. O grupo vem ainda reformando os quartos para torná-los mais amplos e fez uma modernização em sua cozinha. “Nenhum hotel tem. Conseguimos oferecer três opções de cardápio todos os dias seguindo as limitações de cada dieta. O paciente tem a possibilidade de escolher o tipo de refeição e o horário em que ela será servida. Essas modernizações têm visado muito mais à eficiência do cuidado e à melhoria da experiência do paciente”, diz Sidney Klajner, presidente do centro médico.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz também investiu no ano passado na compra de equipamentos mais modernos, como um aparelho de ressonância 3 Tesla. Na Beneficência Portuguesa, a unidade voltada para o público premium, a BP Mirante, comprou em 2018 a última geração do robô Da Vinci para cirurgias minimamente invasivas e criou um núcleo de bem-estar e práticas integrativas.

Mercado

Para Ana Maria Malik, coordenadora do Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da Fundação Getulio Vargas (FGVSaúde), o mercado premium de hospitais consegue crescer mesmo em épocas de crise porque esse é o nicho menos afetado pela conjuntura. “São pessoas menos propícias a perder o emprego ou que podem pagar seu próprio plano de saúde. Além disso, temos de lembrar que São Paulo atrai pacientes de outros Estados e até de outros países.”

Hotelaria inclui cardápio de cinco-estrelas e TV 65 polegadas

Cardápio com quatro opções de entrada, três de prato principal e cinco de sobremesa. TVs de 65 polegadas no quarto e na sala de visitas. Roupa de cama e de banho e kit de amenities (amenidades) da marca Trousseau. As comodidades oferecidas nos melhores quartos do Vila Nova Star se igualam às de muitos hotéis cinco-estrelas.

Para Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or, os serviços de luxo, porém, não têm apenas a função de aumentar o conforto dos pacientes, mas também de ajudar no tratamento. “Não foi só trazer um cardápio de um chef. As dietas líquidas e pastosas indicadas para alguns pacientes também foram pensadas para que fossem apropriadas nutricionalmente e também tivessem um apelo gastronômico, pois acreditamos que isso também ajuda na recuperação do paciente”, diz.

Humanização. Tanto no Vila Nova Star quanto no Samaritano Paulista, os leitos de UTI são alocados em boxes individuais, a maioria com banheiros privativos, para dar mais conforto e privacidade aos pacientes e acompanhantes, mesmo em momentos críticos do tratamento.

As duas UTIs permite ainda que o acompanhante permaneça 24 horas por dia com o paciente durante a internação. “Isso reduz bastante a ansiedade porque ninguém está acostumado com uma UTI”, afirma Hoff.

Novas unidades de saúde premium atraem médicos renomados

A ampliação da rede de hospitais do segmento premium agitou também o mercado médico em São Paulo.

O renomado especialista Paulo Hoff, hoje presidente da Oncologia D’Or, deixou o Hospital Sírio-Libanês em 2017 para assumir o novo posto. Professor titular de Oncologia Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Hoff ganhou notoriedade há alguns anos ao integrar a equipe que tratou no Sírio de políticos como o ex-vice-presidente da República José de Alencar e o ex-presidente Lula.

Com a chegada de Hoff à Rede D’Or, o grupo abriu, além dos hospitais de luxo no Rio de Janeiro e em São Paulo, uma clínica de oncologia para o segmento premium, batizada de Onco Star, no Itaim-Bibi.

Outro que deixou o Sírio-Libanês para reforçar a equipe do Vila Nova Star foi o médico Antonio Antonietto, diretor-médico da nova unidade. No Sírio, onde ficou por mais de oito anos, ele ocupava a diretoria de governança clínica.

Na área de anatomia patológica, a Rede D’Or conseguiu trazer, também em 2017, o especialista Fernando Soares, que atuou por 20 anos no A. C. Camargo Cancer Center como diretor do Departamento de Anatomia Patológica, conforme consta no Currículo Lattes. Na nova empresa, Soares ocupa o cargo de diretor médico desse setor.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Investidor russo passa a ter 70% do capital da rede de supermercados Dia

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São Paulo – A rede espanhola de supermercados Dia agora tem 69,76% das suas ações na mão do fundo Letterone, do investidor russo Mijail Fridman. A posição foi informada ontem em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários da Espanha com o resultado final da oferta pública de ações (OPA).

Conforme fato relevante, a oferta da Letterone foi aceita pelos detentores de 57,41% das ações da Distribuidora Internacional de Alimentación S.A, o que equivale a um total de 40,76% do capital da companhia – que se somou às ações já com Fridman.

Segundo o documento, Letterone garantiu um aumento de capital de 500 milhões de euros para obter uma estrutura de capital viável de longo prazo para o Dia, “mas esse aumento de capital só pode ser realizado após chegar a um acordo com todos os credores da companhia”.

Conforme o jornal espanhol El País, o Letterone, que já era dono de 29% das ações da rede Dia, agora vai ter um desafio para colocar as contas do grupo no lugar e acertar os pontos com credores, sobretudo o Santander, principal deles e que ainda não deu aval para que o aumento de capital ocorra. Entre os termos do acordo, está o adiamento dos vencimentos para 2023.



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Boeing admite falha em software do 737 MAX

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São Paulo – A Boeing assumiu neste sábado que teve que corrigir falhas no software dos simuladores de voo destinados a formação de pilotos do 737 MAX 8, modelo de avião envolvido nos dois acidentes que deixaram mais de 300 mortos.

Segundo a agência de notícias AFP, a Boeing não precisou a data em que notou os defeitos no programa nem se comunicou o fato aos órgãos reguladores. É a primeira vez que fabricante de aviões norte-americana admite um defeito de concepção do equipamento do 737 MAX.

“A Boeing fez correções no software do simulador de voo do 737 MAX e forneceu informações complementares aos operadores do aparelho para garantir que a experiência com o simulador seja suficiente para cobrir as diferentes condições de voo”, informou a companhia em comunicado.

Segundo a fabricante de aviões, o software utilizado nos simuladores era incapaz de reproduzir algumas condições de voo, em especial aquelas que resultaram no acidente do 737 MAX de Ethiopian Airlines, em 10 de março, em Adís Abeba, apenas minutos após a decolagem, causando a morte de 157 pessoas.



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Fundador diz que Huawei resistirá à pressão americana

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A grande companhia chinesa de telefonia móvel está preparada para resistir à pressão de Washington e reduzir sua dependência de componentes americanos, disse seu fundador à imprensa japonesa.

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump proibiu na quarta-feira que empresas de seu país usem equipamentos de telecomunicações de empresas estrangeiras, um movimento que parece apontar para a Huawei.

“Estávamos nos preparando para isso”, disse o fundador e CEO da empresa, Ren Zhengfei, a um grupo de jornalistas japoneses no sábado, em sua primeira reação pública à decisão de Trump.

Ren afirmou que a Huawei continuará a desenvolver seus próprios componentes para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros. A Huawei lidera a corrida na tecnologia 5G, mas depende de fornecedores estrangeiros.

A cada ano gasta 67 bilhões de dólares em componentes, incluindo 11 bilhões com fornecedores americanos, segundo o jornal japonês The Nikkei.

 

 

O discreto Ren, de 74 anos, entrou na briga nos últimos meses, coincidindo com o aumento da pressão sobre sua empresa. O passado militar de Ren e a opacidade da Huawei suscitaram suspeitas em alguns países de que existem ligações entre a companhia e os serviços militares e de inteligência de seu país.

As agências americanas já estavam proibidas de comprar equipamentos da Huawei. “Não fizemos nada que viole a lei”, argumentou Ren, estimando que as medidas americanas terão impacto limitado. “O crescimento da Huawei deverá desacelerar, mas apenas ligeiramente”, afirmou, segundo The Nikkei.

“Nós não vamos mudar a nossa gestão a pedido dos Estados Unidos, nem vamos aceitar a vigilância, como a ZTE fez”, disse ele, referindo-se a outra empresa chinesa alvo de Washington.

A ZTE quase faliu no ano passado quando o governo americano proibiu as empresas de seu país de vender a ela componentes vitais, mas Trump revogou a decisão em troca de uma multa de US$ 1 bilhão e supervisão do Departamento de Comércio.



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Barragem da Vale em risco de desmoronamento cria “terrorismo psicológico”

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Belo Horizonte – “O que vivemos é um terrorismo psicológico”, afirma o padre José Antonio de Oliveira, do Santuário de São João Batista em Barão de Cocais. O religioso, de 67 anos, está há três anos na cidade e é o refúgio de moradores aflitos com a possibilidade de ruptura da barragem da Vale no município, a partir de hoje.

Ao mesmo tempo, figura entre os prováveis desalojados pela lama, caso a represa se rompa. “A igreja, não, mas a casa paroquial está na área que pode ser atingida”, conta.

Barão de Cocais é uma cidade onde o medo se renova. Menos de dois meses depois de a barragem Sul Superior, da Vale, no município, ter seu nível de segurança elevado para 3 – o que significa ruptura a qualquer momento -, a população do município passou a ter motivo para se preocupar ainda mais.

Agora, pelo risco do talude da cava da mina da empresa desmoronar, provocando abalo sísmico e uma possível ruptura da barragem Sul Superior, localizada a 1,5 quilômetro.

Entre o anúncio da ruptura iminente, em 22 de março, e a constatação de risco para o talude, em 13 de maio, transcorreram exatos 52 dias. “Os mais afetados são os idosos e as crianças”, relata o padre José Antonio. “Um grupo grande de moradores já vive a experiência concreta de ficar sem casa. Deixaram tudo para trás: animais, sua história. Não é algo fácil.”

O religioso diz ser grande o número de relatos de doenças relatadas pelos fiéis. “Atendo muita gente com depressão e com outras doenças que agora se agravaram.” O clima na cidade, segundo o padre, é de insegurança e apreensão. “O simulado, o meio-fio pintado. Tudo isso é um terrorismo psicológico. Cria um ambiente pesado”, diz. A tinta no meio-fio serve para marcar o alcance da lama.

Zona de autossalvamento. Entre as pessoas que já tiveram de deixar suas residências está a analista administrativa Élida Geralda Couto, que morava em Socorro, distrito de Barão de Cocais localizado na chamada zona de autossalvamento da barragem, ou seja, muito próximos da represa, a ponto de as pessoas não conseguirem escapar em caso de rompimento da barragem.

Élida, hoje, mora na cidade em uma casa com aluguel pago pela Vale. “Nossa vida está em Socorro. A cada dia acontece uma coisa diferente. Agora, é a questão do talude. Estão nos matando aos poucos”, afirma. A comunidade de Socorro foi retirada de suas casas em 8 de fevereiro, antes da elevação do nível de segurança da barragem a 3. Naquele momento, todos foram levados para hotéis.

Alguns, no entanto, não saíram de suas casas, como é o caso de Lindaura de Lourdes Mateus, de 51 anos. “A gente tem fé de que vai voltar para casa.” A ex-moradora de Socorro reclama de falta de informações por parte da Vale. “Não falam nada.”

Ontem, o Ministério Público de Minas emitiu recomendação para que a empresa repasse a situação da barragem e diga aos moradores o que pode acontecer com a estrutura. Em nota ontem, a Vale disse que vem mantendo a população informada.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Os bastidores da relação dos donos da JBS com o poder

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São Paulo – Uma passagem no início de “Why Not”, livro da jornalista Raquel Landim sobre a trajetória da JBS, empresa no centro de um intricado esquema de pagamento de propinas a políticos para garantir o apoio oficial a seus projetos de expansão, define a personalidade do personagem principal, Joesley Batista, ao descrever um episódio de infância. Dona Flora, matriarca da família, desesperou-se porque o filho desaparecera de casa. O pequeno Joesley acabou sendo encontrado dentro de um buraco. Quando questionado sobre o que fazia, disse: “Procurando petróleo”.

Trechos como esse são fruto de uma pesquisa detalhada, que começou há dois anos, no dia em que a cartada mais arriscada de Joesley foi revelada: em 17 de maio de 2017, foi divulgada a gravação que o todo-poderoso do grupo J&F – à época, dono não só da JBS, mas também da Alpargatas (dona da Havaianas) e da Eldorado Celulose, entre outros negócios – havia feito de uma conversa no Palácio do Jaburu, em visita que o então presidente Michel Temer manteve fora da agenda oficial.

A essa altura, Joesley, que ao lado do irmão Wesley, havia transformado a JBS na líder global em proteína animal, sentia-se encurralado. Pressionado pelo Ministério Público Federal, viu que sua única opção era a delação premiada. Ao concordar em contar tudo à Justiça, mas exigir imunidade total em troca, voltou a apostar alto. Seus dois objetivos eram: evitar a prisão e, ao mesmo tempo, salvar os negócios da bancarrota.

A decisão dos irmãos Batista de colaborar com o MPF, disse Raquel ao Estado, partiu da observação de empreiteiros que, àquela altura, já haviam sido enredados nas investigações da Operação Lava Jato. “Eles viram o que aconteceu com Marcelo Odebrecht, que demorou a colaborar, e resolveram se antecipar”, explicou a jornalista. Para evitar o mesmo destino, Joesley estava mais uma vez disposto a apostar quase tudo: valia até gravar o presidente.

A ousadia dos irmãos – tanto na disposição em comprar empresas e fazê-las crescer quanto em agradar a políticos para atingir seus objetivos – é mostrada em detalhes em Why Not. A edição facilita a vida do leitor: contém um glossário dos partidos políticos mencionados e uma linha do tempo que detalha desde as origens humildes do negócio até as sucessivas compras bilionárias que o grupo fez depois de 2010, com ajuda de bancos públicos, como BNDES e Caixa, e de fundos de pensão.

A trajetória dos irmãos Batista ainda tem final aberto – eles ficaram meses na cadeia, mas hoje respondem processo em liberdade -, por isso, a narrativa de Why Not termina em 2017, quando os dois líderes do império da carne foram presos em questão de dias. Como muita coisa aconteceu desde então, de vendas de negócios bilionários a eventos da vida pessoal de Wesley e Joesley, o livro traz ainda um epílogo que resume eventos posteriores – atualizado até o dia da obra ir à gráfica.

Embora a história dos empresários ainda esteja em curso, Raquel disse que Joesley já conseguiu parte do que queria. Ao contrário da Odebrecht, que passa por dificuldades, a JBS vai bem – seu lucro foi de mais de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2019. Quanto à outra meta – se livrar de um período mais longo atrás das grades -, resta esperar por um capítulo ainda a ser escrito: “Isso só a Justiça vai dizer.”As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Pressão e desvios éticos: aumentam as demissões de CEOs no mundo

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A vida no topo está mais difícil e os presidentes de empresa passam cada vez menos tempo no cargo. A rotatividade de CEOs no cargo atingiu um novo recorde, de acordo com uma pesquisa feita pela consultoria PwC com as maiores empresas abertas.

A rotatividade dos CEO’s chegou a novos recordes, de 17,5% em 2018. O valor é 3 pontos acima da taxa do ano passado. O estudo analisou a sucessão de presidentes e executivos nas 2.500 maiores companhias públicas do mundo e é feito há 19 anos. Do total de 17,5% de CEOs que deixaram o cargo, 12% foram sucessões planejadas e 3,6¨% resultado de demissão. Já 2% saíram por causa de operações de fusão e aquisição.

Entre os motivos que levam a liderança a deixar o cargo, estão a pressão crescente dos acionistas por resultados, desvios éticos e operações de fusão e aquisição entre empresas. Pela primeira vez desde que o estudo é realizado, desvios éticos causaram mais demissões que má performance financeira ou conflitos entre membros do conselho de administração. Dos que saíram demitidos, 39% deixaram o cargo por questões éticas. Os motivos envolvem escândalo ou conduta imprópria, como fraude, corrupção, desastres ambientais, resultados inflados ou indiscrições sexuais.

O tempo médio de permanência no cargo se manteve estável em cinco anos. A idade média dos CEOs é de 53 anos e apenas 26% têm experiência em outro cargo de CEO em uma empresa aberta. A fatia de mulheres no topo das principais não apenas continua baixa como diminuiu de um ano para cá. Mulheres ocupavam apenas 4,9% das posições de CEO em 2018, contra 6% há um ano.

A indústria que mais vê trocas na sua liderança é a de serviços de comunicação, com rotatividade de 24,5%, seguida da indústria de materiais, com 22,3%, e de energia, com 19,7%. A indústria de saúde é a que tem a menor taxa de rotatividade entre as analisadas.

Apenas 19% conseguem permanecer na liderança por mais de 10 anos, apesar de enfrentarem mudanças no mercado, competição intensa e investidores impacientes. O estudo descobriu que os presidentes que permanecem mais tempo no cargo são aqueles que geram mais retorno para os acionistas, tanto por conhecer melhor o mercado quanto por conduzirem processos de transformação profundos em sua indústria.



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Confira o Olhar Digital Plus [+] na íntegra – 18/05/2019

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