Mourão diz que governo precisa de ‘determinação e paciência’ para lidar com Congresso

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WASHINGTON — O vice-presidente
Hamilton Mourão
, disse nesta segunda-feira, em Washington, que o governo precisa ter clareza do que quer, mas também determinação e paciência para manter o diálogo com o
Congresso
.

– Nós temos que ter a determinação e a paciência para o diálogo, diálogo permanente com o Congresso. O nosso Congresso tem um grande número de novos parlamentares que recém ainda estão se instalando e entendendo qual é o alcance das suas responsabilidades.

Mourão afirmou que tem buscado mostrar isso em suas reuniões com investidores.

– Eu tenho conversado sobre esse assunto com todos os investidores mostrando pra eles que nós temos clareza do que queremos, nós precisamos dessas reformas independente de elas serem populares ou não. Temos que ter determinação para levar isso avante e temos que ter paciência para negociar com o Congresso.

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A declaração foi feita depois de Mourão ter se reunido com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence. O vice-presidente disse que conversou sobre o tema com Pence.

– É um Congresso fragmentado, né? Tem uns 30 partidos representados ali dentro. Comentei isso com o vice-presidente Mike Pence, ele disse assim: ‘olha, eu talvez aqui preferisse ter esses 30 do que 2’. Então a gente tem que saber lidar com isso. Faz parte do regime democrático.

Mourão também comentou a relação do governo com o Judiciário e disse que os dois poderes tem um “diálogo bom”.

–  Ontem eu tive uma conversa muito bom o ministro Toffoli, a gente tem muita convergência de pensamento de posições e aos poucos nós vamos organizando isso aí. Eu repito: não há varinha de condão.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli se encontrou com Mourão durante a Brazil Conference, evento organizado por alunos brasileiros das universidades de Harvard e do MIT, da qual ambos participaram como palestrantes.

Mourão também comentou a queda no otimismo dos brasileiros com o futuro da economia, apontada por pesquisa divulgada hoje pelo Datafolha. Segundo a pesquisa, o percentual de pessoas que acreditam que a situação econômica brasileira vai melhorar nos próximos meses caiu de 65% em dezembro de 2018, para 50% em abril.

– Não tem varinha de condão, então talvez as expectativas das pessoas estivessem muito altas. 

O vice-presidnte disse que é preciso olhar a situação “geral do mundo, onde todos estão crescendo pouco”, e defendeu as reformas econômicas, sobretudo a reforma da Previdência. 

– É óbvio que as pessoas olham toda a elaboração que está sendo feita para negociar isso com o Congresso e também se preocupam. Então eu julgo que foi até normal essa perda, digamos assim, da confiança. Ela irá se recuperar, na minha visão, a partir do momento que nós conseguirmos aprovar todas essas reformas. Inicialmente a da previdência, óbvio.

O vice comentou também declarações dadas ontem, durante sua participação no encerramento da Brazil Conference de que se o governo “falhar demais”, a “conta irá para as Forças Armadas”.

– A visão da sociedade é que, como é um governo que tem muitos militares, presidente e vice-presidente oriundos das Forças Armadas, é impossível para a sociedade como um todo deixar de nos olhar como membros das Forças Armadas. Então nós temos esse feeling né, de que, se der errado, se a gente não conseguir entregar o que nós temos que entregar, se nós não formos bem-sucedidos no nosso governo, é óbvio que alguma coisa irá respingar em cima das Forças Armadas.

Questionado sobre se tem medo de que isso aconteça, Mourão respondeu:

– Medo eu não tenho porque medo não faz parte do meu vocabulário.



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