Samba do Cruz, reduto cultural da ZN, está ameaçado e não pode acabar

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Carrossel-novo-portal-34 Samba do Cruz, reduto cultural da ZN, está ameaçado e não pode acabar

A cultura de uma cidade nasce nas tradições dos territórios, clubes comunitários, em pequenos espaços, em rodas de bairro. Lugares onde ela brota e existe antes de virar tendência ou política pública. Um exemplo perfeito desses espaços é o Samba do Cruz, na zona norte.

Realizado no Cruz da Esperança, um dos clubes mais tradicionais da várzea paulistana, fundado em 1958 dentro da área do Campo de Marte, o Samba do Cruz se consolidou como um dos redutos mais autênticos do samba de raiz paulistano. Ali, como em tantos territórios populares da cidade, futebol de várzea e samba caminham juntos — duas expressões profundamente ligadas à história da população negra e trabalhadora de São Paulo.

Mas roda de samba aberta e gratuita, que atravessa madrugadas e faz gerações se encontrarem  está ameaçada. A demolição recente de estruturas ligadas aos campos de várzea do complexo do Campo de Marte, dentro do processo de concessão da área para a implantação de um novo parque municipal, trouxe preocupação para quem frequenta o local. 

A concessionária afirma que a tradição do futebol de várzea será preservada em algum formato futuro, mas, ate agora não há clareza sobre o destino dessa roda histórica. Claro que São Paulo precisa, sim, de novos parques e projetos urbanos. Mas nenhuma transformação pode ignorar aquilo que já existe como patrimônio cultural vivo da cidade.

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O samba só voltou a ocupar palcos, festivais e programações culturais para além do carnaval e com tanta força, também porque existiram redutos como esse que mantiveram a tradição viva. 

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Por isso, o  novo projeto para o Campo de Marte pode — e deve — também incorporar essa história no contexto do novo parque, buscando inovações nos espaços públicos, mas também respeito às tradições locais. Cidades maduras sabem crescer sem destruir suas próprias referências culturais.

Na semana passada se iniciou um movimento em defesa do Samba do Cruz, através de um abaixo assinado postado nas redes sociais, ressalta:  um lugar movido por futebol, samba, ancestralidade e acolhimento corre o risco de desaparecer…apagar o Cruz da Esperança é apagar histórias, afetos e uma parte viva da cultura popular da cidade…que a cidade de São Paulo saiba reconhecer, respeitar e preservar os espaços que nascem da comunidade e pertencem a ela.”

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