Coronavírus: compras online crescem e empresas adaptam operações e entrega

43
Anúncio Patrocinado


Sem poder ir a shoppings ou a lojas de rua por conta da pandemia do coronavírus, consumidores estão se voltando ao comércio eletrônico. Para lidar com o aumento da demanda, e ainda proteger funcionários e entregadores, empresas do setor estão ajustando a operação.

A startup Eu Entrego, que conecta entregadores autônomos a empresas, viu um aumento de cinco vezes nos pedidos de supermercados e mercearias. O restante das categorias se manteve estável, de acordo com a empresa. “Como trabalhamos com motoristas autônomos temos escalabilidade para atender essa demanda”, diz Vinicius Pessin, cofundador e presidente da Eu Entrego. São cerca de 80 mil entregadores cadastrados.

Já no gigante de marketplace Mercado Livre, as categorias de saúde, cuidado pessoal e alimentos e bebidas registraram crescimento de 15% quando comparado ao mês todo de fevereiro deste ano. Na comparação com a primeira quinzena de março do ano passado, o crescimento é de 65%. 

Anúncio PatrocinadoGestor de Tráfego - Do Mil ao Milhão: Torne-se um Especialista em Tráfego Pago

O Mercado Livre atribui esse crescimento ao cenário atual de combater ao contágio do coronavírus, considerando que produtos como máscaras protetoras e álcool em gel, e de primeiras necessidades (alimentos, papel higiênico, fraldas etc) fazem parte dessas categorias.

A OnTime Log, empresa de logística, também enxerga aumento no consumo de algumas categorias de produtos de primeira necessidade, como mercearia e farmácias. “As pessoas estão antecipando consumo e estocando certos itens, o que deve se estabilizar nas próximas semanas”, diz Carlos Figueiredo, diretor-presidente.

Varejo físico

As lojas físicas sofrem com a pandemia. Na segunda-feira, primeiro dia de isolamento voluntário, o fluxo de visitantes caiu 27,1% em relação às demais segundas-feiras de 2020. Na data, as lojas de rua viram queda de 12,74% nas visitas, mas o maior impacto foi nas lojas de shopping, com 43% a menos de consumidores. 

Na comparação com a mesma data do ano passado, o recuo no varejo físico foi de 7,7%, segundo análise feita pela empresa de coleta e análise de dados do varejo Seed Digital. O fluxo de visitantes já vinha caindo há uma semana no varejo físico, de acordo com a empresa.

“A tendência é de que essas quedas se acentuem nos próximos dias, pois mais pessoas estão em casa. Por outro lado, o ticket médio das lojas pode aumentar, uma vez que consumidores estão estocando produtos”, diz Sidnei Raulino, CEO da Seed Digital, em comunicado. 

Embora preocupante, a crise pode ser uma oportunidade para varejistas ajustarem as operações de comércio eletrônico. 

Supermercados tradicionalmente têm uma participação baixa de vendas pelo comércio eletrônico, de cerca de 4%. Agora, essa participação tende a crescer. “Passado esse momento, deve haver um legado para as varejistas de uma nova leva de consumidores, que está testando o modelo do comércio eletrônico e gostando”, diz Pessin, da Eu Entrego.

Com o aumento da demanda no comércio eletrônico, a tendência é que os prazos de entrega fiquem mais longos. Assim, se o envio de compras online a partir de lojas físicas já era uma tendência forte no comércio eletrônico, com a pandemia pode se acentuar, acredita ele. 

Cuidados na logística

Nos Estados Unidos, o aumento no comércio eletrônico levou a gigante do setor, a Amazon, a contratar mais 100 mil funcionários para dar conta da demanda. No entanto, funcionários estão denunciando que o ritmo de trabalho, que já é intenso, ficou ainda mais excessivo, segundo o The Guardian.

Por aqui, empresas de comércio eletrônico estão buscando alternativas e medidas de segurança na logística, como a disponibilização de álcool em gel para os funcionários e aumentar a limpeza nas áreas de trabalho e centros de distribuição.

O Mercado Livre irá contratar mais funcionários para lidar com a demanda. “Nosso planejamento prevê antecipar para um prazo imediato a curva de contratação prevista para três meses”, diz Leandro Bassoi, vice-presidente de Mercado Envios para a América Latina, em entrevista por e-mail. Para minimizar o risco de contágio, a empresa aumentou a divisão entre os grupos de trabalho para reduzir o contato entre as pessoas.

Em relação aos entregadores, eliminou a necessidade da assinatura do cliente no celular do entregador ao receber a encomenda. “Com isso, evitamos o contato que cada entregador faz com até 150 pessoas todos os dias”, diz Bassoi. 

Na Eu Entrego, os motoristas e entregadores autônomos que precisarem deixar de trabalhar ao apresentarem sintomas da doença continuarão a receber uma remuneração na média do que recebiam antes.

Nas áreas administrativas de diversas empresas do setor, muitos funcionários estão trabalhando remotamente. A OnTime alterou os turnos de trabalho para diminuir a concentração no escritório e restringiu a ocupação máxima no refeitório e nas salas de convivência pela metade.



Fonte do Artigo
Tags:
#ecommerce #ecommercebrasil #ecommercedemoda #ecommercewebsite #ecommercebusiness #ecommerceindonesia #ecommercephotography #ecommercetips #ecommercemoda #ecommerceday #ecommercestore #ecommercemarketing #ecommercelife #ecommerceplatform #ecommercedesign #ecommercedevelopment #ecommerceservices #ecommercesolution #ecommercesite #ecommerceproduct #ecommercewebsitedesign #ecommerceitalia #ecommercefashion #ecommercesoftwaredevelopment #ecommerceappdesignanddevelopment #EcommercEntrepChinay #ecommercedubai #EcommerceThailand #ecommercetraining #ecommerces

Anúncio