Os Estados Unidos sancionaram cinco outras empresas chinesas de tecnologia, em uma medida que provavelmente aumentará as tensões entre as duas potências antes do encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na próxima semana.
As empresas afetadas são a Sugon, três de suas subsidiárias que fabricam chips e o instituto de computação pertencente ao exército chinês.
O departamento de Comércio as proibiu de obter tecnologia americana depois de determinar que “atuam contra os interesses da segurança nacional e da política externa dos Estados Unidos”.
No contexto das tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos, Washington atacou a gigante das telecomunicações chinesa Huawei, fechando seu acesso ao mercado americano, citando preocupações de segurança.
Em maio, incluiu a Huawei em sua lista de entidades que estão proibidas de receber componentes de fabricação americana sem a permissão de Washington, embora tenha concedido um prazo de 90 dias para a sua aplicação.
Desde então, Facebook e Google anunciaram que romperiam suas relações com a Huawei, isolando ainda mais a empresa chinesa.
Pequim respondeu com a ameaça de lançar sua própria lista negra de empresas e indivíduos estrangeiros “não confiáveis” na esperança de pressionar as companhias estrangeiras a manter relações comerciais com a Huawei.
No início de junho, Pequim convocou, entre outros, os executivos das empresas americanas Dell e Microsoft, bem como da sul-coreana Samsung, para avisar que qualquer iniciativa de cortar seus negócios na China poderia levar a medidas defensivas, segundo o New York Times.
Trump e Xi devem se reunir na próxima semana, à margem da cúpula do G20 no Japão.