16 motoristas brasileiros morreram até que Uber ficasse mais seguro

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Enquanto crescia, o aplicativo que conecta motoristas de automóveis e passageiros Uber colocava como diferencial uma experiência de cadastro simples, sem grandes fricções. No Brasil, a estratégia resultou em roubos, veículos queimados e até mesmo 16 motoristas mortos. É o que afirma o livro Super Pumped: The Battle for Uber (ainda sem tradução para o português), a ser publicado no próximo mês nos Estados Unidos.

O autor Mark Isaac descreve os primeiros dez anos da gigante de mobilidade urbana. Criada em 2008, o Uber transformou o conceito de mobilidade urbana ao disseminar o compartilhamento de corridas, ou ride sharing, pelo Ocidente. Mas, aos poucos, a empresa também foi sendo transformada.

Escândalos que iam de medidas de segurança ao assédio provocaram a saída do fundador Travis Kalanick — caracterizado por Issac como “uma imagem brutal e triunfante” — e uma remodelação completa nos valores da Uber.

Com o livro de Isaac, os anos sob a gestão Kalanick ganham maior descrição. São diversos desafios, enfrentados inclusive em terras brasileiras.

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A “roleta do Uber”

Segundo trechos de Super Pumped: The Battle for Uber publicados no jornal americano The New York Times, funcionários afirmam que Kalanick tinha uma obsessão acima do normal com expansão mundial, incluindo o Brasil.

Para aumentar o número de motoristas no Rio de Janeiro e em São Paulo, a Uber pedia apenas um e-mail e um telefone no cadastro. Também habilitou o pagamento em dinheiro, o que significava que um motorista provavelmente teria várias notas ao final de um dia de viagens.

Com a facilidade de inscrição, criminosos usavam e-mails quaisquer e chamavam um motorista para praticar a “roleta da Uber”: a viagem poderia significar um carro queimado e um motorista roubado ou até mesmo assassinado.

Em um primeiro momento, a gigante de mobilidade urbana defendeu que continuava sendo mais segura que táxis porque eram acompanhadas por sistemas de navegação (GPS). Kalanick acreditava que poderia melhorar a segurança dos motoristas por meio de códigos, escreve Isaac.

“Kalanick e outros executivos da Uber não eram totalmente indiferentes aos perigos que motoristas enfrentavam em mercados emergentes. Mas havia diversos pontos cegos diante da fixação em crescimento, a crença em soluções pela tecnologia e a aplicação casual de incentivos financeiros que inflamava problemas culturais existentes. (…) Consertos não vieram cedo o suficiente.”

A Uber depois melhoraria seus procedimentos de segurança e verificação de identidade em terras brasileiras. Antes, estima o autor, 16 motoristas foram mortos.

Desafio permanente

Lá fora, a Uber também tomou medidas polêmicas na esfera da segurança. Em 2014, cobrava um dólar por uma “taxa de corridas seguras” para cobrir os custos de identificação e treinamento de motoristas, seguros dos automóveis e inspeção veicular. Segundo funcionários da Uber, porém, esses esforços já eram cobertas pela taxa que ficava com a empresa a cada corrida.

Esse um dólar a mais ia apenas para a margem da gigante de mobilidade urbana, que chegou a arrecadar 500 milhões de dólares com a cobrança. A Uber chegou a pagar 30 milhões de dólares por um marketing enganoso sobre “as corridas mais seguras” e “checagens líderes na indústria”.

A Uber de hoje enfrenta outros desafios, como uma concorrência crescente em Wall Street, perdas impressionantes em seus balanços públicos, cortes de custos e questionamentos sobre seus investimentos nos futuros carros autônomos.

Mesmo assim, relatos de roubos e crimes violentos continuam parte de quase todos os players de mobilidade urbana. A segurança é um desafio que não tem data para terminar — em nenhum país.

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