{"id":54767,"date":"2023-02-26T15:10:26","date_gmt":"2023-02-26T18:10:26","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/professores-criam-metodos-de-ensino-a-distancia-originais-e-divertidos\/"},"modified":"2020-07-10T18:10:18","modified_gmt":"2020-07-10T21:10:18","slug":"professores-criam-metodos-de-ensino-a-distancia-originais-e-divertidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/professores-criam-metodos-de-ensino-a-distancia-originais-e-divertidos\/","title":{"rendered":"Professores criam m\u00e9todos de ensino a dist\u00e2ncia originais e divertidos"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>Trocando a lousa pela tela do computador, eles foram dormir como profissionais presenciais e acordaram digitais, tendo de descobrir como fazer o conte\u00fado entrar na cabe\u00e7a dos pupilos e como inspir\u00e1-los, a exemplo do que faz o protagonista da s\u00e9rie <em>Merl\u00ed<\/em>, da Netflix, que usa m\u00e9todos pouco ortodoxos de ensino. Met\u00e1fora com jogos de videogame, por exemplo, \u00e9 eficaz para simplificar conceitos complexos. Quando soube que os alunos gostavam do <em>Crash Bandicoot<\/em>, S\u00e9rgio Marino, 28, professor do Col\u00e9gio Visconde de Porto Seguro de Valinhos, usou o protagonista da hist\u00f3ria, um marsupial laranja que escapa de armadilhas, para explicar a disciplina projeto de vida aos alunos do 9\u00ba ano. \u201cCrash ensina como tomar boas decis\u00f5es\u201d, conta o professor sobre a mat\u00e9ria inspirada na escola de design thinking da Universidade Stanford.<\/p>\n<p>J\u00e1 para as aulas de l\u00edngua portuguesa do 6\u00ba ano, Marino criou uma mascote que ilustra regras gramaticais, a marmota Jonas. \u201cBrinco que estamos \u2018hibernando\u2019 em casa durante a quarentena, como as marmotas\u201d, diz. Projetado para apenas enfeitar slides, o roedor virou estrela, transformado em memes pelos alunos que o batizaram por meio de enquete.<\/p>\n<figure><img title = \"[Tags]\"alt = \"SERGIOMARINO_3.JPG Professores criam m\u00e9todos de ensino a dist\u00e2ncia originais e divertidos\"decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vejasp.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/SERGIOMARINO_3.JPG.jpg\" \/><figcaption>S\u00e9rgio Marino, 28, usa o videogame para explicar conceitos complexos<span class=\"copyright\">Alexandre Battibugli\/Veja SP<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>O desafio de prender a aten\u00e7\u00e3o da turma \u00e9 ainda maior quando o aluno s\u00f3 tem 2 anos de idade. \u201cO tempo de concentra\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a \u00e9 de quatro minutos\u201d, explica Amanda Batistucci, 25, professora do ensino infantil da Maple Bear, em S\u00e3o Bernardo. Ela aproveitou as habilidades do marido em AI (intelig\u00eancia artificial) e instalou um programa de capta\u00e7\u00e3o de movimentos no computador. Eles desenharam a vers\u00e3o pr\u00f3pria de Sulley, de <em>Monstros S.A.<\/em>, vestindo o uniforme da escola de educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue canadense. A cada passo de dan\u00e7a da professora, o boneco azul faz igual, mas os alunos pensam o contr\u00e1rio. \u201cEla est\u00e1 imitando ele\u201d, disse um dos pequenos durante a aula.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 dif\u00edcil para as crian\u00e7as o corte do contato f\u00edsico\u201d, conta Michelle Miranda, 27, professora de portugu\u00eas do Col\u00e9gio Bandeirantes, na Vila Mariana. Michelle acolhe os alunos do 7\u00ba ano por meio da m\u00fasica. Para quebrar o gelo, usa trechos de <em>Ora\u00e7\u00e3o ao Tempo<\/em>, de Maria Gad\u00fa, e aproveita a letra para uma an\u00e1lise de verbos. No iMovie, programa da Microsoft, a professora recheia aulas gravadas com efeitos sonoros: o tique-taque do rel\u00f3gio avisa o fim da atividade, o sinal escolar diz que \u00e9 o intervalo e aplausos surgem quando a boa not\u00edcia \u00e9 n\u00e3o ter tarefa de casa. O escrit\u00f3rio de Michelle virou est\u00fadio, mas gravar nem sempre foi f\u00e1cil. Um dia a pedagoga quebrou um vaso no meio da grava\u00e7\u00e3o, aproveitou a deixa e vendeu o peixe: \u201cAssistam \u00e0 aula porque tem a <em>prof<\/em> pagando mico!\u201d.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads\"><span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div id=\"abrAD_rectangle2\" class=\"abrAD\" data-ad-><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>+<a href=\"https:\/\/abr.ai\/assine-vejasp\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/abr.ai\/assine-vejasp&amp;source=gmail&amp;ust=1593768040956000&amp;usg=AFQjCNF5zpXoQd2KpzpsuhmsXGBC6yJI_Q\" rel=\"noopener noreferrer\">Assine a Vejinha a partir de 6,90<\/a><\/strong><\/p>\n<figure><img title = \"[Tags]\"alt = \"SERGIOMARINO_3.JPG Professores criam m\u00e9todos de ensino a dist\u00e2ncia originais e divertidos\"decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vejasp.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Screenshot_2020-07-06_20-48-41-1.png.jpg\" \/><figcaption>Intelig\u00eancia artificial \u00e9 usada por Amanda Batistucci, 25, no ensino infantil<span class=\"copyright\">Arquivo Pessoal\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Quem tem experi\u00eancia em frente \u00e0s c\u00e2meras tira de letra o ensino remoto. \u00c9 o caso do professor de matem\u00e1tica e youtuber Pedro Real, 49, da E.E. Prof. Santos Amaro da Cruz, no Jardim Colorado. Antes da quarentena, Real j\u00e1 aplicava a estrat\u00e9gia americana <em>flipped classroom<\/em>, ou \u201csala invertida\u201d, em portugu\u00eas. O aluno v\u00ea v\u00eddeos sobre a mat\u00e9ria em casa e na aula tira d\u00favidas, deixando o vocabul\u00e1rio matematiqu\u00eas de lado. O m\u00e9todo deu a ele o pr\u00eamio Professores do Brasil, do MEC, em 2018, e seu canal, P\u00f4, Bich\u00f4 \u2014 Matem\u00e1tica, foi eleito o melhor conte\u00fado pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo em 2017. Na pandemia, a parte presencial \u00e9 substitu\u00edda pelo app Google Classroom. Como na rede p\u00fablica nem todos t\u00eam acesso \u00e0 internet, os alunos usam a sala de inform\u00e1tica da escola ou retiram o material impresso.<\/p>\n<p>Em tempos de improviso, tem at\u00e9 quem empreste o material da escola para montar o pr\u00f3prio laborat\u00f3rio em casa. Foi o que fez Reinaldo Espinosa, 54, professor de f\u00edsica do ensino m\u00e9dio do Col\u00e9gio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros. Espinosa conta que, para explicar um curso pr\u00e1tico como o de eletricidade, ele monta em seu pr\u00f3prio escrit\u00f3rio sistemas com motores, pilhas, l\u00e2mpadas, \u00edm\u00e3s, fio e interruptores, tudo para que n\u00e3o restem d\u00favidas na turma que se prepara para o vestibular. Nos f\u00f3runs de f\u00edsica, estudantes respondem \u00e0s perguntas uns dos outros. \u201cAgora o aluno \u00e9 t\u00e3o protagonista quanto o professor.\u201d<\/p>\n<figure><img title = \"[Tags]\"alt = \"SERGIOMARINO_3.JPG Professores criam m\u00e9todos de ensino a dist\u00e2ncia originais e divertidos\"decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vejasp.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/BRUNOPOLLON_2.JPG.jpg\" \/><figcaption>Bruno Pollon, 37, ensina alem\u00e3o na quarentena<span class=\"copyright\">Alexandre Battibugli\/Veja SP<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m de protagonismo, \u00e9 preciso autonomia para se tornar bil\u00edngue. O professor de alem\u00e3o Bruno Pollon, 37, do Porto Seguro, viu que o desafio entre as quatro habilidades para aprender o novo idioma \u2014 ler, escrever, ouvir e falar \u2014 estava no \u00faltimo, o mais problem\u00e1tico na quarentena. A sa\u00edda foi gravar \u00e1udios da pron\u00fancia correta. Em sala de at\u00e9 cinquenta pessoas, Pollon tamb\u00e9m n\u00e3o consegue usar t\u00e9cnica conhecida entre professores de l\u00ednguas: captar olhares perdidos de quem n\u00e3o entendeu o que foi falado no idioma estrangeiro. Apesar da limita\u00e7\u00e3o, ele diz que n\u00e3o houve queda no aprendizado e o ensino se tornou mais exato porque, depois da tarefa, gera gr\u00e1ficos e faz o mapeamento das dificuldades de cada um.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads\"><span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div id=\"abrAD_rectangle3\" class=\"abrAD\" data-ad-><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>+<a href=\"https:\/\/abr.ai\/assine-vejasp\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/abr.ai\/assine-vejasp&amp;source=gmail&amp;ust=1593768040956000&amp;usg=AFQjCNF5zpXoQd2KpzpsuhmsXGBC6yJI_Q\" rel=\"noopener noreferrer\">Assine a Vejinha a partir de 6,90<\/a><\/strong><\/p>\n<p><b><span>Publicado<\/span>\u00a0em\u00a0<span>VEJA<\/span><span>\u00a0<\/span>S\u00c3O PAULO de 15 de julho de 2020, edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 2695.<\/b><span>\u00a0<\/span><\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/vejasp.abril.com.br\/cidades\/professores-criam-metodos-de-ensino-a-distancia-originais-e-divertidos\/\">Fonte do Artigo <\/a><br \/>\nTags:<br \/>\n#loterias #loteriascaixa #megasena #resultadoapostas#noticias #noticiario  #noticia #brasil #noticiascolombia #mundo #esporte #colombia #noticiadeld #ltimasnoticias  #noticiario #noticiasregionales #noticiasdepartamentales #noticiashoy #esportes #noticiaahora #elinformantenoticias #noticiasdeboyac  #esporteinterativo #esportivo #diariodosesportes  #noticiero  #jogodefutebol #jogos #loto #apostas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trocando a lousa pela tela do computador, eles foram dormir como profissionais presenciais e acordaram digitais, tendo de descobrir como fazer o conte\u00fado entrar na cabe\u00e7a dos pupilos e como inspir\u00e1-los, a exemplo do que faz o protagonista da s\u00e9rie Merl\u00ed, da Netflix, que usa m\u00e9todos pouco ortodoxos de ensino. 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