{"id":5460,"date":"2023-02-26T15:09:00","date_gmt":"2023-02-26T18:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/as-licoes-que-a-vale-ainda-nao-aprendeu-sobre-evitar-tragedias\/"},"modified":"2019-02-17T06:35:07","modified_gmt":"2019-02-17T09:35:07","slug":"as-licoes-que-a-vale-ainda-nao-aprendeu-sobre-evitar-tragedias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/as-licoes-que-a-vale-ainda-nao-aprendeu-sobre-evitar-tragedias\/","title":{"rendered":"As li\u00e7\u00f5es que a Vale ainda n\u00e3o aprendeu sobre evitar trag\u00e9dias"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p><span>O desastre da <strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/vale\/\">Vale<\/a><\/strong> em Brumadinho, que at\u00e9 agora deixou 166 mortos e 155 desaparecidos, escancara um problema ainda presente em empresas brasileiras: falta de gest\u00e3o de risco adequada. A trag\u00e9dia ocorreu pouco mais de tr\u00eas anos depois do rompimento da barragem em Mariana, que deixou 19 mortos. A forma da Vale de se comunicar com o p\u00fablico e o mercado mudou nesses tr\u00eas anos, mas o que n\u00e3o sofreu avan\u00e7os significativos foi o gerenciamento de riscos e crises, de acordo com especialistas consultados por EXAME.<\/span><\/p>\n<p><span>Em Mariana, a respons\u00e1vel pela explora\u00e7\u00e3o e barragem era a Samarco, empresa controlada pela Vale e BHP Billiton. &#8220;Com o desastre em Mariana, as empresas tiveram uma grande oportunidade de levar a comunica\u00e7\u00e3o de crise e gest\u00e3o de risco a s\u00e9rio, mas depois do epis\u00f3dio de <strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/brumadinho\">Brumadinho<\/a> <\/strong>vimos que isso n\u00e3o aconteceu&#8221;, afirma Rosangela Florczak, professora de comunica\u00e7\u00e3o corporativa da ESPM. Em sua tese de doutorado, a professora analisou a comunica\u00e7\u00e3o da Vale p\u00f3s-Mariana nas redes sociais.<\/span><\/p>\n<p><span>Para ela, a Vale mudou muito a forma de se comunicar desde a trag\u00e9dia em Mariana. Na ocasi\u00e3o, a Vale tentou ao m\u00e1ximo descolar sua imagem da trag\u00e9dia e direcionar a responsabilidade para a Samarco, da qual \u00e9 dona de 50%. <\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;A associa\u00e7\u00e3o da Vale e Samarco foi muito r\u00e1pida e a Vale perdeu muitos dias tentando impedir o inevit\u00e1vel&#8221;, afirma a professora. Segundo ela, as primeiras respostas da mineradora foram duras e de enfrentamento. Apenas executivos da Samarco foram indicados como porta-vozes da empresa e a Vale se ausentou da discuss\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span>A Samarco criou uma institui\u00e7\u00e3o, a Funda\u00e7\u00e3o Renova, para gerenciar os pagamentos de indeniza\u00e7\u00f5es e multas. A previs\u00e3o era de desembolsar 2 bilh\u00f5es de reais em indeniza\u00e7\u00f5es, mas at\u00e9 agora foram pagos apenas 1 bilh\u00e3o de reais.\u00a0<\/span><span>Para <\/span><span>Luiz Vieira, professor de estrat\u00e9gia do Insper<\/span><span>, a institui\u00e7\u00e3o distancia ainda mais as <strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/mineradoras\/\">mineradoras<\/a><\/strong> dos fatos e das suas obriga\u00e7\u00f5es. &#8220;Colocar mais um agente no meio das negocia\u00e7\u00f5es dificulta a situa\u00e7\u00e3o da cidade e dos parentes das v\u00edtimas&#8221;, diz.<\/span><\/p>\n<p><span>J\u00e1 em Brumadinho, a postura de comunica\u00e7\u00e3o da Vale foi outra. As primeiras respostas foram dadas poucas horas depois da trag\u00e9dia, pelo pr\u00f3prio presidente da mineradora, <\/span><span>Fabio Schvartsman. Assim que chegou ao local da trag\u00e9dia, afirmou: \u201cComo vou dizer que a gente aprendeu (ap\u00f3s o acidente de Mariana) se acaba de acontecer um acidente desses?\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>Al\u00e9m disso, tomou medidas que, de fato, afetam sua produ\u00e7\u00e3o e o dia a dia da empresa, afirma Vieira. A mineradora suspendeu sua pol\u00edtica de remunera\u00e7\u00e3o aos acionistas, o pagamento de dividendos e juros sobre capital pr\u00f3prio e o pagamento de b\u00f4nus a seus executivos.<\/span><\/p>\n<p><span>A empresa tamb\u00e9m afirmou, poucos dias depois do rompimento da barragem, que vai paralisar opera\u00e7\u00f5es equivalentes a 10% de sua produ\u00e7\u00e3o anual de min\u00e9rio de ferro. S\u00e3o cerca de dez barragens constru\u00eddas da mesma maneira que a de Brumadinho e a de Mariana e que s\u00e3o respons\u00e1veis por uma produ\u00e7\u00e3o anual de 40 milh\u00f5es de toneladas de min\u00e9rio de ferro. A paralisa\u00e7\u00e3o \u00a0e deve custar R$ 5 bilh\u00f5es em investimentos ao longo de 3 anos.<\/span><\/p>\n<p><span>A mudan\u00e7a no estilo de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma tend\u00eancia global. H\u00e1 alguns anos, o departamento jur\u00eddico tinha uma for\u00e7a maior na gest\u00e3o de crises do que tem hoje. Antes, a recomenda\u00e7\u00e3o era para a empresa n\u00e3o assumir a culpa, pois poderia pagar juridicamente, de acordo com Florczak.<\/span><\/p>\n<p><span>Foi a primeira rea\u00e7\u00e3o do advogado contratado pela companhia, Sergio Bermudes, que disse que a empresa n\u00e3o via responsabilidade pelo ocorrido. No mesmo dia, a Vale informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que \u201cn\u00e3o autorizou nem autoriza terceiros, inclusive advogados contratados, a falar em seu nome\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;As empresas entenderam que, ainda que o passivo a pagar pelo desastre fosse grande, o custo para a reputa\u00e7\u00e3o em n\u00e3o assumir a culpa era muito maior&#8221;, diz a professora.<\/span><\/p>\n<p><span>A diretoria, o presidente e o conselho <a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/negocios\/presidente-da-vale-diz-que-vai-continuar-na-direcao-da-mineradora\/\">foram mantidos nos cargos<\/a>.<\/span><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/negocios\/presidente-da-vale-diz-que-vai-continuar-na-direcao-da-mineradora\/\"><span><\/span><\/a><span> <\/span><\/p>\n<div class=\"widget-news widget-box no-margin no-border\"><span class=\"widget-news-title content-box-title\">Veja tamb\u00e9m<\/span><\/p>\n<ul class=\"widget-news-list\">\n<li class=\"widget-news-item without-thumb with-border\">\n<div class=\"widget-news-info\"><a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/negocios\">NEG\u00d3CIOS<\/a><span class=\"widget-news-item-title\"><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/negocios\/as-respostas-da-vale-a-tragedia-em-brumadinho\/\">Da sirene aos dividendos: as respostas da Vale \u00e0 trag\u00e9dia em MG at\u00e9 agora<\/a><\/span><span class=\"widget-news-item-date\">5 fev 2019 &#8211; 11h02<\/span><\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h3><span>Gest\u00e3o de risco<\/span><\/h3>\n<p><span>Apesar do aprendizado na comunica\u00e7\u00e3o, a mineradora demonstrou que n\u00e3o avan\u00e7ou em outra \u00e1rea: a gest\u00e3o de risco. Cada empresa precisa mapear o risco de suas atividades e construir sistemas para mitigar as crises. Mas, na vis\u00e3o dos especialistas, essa preocupa\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o \u00e9 madura em muitas empresas.<\/span><\/p>\n<p><span>Entre os erros da Vale, est\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica sirene de aviso. Instalada para avisar a popula\u00e7\u00e3o de qualquer risco de desabamento, ela n\u00e3o funcionou no dia do desastre, porque era acionada manualmente, o que impediu que mais pessoas buscassem abrigo a tempo. Al\u00e9m disso, a popula\u00e7\u00e3o da cidade deveria ser treinada para responder a esse tipo de desastre, como acontece em pa\u00edses com alto risco de terremotos e outros desastres naturais.<\/span><\/p>\n<p><span>As decis\u00f5es de cortar dividendos de acionistas e a produ\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio gera impacto real no neg\u00f3cio e n\u00e3o s\u00e3o apenas cosm\u00e9ticas, dizem especialistas. &#8220;O problema \u00e9 que esses cortes acontecem ap\u00f3s o desastre, \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o e n\u00e3o preven\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Vieira.<\/span><\/p>\n<p><span><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/negocios\/vale-sabia-de-riscos-em-brumadinho-e-mais-nove-barragens-desde-outubro\/\">Investiga\u00e7\u00f5es apontam que a Vale j\u00e1 sabia<\/a> do risco na barragem de Brumadinho, al\u00e9m de outras nove estruturas em Minas Gerais. Essa informa\u00e7\u00e3o consta de um documento da pr\u00f3pria empresa sobre a situa\u00e7\u00e3o dos reservat\u00f3rios e foram obtidos pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP) de Minas. De 57 barragens da Vale avaliadas pelo MP, 10 estavam enquadradas na chamada <a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/negocios\/estudo-da-vale-cita-indenizacao-por-morte-em-r-98-milhoes\/\">Zona de Aten\u00e7\u00e3o<\/a> e havia \u201csevero risco de rompimento\u201d das estruturas.<\/span><\/p>\n<p><span>Nesta quinta-feira, 14, o presidente da <\/span><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/vale\/\"><b>Vale<\/b><\/a><span> admitiu que as medidas de monitoramento da barragem em Brumadinho n\u00e3o funcionaram. \u201cA Vale reconhece, humildemente, que seja l\u00e1 o que vinha fazendo, n\u00e3o funcionou, j\u00e1 que uma barragem caiu\u201d, <a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/negocios\/vale-admite-que-monitoramento-em-brumadinho-nao-funcionou\/\">disse na Comiss\u00e3o Externa de Brumadinho<\/a>, na C\u00e2mara dos Deputados.<\/span><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/negocios\/vale-admite-que-monitoramento-em-brumadinho-nao-funcionou\/\"><span><\/span><\/a><span> <\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;As empresas precisam parar de acreditar que uma boa gest\u00e3o de risco \u00e9 dinheiro jogado fora&#8221;, diz o professor.<\/span><\/p>\n<div class=\"widget-news widget-box no-margin no-border\"><span class=\"widget-news-title content-box-title\">Veja tamb\u00e9m<\/span><\/p>\n<ul class=\"widget-news-list\">\n<li class=\"widget-news-item without-thumb with-border\">\n<div class=\"widget-news-info\"><a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/negocios\">NEG\u00d3CIOS<\/a><span class=\"widget-news-item-title\"><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/negocios\/vale-admite-que-monitoramento-em-brumadinho-nao-funcionou\/\">Vale admite que monitoramento em Brumadinho n\u00e3o funcionou<\/a><\/span><span class=\"widget-news-item-date\">14 fev 2019 &#8211; 12h02<\/span><\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h3><span>Risco de esquecimento <\/span><\/h3>\n<p><span>Depois da crise, vem a parte mais complexa e demorada: pagar multas ambientais e indenizar os familiares das v\u00edtimas.<\/span><\/p>\n<p><span>Tr\u00eas anos ap\u00f3s o rompimento da barragem do Fund\u00e3o, da mineradora Samarco, os moradores do povoado de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), ainda esperam indeniza\u00e7\u00e3o da companhia. Eles afirmam que h\u00e1 diferen\u00e7as entre os valores pagos para os cerca de 600 moradores e que isso dividiu a comunidade, dificultando as reivindica\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span>O Ibama tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/minas-gerais\/noticia\/2019\/01\/29\/samarco-nao-pagou-nenhuma-multa-aplicada-pelo-ibama-apos-rompimento-de-barragem-em-mariana-ha-tres-anos.ghtml\">diz<\/a> que a Samarco recorreu de todas as multas que foram aplicadas. A mineradora disse que at\u00e9 dezembro de 2018 destinou 5,2 bilh\u00f5es de reais em a\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o dos impactos causados pelo rompimento da barragem e que j\u00e1 pagou multa de 45 milh\u00f5es de reais aplicada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel de Minas Gerais (Semad).<\/span><\/p>\n<p><span>No novo caso, o risco \u00e9 de repetir a demora no socorro aos familiares e \u00e0 cidade. Com o passar do tempo, o assunto tamb\u00e9m deixa de ter tanto destaque no notici\u00e1rio e na conversa entre as pessoas. Mas especialistas garantem que os casos n\u00e3o ser\u00e3o esquecidos.<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;Com as redes sociais e a perman\u00eancia da internet, a sociedade n\u00e3o deixa que uma crise seja esquecida&#8221;, diz Florczak. \u201cAs empresas perderam o direito ao esquecimento\u201d.<\/span><\/p>\n<div class=\"widget-news widget-box no-margin no-border\"><span class=\"widget-news-title content-box-title\">Veja tamb\u00e9m<\/span><\/p>\n<ul class=\"widget-news-list\">\n<li class=\"widget-news-item without-thumb with-border\">\n<div class=\"widget-news-info\"><a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/brasil\">BRASIL<\/a><span class=\"widget-news-item-title\"><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/brasil\/tres-anos-depois-moradores-ainda-esperam-indenizacao-em-mariana\/\">Tr\u00eas anos depois, moradores ainda esperam indeniza\u00e7\u00e3o em Mariana<\/a><\/span><span class=\"widget-news-item-date\">1 fev 2019 &#8211; 06h02<\/span><\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/negocios\/as-licoes-que-a-vale-ainda-nao-aprendeu-sobre-evitar-tragedias\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desastre da Vale em Brumadinho, que at\u00e9 agora deixou 166 mortos e 155 desaparecidos, escancara um problema ainda presente em empresas brasileiras: falta de gest\u00e3o de risco adequada. 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