{"id":40514,"date":"2023-02-26T15:03:47","date_gmt":"2023-02-26T18:03:47","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/voce-voaria-em-um-boeing-737-max\/"},"modified":"2019-12-26T22:43:26","modified_gmt":"2019-12-27T00:43:26","slug":"voce-voaria-em-um-boeing-737-max","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/voce-voaria-em-um-boeing-737-max\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea voaria em um Boeing 737 MAX?"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"\">\n<p><span style=\"font-weight:400;\">A pergunta acima foi feita a milhares de viajantes das principais companhias a\u00e9reas do mundo a pedido da <strong><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/boeing\/\">Boeing<\/a><\/strong>, a fabricante dos avi\u00f5es. O resultado da enquete foi duro: apenas cinco em cada dez entrevistados embarcaria com tranquilidade no modelo, vers\u00e3o modernizada do avi\u00e3o mais popular e lucrativo da empresa, o 737.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight:400;\">Realizada no dia 9 de dezembro e divulgada na v\u00e9spera do Natal pelo jornal <\/span><i><span style=\"font-weight:400;\">The New York Times<\/span><\/i><span style=\"font-weight:400;\">, a pesquisa reflete a mais severa crise de imagem vivida pela Boeing. <\/span>\u201cA preocupa\u00e7\u00e3o com os problemas do modelo 737 MAX, de modo geral, \u00e9 alta em todos os pa\u00edses\u201d, concluiu a empresa a partir dos dados. No epicentro da tempestade est\u00e3o as quedas de dois aparelhos novos (<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/mundo\/os-sapatinhos-coloridos\/\">na Indon\u00e9sia<\/a> e na <a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/mundo\/aviao-com-157-pessoas-a-bordo-cai-na-etiopia\/\">Eti\u00f3pia<\/a>), resultando em 346 mortes \u2014 e a maneira como a Boeing reagiu aos acidentes.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight:400;\">A conduta dos executivos da empresa depois do primeiro acidente, em novembro de 2018, foi um misto de nega\u00e7\u00e3o com doses de m\u00e1-f\u00e9. Na \u00e9poca, chegou-se a insinuar que a perda de controle da aeronave, operada pela empresa indon\u00e9sia Lion Air, foi causada por erro da tripula\u00e7\u00e3o. Tal posicionamento n\u00e3o mudou quando o segundo acidente aconteceu em mar\u00e7o, com um avi\u00e3o da Ethiopian Airlines<\/span>, em circunst\u00e2ncias muito semelhantes.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight:400;\">O sinal vermelho s\u00f3 acendeu quando as <a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/mundo\/pilotos-de-voo-acidentado-da-ethiopian-airlines-seguiram-recomendacoes\/\">investiga\u00e7\u00f5es<\/a> internacionais apontaram que havia falhas no software de controle de voo e que tais defeitos tiveram peso decisivo nas trag\u00e9dias. Com a not\u00edcia, a <a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/mundo\/apos-queda-de-boeing-na-etiopia-china-ve-risco-em-modelo-e-suspende-uso\/\">China<\/a> determinou a paralisa\u00e7\u00e3o dos voos dos mais de 100 modelos MAX em opera\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Centenas de <a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/mundo\/alemanha-e-franca-fecham-espaco-aereo-para-aeronaves-boeing-737-max\/\">companhias a\u00e9reas<\/a> do mundo inteiro (entre elas a brasileira <a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/economia\/anac-suspende-operacoes-com-avioes-boeing-737-max-8-no-brasil\/\">Gol<\/a>), corroboraram a decis\u00e3o e estacionaram seus MAX.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight:400;\">Pressionada pelos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o da avia\u00e7\u00e3o comercial, a Boeing levou longos meses para reconhecer a falha e tomar medidas mais severas para conter a crise. Apenas no dia 17 de dezembro\u00a0<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/economia\/boeing-suspende-producao-de-737-pela-primeira-vez-em-20-anos\/\">paralisou<\/a> a produ\u00e7\u00e3o na f\u00e1brica onde os 450 avi\u00f5es j\u00e1 entregues foram montadores e outros 400 aguardam para serem entregues. E foi s\u00f3 na segunda-feira (23) que <a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/economia\/boeing-demite-ceo-em-plena-crise-do-737-max\/\">demitiu<\/a> seu presidente global, Dennis Muilenburg, respons\u00e1vel pela resposta err\u00e1tica aos problemas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight:400;\">A conduta dos executivos da Boeing frente aos acidentes foi um t\u00edpico caso de arrog\u00e2ncia e cegueira corporativa. Em um roteiro que mistura press\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica sobre o \u00f3rg\u00e3o regulat\u00f3rio de avia\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos (a empresa \u00e9 a maior exportadora do pa\u00eds), sonega\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es a empresas clientes, insensibilidade com familiares das v\u00edtimas e prepot\u00eancia frente \u00e0s propriet\u00e1rias das aeronaves acidentadas, a Boeing cometeu todos os erros poss\u00edveis.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight:400;\">Mesmo quando surgiram evid\u00eancias de falhas no sistema digital de controle de voo, a empresa continuou a alegar que era um problema menor e n\u00e3o havia necessidade de paralisar as opera\u00e7\u00f5es das aeronaves j\u00e1 entregues \u2014 a brasileira Gol, por exemplo, tem sete avi\u00f5es e outros 17 a receber. Segundo o comunicado da Boeing em que foi anunciada a demiss\u00e3o de Muilenburg, a mudan\u00e7a na c\u00fapula da empresa foi destinada a \u201crestaurar a confian\u00e7a na companhia assim como \u00e0 repara\u00e7\u00e3o de seu relacionamento com os \u00f3rg\u00e3os reguladores, clientes, funcion\u00e1rios, fornecedores e acionistas\u201d. Pelos resultados da pesquisa divulgadas na v\u00e9spera do Natal, a empresa tem uma trabalheira enorme pela frente.<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/economia\/voce-voaria-em-um-boeing-737-max\/\">Fonte do Artigo<\/a><br \/>\nTags: <\/p>\n<p><a title=\"IBJE\" href=\"https:\/\/ibge.gov.br\/\">#IBJE<\/a> <a title=\"FGV\" href=\"https:\/\/portal.fgv.br\/\">#FGV<\/a> <a title=\"LOTOFACIL\" href=\"http:\/\/loterias.caixa.gov.br\/wps\/portal\/loterias\/landing\/lotofacil\/\">#LOTOFACIL<\/a> <a title=\"TINDER\" href=\"https:\/\/tinder.com\/?lang=pt-BR\">#TINDER<\/a> <a title=\"GMAILGOOGLE\" href=\"https:\/\/mail.google.com\">#GMAILGOOGLE<\/a> <a title=\"TIKTOK\" href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/pt_BR\/\">#TIKTOK<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pergunta acima foi feita a milhares de viajantes das principais companhias a\u00e9reas do mundo a pedido da Boeing, a fabricante dos avi\u00f5es. 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