{"id":40369,"date":"2023-02-26T15:49:20","date_gmt":"2023-02-26T18:49:20","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/fracasso-em-aprovar-medidas-provisorias-marcou-governo-bolsonaro\/"},"modified":"2019-12-24T12:19:23","modified_gmt":"2019-12-24T14:19:23","slug":"fracasso-em-aprovar-medidas-provisorias-marcou-governo-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/fracasso-em-aprovar-medidas-provisorias-marcou-governo-bolsonaro\/","title":{"rendered":"Fracasso em aprovar medidas provis\u00f3rias marcou governo Bolsonaro"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo &#8211; O <strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/governo-bolsonaro\/\">governo Bolsonaro<\/a><\/strong> n\u00e3o hesitou em editar medidas provis\u00f3rias, mas n\u00e3o fez muita quest\u00e3o de que elas se tornassem leis.<\/p>\n<p>\u00c9 o que aponta um levantamento do Banco de Dados Legislativo do Centro Brasileiro de An\u00e1lise e Planejamento (CEBRAP)\u00a0que considerou o intervalo entre o primeiro dia de mandato e 03 de dezembro.<\/p>\n<p>Apesar da edi\u00e7\u00e3o de MPs n\u00e3o ter sido fora de padr\u00e3o na compara\u00e7\u00e3o com outros governos no mesmo per\u00edodo, a taxa de aprova\u00e7\u00e3o foi historicamente baixa.<\/p>\n<p>Das 39 MPs enviadas pelo governo Bolsonaro, s\u00f3 9 passaram no Congresso Nacional at\u00e9 o dia 03. Desde ent\u00e3o foram mais duas, o que n\u00e3o altera a conclus\u00e3o.<\/p>\n<h3>Veja na tabela:<\/h3>\n<table width=\"334\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"78\" height=\"19\">MPs<\/td>\n<td width=\"64\">Editadas<\/td>\n<td width=\"83\">Aprovadas<\/td>\n<td width=\"109\">Taxa<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"78\" height=\"19\">Lula I<\/td>\n<td width=\"64\">40<\/td>\n<td width=\"83\">26<\/td>\n<td>65%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"19\">Lula II<\/td>\n<td width=\"64\">61<\/td>\n<td>43<\/td>\n<td>70%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"19\">Dilma I<\/td>\n<td width=\"64\">31<\/td>\n<td>12<\/td>\n<td>39%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"19\">Dilma II<\/td>\n<td width=\"64\">33<\/td>\n<td>13<\/td>\n<td>39%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"19\">Bolsonaro<\/td>\n<td width=\"64\">39<\/td>\n<td width=\"83\">9<\/td>\n<td>23%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m medidas que foram enviadas mais pra o fim do ano e s\u00f3 ser\u00e3o apreciadas na volta do recesso legislativo. Al\u00e9m da baixa aprova\u00e7\u00e3o, v\u00e1rias MPs passaram s\u00f3 nas \u00faltimas horas de validade.<\/p>\n<p>Os exemplos mais recentes foram a transfer\u00eancia do Coaf para o Banco Central e a cria\u00e7\u00e3o do programa que substitui o Mais M\u00e9dicos.<\/p>\n<p>O mesmo padr\u00e3o tamb\u00e9m se repete na derrubada de vetos presidenciais, que exigem maioria absoluta de deputados e senadores em sess\u00e3o conjunta. N\u00e3o foi visto, por\u00e9m, com outros instrumentos legislativos.<\/p>\n<p>Dilma Rousseff, por exemplo, n\u00e3o conseguiu aprovar nenhuma emenda constitucional no primeiro ano de cada um de seus mandatos, enquanto Bolsonaro passou a reforma da Previd\u00eancia que enviou.<\/p>\n<p>Nada perto, por\u00e9m, do primeiro ano do primeiro mandato do governo de Fernando Henrique Cardoso, que enviou cinco emendas constitucionais e aprovou cinco.<\/p>\n<div class=\"widget-news widget-box no-margin no-border\"><span class=\"widget-news-title content-box-title\">Veja tamb\u00e9m<\/span><\/p>\n<ul class=\"widget-news-list\">\n<li class=\"widget-news-item without-thumb with-border\">\n<div class=\"widget-news-info\"><a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/economia\">ECONOMIA<\/a><span class=\"widget-news-item-title\"><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/economia\/guedes-faz-balanco-de-2019-congresso-reformista-e-bolsonaro-de-escudo\/\">Guedes faz balan\u00e7o de 2019: Congresso reformista e Bolsonaro de escudo<\/a><\/span><span class=\"widget-news-item-date\">18 dez 2019 &#8211; 17h12<\/span><\/div>\n<\/li>\n<li class=\"widget-news-item without-thumb with-border\">\n<div class=\"widget-news-info\"><a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/brasil\">BRASIL<\/a><span class=\"widget-news-item-title\"><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/brasil\/bolsonaro-agradece-congresso-e-stf-por-ajuda-em-1o-ano-de-governo\/\">Bolsonaro agradece Congresso e STF por ajuda em 1\u00ba ano de governo<\/a><\/span><span class=\"widget-news-item-date\">13 dez 2019 &#8211; 12h12<\/span><\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h3>MP<\/h3>\n<p>A medida provis\u00f3ria \u00e9 uma esp\u00e9cie de herdeira do decreto-lei, instrumento do per\u00edodo do governo militar no Brasil e que foi mantido com algumas adapta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O artigo 62 da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 reserva a edi\u00e7\u00e3o de MPs para &#8220;caso de relev\u00e2ncia e urg\u00eancia&#8221; e elas valem automaticamente por 60 dias, renovados por mais 60 caso n\u00e3o sejam apreciadas.<\/p>\n<p>&#8220;O Legislativo n\u00e3o tem dado aten\u00e7\u00e3o justamente para aquilo que \u00e9 a agenda mais central do Executivo do ponto de vista da iniciativa de lei, que \u00e9 a MP. E por que? Porque o governo n\u00e3o tem maioria&#8221;, diz Cl\u00e1udio Couto, cientista pol\u00edtico e professor da FGV-EAESP, em evento recente.<\/p>\n<p>O governo n\u00e3o d\u00e1 sinais de que pretende montar uma base aliada consistente para avan\u00e7ar sua agenda, o que abriu espa\u00e7o para um maior protagonismo do Legislativo, incomum na hist\u00f3ria brasileira.<\/p>\n<p>Ainda que o Congresso tenha abra\u00e7ado o papel, especialmente na articula\u00e7\u00e3o de reformas econ\u00f4micas e sob a lideran\u00e7a do presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia, n\u00e3o faltam cr\u00edticas de que o governo age de forma err\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma falta de coordena\u00e7\u00e3o muito grande, dificuldades de ordem pr\u00e1tica e sabotagem do governo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pautas que ele manda\u201d, diz o deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ).<\/p>\n<h3>Judici\u00e1rio<\/h3>\n<p>Algumas das iniciativas de MP do Executivo tamb\u00e9m acabaram barradas pelo Judici\u00e1rio por terem ignorado alguns preceitos do instrumento.<\/p>\n<p>Em junho, o ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar suspendendo trecho de um MP que transferia da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai), abrigada no Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, para a pasta da Agricultura a compet\u00eancia para demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a j\u00e1 havia sido barrada pelo Congresso, e n\u00e3o \u00e9 permitido reeditar, na mesma sess\u00e3o legislativa, conte\u00fado de MP que tenha sido rejeitada ou perdido efic\u00e1cia por caso de prazo.<\/p>\n<p>Em outubro, uma liminar do ministro Gilmar Mendes suspendeu os efeitos de um trecho da MP 892, que desobrigava as empresas de publicarem os balan\u00e7os em jornais de grande circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m da Rede, destacava que o pr\u00f3prio presidente sugeriu que a MP seria retalia\u00e7\u00e3o a um jornal. Gilmar concordou que n\u00e3o havia urg\u00eancia pois uma lei j\u00e1 aprovada definia a desobriga\u00e7\u00e3o a partir de 2022, e a MP depois foi rejeitada pelos parlamentares.<\/p>\n<p>Em um evento recente na FGV, o cientista pol\u00edtico Fernando Limongi disse que o governo Bolsonaro agia com &#8220;inconsist\u00eancia legislativa e irresponsabilidade pol\u00edtica&#8221; ao editar MPs para depois ignor\u00e1-las.<\/p>\n<p>\u201cEle aprende que n\u00e3o consegue aprov\u00e1-las, mas continua editando. \u00c9 um mundo onde leis valem por 120 dias. Se algu\u00e9m pensa em seguran\u00e7a jur\u00eddica e estabilidade para investidores, bem-vindos ao mundo de Bolsonaro\u201d, disse ele.<\/p>\n<p>Limongi avaliou que h\u00e1 duas hip\u00f3teses para este comportamento: irracionalidade ou uma estrat\u00e9gia pol\u00edtica. Nesse caso, o governo estaria apenas sinalizando para sua base. A d\u00favida que fica \u00e9 sobre a sustentabilidade desse arranjo nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos de mandato.<\/p>\n<p>&#8220;Falar em presidencialismo de coaliz\u00e3o n\u00e3o significa falar de uma escolha do presidente, e sim de uma caracter\u00edstica do sistema. O presidencialismo n\u00e3o \u00e9 coaliz\u00e3o porque os presidentes querem fazer, \u00e9 porque temos um sistema partid\u00e1rio no qual n\u00e3o se consegue ter uma maioria sem isso&#8221;, diz Couto.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/brasil\/fracasso-em-aprovar-medidas-provisorias-marcou-governo-bolsonaro\/\">Fonte do artigo <\/a><br \/>\nTags:<br \/>\n#politica #political #negocios #business #marketingdigital #empreendedorismo #marketing #emprendedores #empreender #sucesso #empresas #emprendimiento #emprendedor #empreendedor #emprender #dinheiro #dinero #empresario #vendas #liderazgo #motivacion #foco #motivacao #negocio #brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo &#8211; O governo Bolsonaro n\u00e3o hesitou em editar medidas provis\u00f3rias, mas n\u00e3o fez muita quest\u00e3o de que elas se tornassem leis. \u00c9 o que aponta um levantamento do Banco de Dados Legislativo do Centro Brasileiro de An\u00e1lise e Planejamento (CEBRAP)\u00a0que considerou o intervalo entre o primeiro dia de mandato e 03 de dezembro. 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