{"id":39711,"date":"2023-02-26T15:44:27","date_gmt":"2023-02-26T18:44:27","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/heliopolis-quer-ser-tratada-como-bairro-nao-gueto-diz-lider-comunitaria\/"},"modified":"2019-12-15T09:38:17","modified_gmt":"2019-12-15T11:38:17","slug":"heliopolis-quer-ser-tratada-como-bairro-nao-gueto-diz-lider-comunitaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/heliopolis-quer-ser-tratada-como-bairro-nao-gueto-diz-lider-comunitaria\/","title":{"rendered":"Heli\u00f3polis quer ser tratada como bairro, n\u00e3o gueto, diz l\u00edder comunit\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>No mesmo dia em que<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/apublica.us8.list-manage.com\/track\/click?u=47bdda836f3b890e13c9f416d&amp;id=aa27d3f50e&amp;e=38ddf01f7b\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">nove pessoas morreram em uma opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar em Parais\u00f3polis<\/a>, outra a\u00e7\u00e3o policial, quase simult\u00e2nea, resultou na morte de um homem em Heli\u00f3polis, zona sul de <strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/sao-paulo\">S\u00e3o Paulo<\/a><\/strong>. Al\u00e9m da data \u2013 a madrugada do dia 1\u00ba de dezembro \u2013, os casos ocorridos nas duas maiores favelas da capital paulista t\u00eam a mesma origem: a dispers\u00e3o e repress\u00e3o a bailes funk pela Pol\u00edcia Militar (PM).<\/p>\n<p>Em ambos os casos, os policiais sustentam que tentavam localizar supostos criminosos quando agrediram e encurralaram jovens em vielas estreitas. Em Heli\u00f3polis, Alberto G\u00f3is, de 38 anos, morreu por choque hemorr\u00e1gico ap\u00f3s ter sido atingido por dois tiros, um no peito e outro na barriga, segundo o laudo do Instituto M\u00e9dico Legal (IML). Por conta do ocorrido, o tradicional Baile do Helipa, que ocorre todos os s\u00e1bados, foi suspenso no \u00faltimo fim de semana.<\/p>\n<p>A lideran\u00e7a comunit\u00e1ria Ant\u00f4nia Cleide Alves, presidente da Uni\u00e3o de N\u00facleos, Associa\u00e7\u00f5es dos Moradores de Heli\u00f3polis e Regi\u00e3o (Unas), diz que a\u00e7\u00f5es policiais violentas contra as festas s\u00e3o corriqueiras. \u201cEssa viol\u00eancia j\u00e1 se naturalizou tanto que esse jovem que morreu s\u00f3 foi visto porque aconteceram nove execu\u00e7\u00f5es em Parais\u00f3polis\u201d, disse em entrevista \u00e0<span>\u00a0<\/span>Ag\u00eancia P\u00fablica.<\/p>\n<p>\u201cO que estou querendo dizer \u00e9 que isso acontece sempre. Em todos os finais de semana, a abordagem da pol\u00edcia \u00e9 dessa forma na nossa comunidade.\u201d<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos encabe\u00e7ada por Cleide, nome pelo qual ela \u00e9 mais conhecida, \u00e9 uma das principais representa\u00e7\u00f5es de moradores e aglutina projetos sociais na comunidade. A entidade criou, por exemplo, o Observat\u00f3rio De Olho na Quebrada para produzir dados sobre e para a comunidade.<\/p>\n<p><a><\/a>O que come\u00e7ou como ideia de mapear dados gerais sobre a favela, como a estimativa da popula\u00e7\u00e3o, resultou em n\u00fameros importantes sobre viol\u00eancia policial e a persegui\u00e7\u00e3o aos bailes funk. Segundo o Observat\u00f3rio, 75% dos jovens que frequentam as festas j\u00e1 presenciaram agress\u00f5es ou outro tipo de viol\u00eancia cometidas por agentes em bailes.<\/p>\n<p>Moradora do bairro desde 1972, Cleide afirma que bailes alvos das opera\u00e7\u00f5es que deixaram dez mortos no mesmo dia devem ser reconhecidos como express\u00f5es culturais. \u201cN\u00f3s, das favelas, queremos o poder p\u00fablico junto, mas n\u00e3o queremos ser criminalizados e jogados de lado. N\u00e3o trabalhamos para ser gueto. N\u00f3s fazemos parte da cidade\u201d, afirmou. Confira a entrevista na \u00edntegra.<\/p>\n<figure><img title = \"[Tags]\"alt = \"heli Heli\u00f3polis quer ser tratada como bairro, n\u00e3o gueto, diz l\u00edder comunit\u00e1ria\"decoding=\"async\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2019\/12\/heli.jpg\" \/><figcaption>Ant\u00f4nia Cleide Alves \u00e9 presidente da Uni\u00e3o de N\u00facleos, Associa\u00e7\u00f5es dos Moradores de Heli\u00f3polis e Regi\u00e3o (Unas)<span class=\"copyright\">Ag.P\u00fablica\/Ag\u00eancia P\u00fablica<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>No mesmo dia em que nove pessoas foram assassinadas em um baile funk de Parais\u00f3polis, uma pessoa foi morta em circunst\u00e2ncias muito parecidas no Baile do Helipa. O que se sabe at\u00e9 agora sobre isso?<\/strong><\/p>\n<p>O que a gente sabe \u00e9 que ele foi assassinado sem chances de se defender. E o relato de quem testemunhou foi que o sangue foi limpado. N\u00e3o foi cano estourado, nada disso. Policiais limparam o sangue para limpar os vest\u00edgios [de] que ele foi assassinado.<\/p>\n<p>E o que aconteceu \u00e9 o que acontece todo final de semana: a pol\u00edcia entra e, em vez de cumprir a lei [do sil\u00eancio] e falar com quem est\u00e1 organizando ou com quem est\u00e1 com som alto, eles v\u00e3o para bater em quem est\u00e1 no baile. E isso \u00e9 uma loucura. \u00c9 uma aglomera\u00e7\u00e3o de 5 mil pessoas. Como voc\u00ea entra atirando? A gente n\u00e3o pode ser tratado com essa discrimina\u00e7\u00e3o; uma atividade de express\u00e3o cultural n\u00e3o pode ser tratada com essa forma de discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Jovens v\u00eam da regi\u00e3o de Osasco, de Francisco Morato, n\u00e3o \u00e9 somente de Heli\u00f3polis. Pelo levantamento que a gente fez aqui atrav\u00e9s de um projeto que temos com a Open Society, que \u00e9 o Observat\u00f3rio De Olho na Quebrada, a gente descobriu que uma porcentagem de mais de 50% dos que v\u00eam aos bailes s\u00e3o de fora da comunidade. E eles v\u00eam porque querem dan\u00e7ar, se divertir.<\/p>\n<p>E essa viol\u00eancia j\u00e1 se naturalizou tanto que esse jovem que morreu s\u00f3 foi visto porque aconteceram nove execu\u00e7\u00f5es em Parais\u00f3polis. Ele n\u00e3o estava sendo visto aqui. O que estou querendo dizer \u00e9 que isso acontece sempre. Em todos os finais de semana, a abordagem da pol\u00edcia \u00e9 dessa forma na nossa comunidade.<\/p>\n<p>A gente quer discutir outras sa\u00eddas para n\u00e3o precisar chegar da forma de criminaliza\u00e7\u00e3o, opress\u00e3o, jogando bomba.<\/p>\n<div class=\"widget-news widget-box no-margin no-border\"><span class=\"widget-news-title content-box-title\">Veja tamb\u00e9m<\/span><\/p>\n<ul class=\"widget-news-list\">\n<li class=\"widget-news-item without-thumb with-border\">\n<div class=\"widget-news-info\"><a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/brasil\">BRASIL<\/a><span class=\"widget-news-item-title\"><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/brasil\/bailes-movimentam-economia-e-comerciantes-faturam-ate-r-2-mil-por-noite\/\">Bailes movimentam economia e comerciantes faturam at\u00e9 R$ 2 mil por noite<\/a><\/span><span class=\"widget-news-item-date\">8 dez 2019 &#8211; 10h12<\/span><\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p><strong>O governador Jo\u00e3o Doria afirmou que as a\u00e7\u00f5es policiais nos bailes iriam continuar, independentemente do caso de Parais\u00f3polis, mas depois voltou atr\u00e1s no discurso. E agora os 38 policiais envolvidos na opera\u00e7\u00e3o ser\u00e3o retirados das ruas. Em Heli\u00f3polis, os tr\u00eas policiais envolvidos ser\u00e3o afastados\u2026<\/strong><\/p>\n<p>O policial que vem aqui n\u00e3o vem da cabe\u00e7a dele. N\u00e3o \u00e9 ele, ele tem um comando. Tem uma pessoa que deu ordem para ele entrar dessa forma. Ent\u00e3o, claro que tem que punir quem faz a a\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m tem que responsabilizar quem mandou vir, quem s\u00e3o os comandantes respons\u00e1veis. Eu acho positivo que o governador tenha voltado atr\u00e1s no discurso porque seria um absurdo ele compactuar com isso. Seria uma trag\u00e9dia.<\/p>\n<p><strong><a><\/a>Voc\u00ea acredita que essa \u00e9 uma resposta adequada ao ocorrido?<\/strong><\/p>\n<p>Eu quero que mude a pol\u00edtica e o olhar para as comunidades. Temos que utilizar a lei para garantir os direitos das pessoas, n\u00e3o para criminalizar os jovens da periferia, jovens negros, e as a\u00e7\u00f5es culturais que temos. Espa\u00e7os onde o funk e essas atividades possam acontecer t\u00eam que ser criados de uma forma que os meninos possam ir se divertir, e n\u00e3o arriscar sua vida. S\u00e3o jovens, \u00e0s vezes menores de idade, que est\u00e3o correndo riscos de todas as formas, da viol\u00eancia, do acesso ao \u00e1lcool e drogas. Ent\u00e3o, cabe \u00e0 sociedade, ao Poder P\u00fablico e \u00e0 Justi\u00e7a garantir um ambiente acolhedor, que n\u00e3o venha trazer consequ\u00eancia a esses jovens. Temos que propiciar um espa\u00e7o de divertimento que seja de cultura. \u00c9 necess\u00e1rio punir quem precisa ser punido, mas a quest\u00e3o \u00e9 uma mudan\u00e7a de pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Eu moro em Heli\u00f3polis desde 1972 e, para os moradores, [o baile] tamb\u00e9m \u00e9 uma quest\u00e3o de reclama\u00e7\u00e3o. Tem gente que precisa dormir, ter um momento de descanso, assistir uma televis\u00e3o. \u00c0s vezes a pol\u00edcia pode at\u00e9 ir porque algu\u00e9m ligou, mas, quando vai para l\u00e1, j\u00e1 vai como repress\u00e3o. O que estou falando, ent\u00e3o, \u00e9 de um passo antes que precisa ser dado para n\u00e3o atrapalhar nem moradores que querem sil\u00eancio nem os meninos que t\u00eam direito de se divertir. A pol\u00edcia j\u00e1 vem para violar os direitos daquelas pessoas e para bater.<\/p>\n<p>Temos que sentar todo mundo e pensar em espa\u00e7os destinados a esses bailes e atividades. Foi importante o Doria voltar atr\u00e1s, mas a gente precisa que a prefeitura, governador, as pessoas que organizam os bailes funk, os movimentos de cultura pensem em sa\u00eddas sem o olhar de criminaliza\u00e7\u00e3o e desd\u00e9m. Inclusive, a pol\u00edcia. A gente n\u00e3o est\u00e1 contra a pol\u00edcia, que tem uma fun\u00e7\u00e3o importante na sociedade. N\u00e3o \u00e9 que estamos dizendo que n\u00e3o queremos mais pol\u00edcia, mas contra a forma como ela aborda, criminaliza e olha para as pessoas locais [da comunidade] como bandidos. Por que, em outros bairros, tamb\u00e9m se faz isso [bailes] e \u00e9 na favela que a PM entra dessa forma? Heli\u00f3polis quer ser tratada como um bairro.<\/p>\n<p><a><\/a>Queremos ser vistos como parte da cidade. Somos 220 mil pessoas morando aqui, \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o de uma grande cidade do interior. N\u00f3s, das favelas, queremos o poder p\u00fablico junto, mas n\u00e3o queremos ser criminalizados e jogados de lado. N\u00e3o trabalhamos para ser gueto. N\u00f3s fazemos parte da cidade.<\/p>\n<p><strong>Tanto em Heli\u00f3polis quanto em Parais\u00f3polis, os moradores e testemunhas relatam vers\u00f5es bastante diferentes das vers\u00f5es oficiais, dadas pela pol\u00edcia\u2026<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o desculpas. Eles acham maneiras, formas e hist\u00f3rias para culpabilizar as pessoas. Tanto em um caso como em outro. De novo, vou ressaltar: n\u00e3o \u00e9 um caso isolado. Infelizmente foram nove jovens executados [em Parais\u00f3polis]. Mas tanto aqui como em outras comunidades \u00e9 dessa forma que somos tratados\u2026 Tem muitos casos aqui. Por exemplo, um menino negro que trabalha em um dos projetos nossos saiu com um dos nossos notebooks para ir em outro setor, dentro de Heli\u00f3polis mesmo, e ele foi abordado. A primeira coisa que a pol\u00edcia achou \u00e9 que ele, negro e com computador, era ladr\u00e3o, que teria roubado. Ele teve que ligar o computador e mostrar senhas. Ser\u00e1 que isso teria acontecido com uma pessoa branca com um notebook na m\u00e3o? Eu acho que isso que n\u00e3o cabe mais.<\/p>\n<p><strong>Os dados produzidos por voc\u00eas sobre a persegui\u00e7\u00e3o aos bailes n\u00e3o foram reconhecidos pela Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica, que disse que \u201cn\u00e3o comenta pesquisas cuja metodologia desconhece\u201d. E a pr\u00f3pria imprensa, a<span>\u00a0<\/span><em>priori<\/em>, comprou a vers\u00e3o oficial logo que ocorreram os dois casos naquele fim de semana. O que voc\u00eas t\u00eam feito para que essas vers\u00f5es de testemunhas e moradores sejam de fato ouvidas com o mesmo peso que as oficiais?<\/strong><\/p>\n<p>A gente teve que criar o projeto do Observat\u00f3rio De Olho na Quebrada exatamente por causa disso. Para saber o n\u00famero de habitantes aqui. Alguns uns falam 220 mil, outros em 180\u2026 Ou, por exemplo, quantas mulheres s\u00e3o chefes de fam\u00edlia aqui?<\/p>\n<p>Essa morte s\u00f3 apareceu [nos jornais] porque foram nove em Parais\u00f3polis. Se l\u00e1 tivesse sido uma e aqui uma, n\u00e3o teria visibilidade. N\u00e3o \u00e9 nem nossa tarefa como organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos, como uma associa\u00e7\u00e3o de moradores que nasceu para lutar e garantir que as pessoas tivessem onde morar aqui em Heli\u00f3polis. A gente n\u00e3o deveria ter a necessidade de ir atr\u00e1s e montar um observat\u00f3rio para mostrar os n\u00fameros do que est\u00e1 acontecendo aqui. \u00c9 uma forma que a gente tem para ser enxergados porque, sem isso, n\u00e3o somos nem vistos nem contados.<\/p>\n<p><strong>Muito se fala em \u201cfalta de espa\u00e7os de lazer\u201d para os jovens de favelas e periferias. Mas, ao mesmo tempo, o funk \u00e9 uma express\u00e3o cultural que tem sido bastante perseguida, como voc\u00ea mesma contou, e n\u00e3o tem essa dimens\u00e3o cultural reconhecida. Qual sua avalia\u00e7\u00e3o dessa escalada de persegui\u00e7\u00e3o aos bailes funk?<\/strong><\/p>\n<p>Na verdade, a hist\u00f3ria dessa persegui\u00e7\u00e3o aos bailes funk \u00e9 longa. \u00c9 muito discriminat\u00f3rio mesmo, mas a gente sempre teve essa quest\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 nova. Quando jovens se juntavam, na minha \u00e9poca, era com o hip hop, por exemplo. E tamb\u00e9m era criminalizado. Parece que o que nasce do povo s\u00f3 tem valor quando a classe m\u00e9dia alta assume isso como cultura. Temos que deixar pessoas morrerem para sermos reconhecidos.<\/p>\n<p>Tendo dito isso, n\u00e3o tem como negar que o funk \u00e9 uma express\u00e3o cultural e nem podemos criminalizar. Eu acho que tem que se conversar para ver quais s\u00e3o as sa\u00eddas utilizando o que j\u00e1 tem na lei e dando sentido, considerando as pessoas que organizam, a juventude que gosta. Aqui, por exemplo, n\u00e3o tem outro lugar para eles fazerem esses bailes que n\u00e3o na rua. E essa que \u00e9 a quest\u00e3o, ocupar as ruas mesmo. Ent\u00e3o tem que se pensar mesmo nesses espa\u00e7os.<\/p>\n<p>O funk aqui dentro tamb\u00e9m gera renda para as pessoas, incomoda alguns tamb\u00e9m. \u00c9 preciso conversar para chegar num meio-termo. Mas entrar e achar que no funk s\u00f3 tem usu\u00e1rio de drogas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 verdade. O ritmo toca muito com a juventude, a crian\u00e7ada. O que a gente acha, na verdade, com essa quest\u00e3o \u00e9 a forma como se aborda. Isso n\u00e3o tinha que ser tratado no \u00e2mbito da Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica. Para n\u00f3s, quem tem que estar junto \u00e9 a [Secretaria da] Cultura.<\/p>\n<p><strong>Como tem sido a resposta e rea\u00e7\u00e3o dos moradores sobre essa quest\u00e3o? Voc\u00eas t\u00eam se articulado com outras lideran\u00e7as de outros bairros?<\/strong><\/p>\n<p>A gente tem uma boa comunica\u00e7\u00e3o com Parais\u00f3polis porque os problemas s\u00e3o muito semelhantes, como tamb\u00e9m com outras comunidades como o Jardim S\u00e3o Sav\u00e9rio. A gente est\u00e1 junto porque precisamos. E tamb\u00e9m fez uma marcha aqui dentro de Heli\u00f3polis por conta da morte [de Alberto G\u00f3is] e a forma como a pol\u00edcia entra na comunidade.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/brasil\/heliopolis-quer-ser-tratada-como-bairro-nao-gueto-diz-lider-comunitaria\/\">Fonte do artigo <\/a><br \/>\nTags:<br \/>\n#politica #political #negocios #business #marketingdigital #empreendedorismo #marketing #emprendedores #empreender #sucesso #empresas #emprendimiento #emprendedor #empreendedor #emprender #dinheiro #dinero #empresario #vendas #liderazgo #motivacion #foco #motivacao #negocio #brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No mesmo dia em que\u00a0nove pessoas morreram em uma opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar em Parais\u00f3polis, outra a\u00e7\u00e3o policial, quase simult\u00e2nea, resultou na morte de um homem em Heli\u00f3polis, zona sul de S\u00e3o Paulo. Al\u00e9m da data \u2013 a madrugada do dia 1\u00ba de dezembro \u2013, os casos ocorridos nas duas maiores favelas da capital paulista [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":38926,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39711","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-curso-de-copy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39711","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39711"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39711\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38926"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39711"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39711"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39711"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}