{"id":30641,"date":"2023-02-26T15:42:40","date_gmt":"2023-02-26T18:42:40","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/redes-sociais-podem-afetar-o-bem-estar-e-a-saude-mental\/"},"modified":"2019-09-20T20:24:03","modified_gmt":"2019-09-20T23:24:03","slug":"redes-sociais-podem-afetar-o-bem-estar-e-a-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/redes-sociais-podem-afetar-o-bem-estar-e-a-saude-mental\/","title":{"rendered":"Redes sociais podem afetar o bem-estar e a sa\u00fade mental"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img title = \"[Tags]\"alt = \"20190322044030_860_645_-_depressao Redes sociais podem afetar o bem-estar e a sa\u00fade mental\"decoding=\"async\" align=\"left\" hspace=\"8\" src=\"https:\/\/img.olhardigital.com.br\/uploads\/acervo_imagens\/2019\/03\/r4x3\/20190322044030_860_645_-_depressao.jpg\"><\/p>\n<p>Parece um ambiente seguro. Afinal, fica dentro de casa, onde pais e familiares podem se manter alertas sobre qualquer movimenta&ccedil;&atilde;o. S&oacute; que muitas vezes &eacute; um vale sombrio repleto de solid&atilde;o. Uma solid&atilde;o acompanhada de muito ciberbullying.<\/p>\n<p>Este &eacute; o cen&aacute;rio da internet hoje para muitos. Em julho, houve um caso muito simb&oacute;lico: a blogueira Alinne Ara&uacute;jo, que falava justamente sobre sua pr&oacute;pria depress&atilde;o nas redes, cometeu suic&iacute;dio um dia ap&oacute;s casar-se consigo mesma &mdash; ela decidiu seguir com o casamento mesmo depois da desist&ecirc;ncia do noivo, um dia antes da cerim&ocirc;nia.<\/p>\n<p>Todos achavam que ela estava bem: os mais pr&oacute;ximos interpretaram a atitude como um sinal de que ela havia superado a situa&ccedil;&atilde;o, mas os seguidores n&atilde;o perdoaram e o ciberbullying deu o tom no perfil de Alinne durante horas. Muitos diziam que a blogueira estava agindo daquela forma (casando-se consigo mesma) apenas para chamar a aten&ccedil;&atilde;o. Ela, ent&atilde;o, sucumbiu.<\/p>\n<p>Crian&ccedil;as, adolescentes ou adultos, ningu&eacute;m est&aacute; livre de ter sua sa&uacute;de mental abalada. Nas redes sociais, isso pode ser ainda mais perigoso: o contato com os haters pode levar ao sofrimento psicol&oacute;gico. Um <a href=\"https:\/\/www.rsph.org.uk\/about-us\/news\/instagram-ranked-worst-for-young-people-s-mental-health.html\">estudo da Royal Society for Public Health<\/a>, conduzido em 2017, aponta o <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/noticia\/instagram-e-a-rede-mais-prejudicial-a-saude-mental-do-usuario-diz-estudo\/88738\">Instagram<\/a> como a pior plataforma para a sa&uacute;de mental dos usu&aacute;rios &mdash; recentemente, a rede foi a primeira a ocultar as curtidas nas publica&ccedil;&otilde;es, como forma de preservar os usu&aacute;rios.<\/p>\n<p>Outras pesquisas sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre as redes sociais e diferentes desordens mentais (principalmente depress&atilde;o e ansiedade) t&ecirc;m sido cada vez mais frequentes. <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0165032716309442\">Os resultados apontam para o alto risco de incid&ecirc;ncia de dist&uacute;rbios<\/a> em associa&ccedil;&atilde;o com o uso dessas plataformas.<\/p>\n<p>Outros dados parecem confirmar: a quantidade de crian&ccedil;as de 10 a 14 anos que morreram por suic&iacute;dio aumentou 65% entre 2000 e 2015, segundo um estudo da Faculdade Latino-Americana de Ci&ecirc;ncias Sociais (Flacso Brasil) com base em dados do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, o crescimento foi de 45% no mesmo per&iacute;odo. Como esses casos s&atilde;o, em geral, subnotificados, os n&uacute;meros podem ser, infelizmente, ainda maiores.<\/p>\n<p><strong>Contato humano<\/strong><\/p>\n<p>Todo ser humano busca ser aceito. &Eacute; f&aacute;cil ver isso nas redes sociais: as fotos s&atilde;o sempre maravilhosas, de refei&ccedil;&otilde;es a viagens, passando por roupas, sapatos e piscinas. Com isso, a impress&atilde;o que se tem &eacute; de que a vida alheia &eacute; sempre melhor que a pr&oacute;pria &mdash; um desencadeante perigoso de sentimento de inferioridade e outros males.<\/p>\n<p>Se a isso for acrescentada a rejei&ccedil;&atilde;o, especialmente em um ambiente t&oacute;xico (as redes sociais muitas vezes t&ecirc;m esse vi&eacute;s, especialmente em coment&aacute;rios maldosos e pouco gentis), o indiv&iacute;duo pode desenvolver baixa autoestima e passar a sofrer em sil&ecirc;ncio. Esses contatos nocivos online, ent&atilde;o, minam sua autoconfian&ccedil;a e o fazem se retrair e se isolar cada vez mais.<\/p>\n<p>&Eacute; um ciclo vicioso, especialmente porque uma das caracter&iacute;sticas da gera&ccedil;&atilde;o atual &eacute; o uso constante de gadgets. Muitos jovens n&atilde;o t&ecirc;m nem a habilidade de falar com pessoas, pois s&oacute; se relacionam com eletr&ocirc;nicos. &ldquo;Viver apenas o mundo digital &eacute; problem&aacute;tico. O indiv&iacute;duo deixa de ter contatos reais: n&atilde;o conversa com amigos pessoalmente, n&atilde;o joga bola, n&atilde;o faz atividades em que h&aacute; proximidade humana&rdquo;, explica a psic&oacute;loga Priscila Gasparini Fernandes.<\/p>\n<p>Ela conta o caso de uma crian&ccedil;a que ficou impressionada ao ver uma galinha em um passeio de f&eacute;rias. Isso porque s&oacute; tinha visto aquele animal de forma virtual e, ao se deparar com ele em um ambiente real, veio o choque. Fica claro, ent&atilde;o, que os contatos reais est&atilde;o em falta &mdash; o que pode ser problem&aacute;tico em diversas situa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Segundo Priscila, o <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/noticia\/-isolamento-existencial-faz-pensar-mais-sobre-a-morte-diz-estudo\/90512\">isolamento volunt&aacute;rio<\/a> deprime o indiv&iacute;duo e pode lev&aacute;-lo a ter uma fobia social. &ldquo;Antes, a depress&atilde;o era associada ao quarto escuro, em que o paciente se trancava. Hoje, o doente busca a internet para evitar contatos reais&rdquo;, destaca. &ldquo;Ali, ele se sente mais confort&aacute;vel e, como n&atilde;o h&aacute; censura, pode chegar a espa&ccedil;os pouco saud&aacute;veis e encontrar incentivo para o suic&iacute;dio. Por isso, &eacute; importante que amigos e familiares estejam atentos.&rdquo;<\/p>\n<p>A psic&oacute;loga faz um alerta: &eacute; importante que as pessoas se interessem umas pelas outras. Em casa, por exemplo, o di&aacute;logo deve ser prioridade. &Eacute; fundamental que os pais saibam por onde seus filhos andam online. &ldquo;A conversa &eacute; o mais importante. Impor limites e regras &eacute; parte do processo, mas conhecer o filho &eacute; essencial.&rdquo; S&oacute; assim, ela pontua, os pais v&atilde;o saber se seus filhos s&atilde;o t&iacute;midos ou se est&atilde;o sofrendo.<\/p>\n<p><strong>Campanhas de preven&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>A import&acirc;ncia da preven&ccedil;&atilde;o &eacute; cada vez mais clara e a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial nesse contexto. Neste setembro (amarelo), duas iniciativas do Instituto Vita Alere, com apoio da SaferNet Brasil, do Google e da Unicef, pretendem servir de aux&iacute;lio para pais, m&atilde;es, educadores e adolescentes: a ideia &eacute; falar abertamente sobre sofrimento mental, suic&iacute;dio e uso seguro e respons&aacute;vel da internet.<\/p>\n<p>Intitulada #&eacute;precisofalar, a campanha tem <a href=\"https:\/\/vitaalere.com.br\/materiais-online\/cartilhas-e-manuais\">cartilhas informativas sobre esses temas<\/a>. Os materiais, dispon&iacute;veis para download gratuito, t&ecirc;m dicas sobre fatores de risco, preven&ccedil;&atilde;o e formas de denunciar conte&uacute;dos impr&oacute;prios nas redes sociais. Em 2018, o Vita Alere fez a campanha #euestou, sobre preven&ccedil;&atilde;o de suic&iacute;dio para jovens, que alcan&ccedil;ou 15 milh&otilde;es de pessoas. Agora, mais uma <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=34WrOxoAFr8&amp;list=PLubrcDYO8YnrMec4uoACInpYCNaJJZMh0\">s&eacute;rie de v&iacute;deos do instituto aborda o assunto<\/a>.<\/p>\n<p>O YouTube, por sua vez, criou uma webs&eacute;rie para discutir bem-estar e sa&uacute;de mental no contexto da internet. Composta por seis epis&oacute;dios, chama-se <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=eA8tJL3kiA8&amp;list=PLZ9-9MbIebj4p5R_kCIGLrcwmt8cq7nn8\">&ldquo;Depress&atilde;o n&atilde;o &eacute; frescura&rdquo;<\/a> e busca, em linguagem simples, informar e conscientizar sobre as causas e os efeitos da depress&atilde;o a partir de um melhor entendimento sobre a doen&ccedil;a.<\/p>\n<p><strong>Dieta digital<\/strong><\/p>\n<p>Todos devem se policiar a respeito do uso excessivo das redes sociais. Uma das op&ccedil;&otilde;es para avaliar a qualidade do relacionamento com a tecnologia &mdash; e, mais notadamente, com essas plataformas &mdash; &eacute; calcular o &Iacute;ndice de Massa Virtual.<\/p>\n<p>O conceito, criado pelo jornalista canadense Daniel Sieberg, autor de &ldquo;Dieta Digital&rdquo;, pode ajudar a descobrir quando se est&aacute; passando dos limites. Para saber o seu, responda &agrave;s perguntas a seguir e multiplique a quantidade pelo valor indicado em cada item.<\/p>\n<ul>\n<li>Quantos smartphones voc&ecirc; tem? x 3<\/li>\n<li>De quantas redes sociais voc&ecirc; faz parte? x 4<\/li>\n<li>Quantos laptops voc&ecirc; tem? x 1<\/li>\n<li>Quantos dispositivos tipos tablet voc&ecirc; possui? x 2<\/li>\n<li>Quantos endere&ccedil;os de e-mail voc&ecirc; tem? x 2<\/li>\n<li>Quantos servi&ccedil;os de mensagem de texto e\/ou chat voc&ecirc; usa? x 5<\/li>\n<li>De quantos jogos do tipo RPG (jogo de interpreta&ccedil;&atilde;o de personagem) voc&ecirc; participa? x 7<\/li>\n<li>Quantos computadores de mesa voc&ecirc; tem? x 1<\/li>\n<li>Quantas c&acirc;meras digitais voc&ecirc; possui? x 1<\/li>\n<li>Quantos outros eletr&ocirc;nicos que precisam de um carregador voc&ecirc; usa? x 1<\/li>\n<li>Em quantos blogs voc&ecirc; escreve ou comenta com frequ&ecirc;ncia? x 2<\/li>\n<\/ul>\n<p>Agora, some todos os resultados e compare com as op&ccedil;&otilde;es a seguir:<\/p>\n<p><strong>24 pontos ou menos<\/strong><\/p>\n<p>Voc&ecirc; est&aacute; dentro da m&eacute;dia considerada adequada. O uso que voc&ecirc; faz da internet e das redes sociais &eacute; saud&aacute;vel.<\/p>\n<p><strong>De 25 a 35 pontos<\/strong><\/p>\n<p>Fique atento! Ser mais comedido no uso das ferramentas virtuais pode ajud&aacute;-lo a viver melhor.<\/p>\n<p><strong>36 pontos ou mais<\/strong><\/p>\n<p>Voc&ecirc; precisa de uma dieta virtual. Controlar o uso da internet e das redes sociais vai lhe trazer benef&iacute;cios.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/noticia\/redes-sociais-podem-afetar-o-bem-estar-e-a-saude-mental\/90584\">Fonte do Artigo <\/a><br \/>\nTags:<br \/>\n#tecnologia #tecnologias #technology #tecnolog  #iphone #informatica #tech #design #samsung #internet #apple #smartphone  #seguran #venezuela #celular #celulares #inova #qualidade #software #empresas #seguridad #engenharia #industria #marketing #ti #tecnoblog #veja #olhardigital #mundodigital #inteligenciaartificial<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parece um ambiente seguro. 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