{"id":29887,"date":"2023-02-26T15:50:01","date_gmt":"2023-02-26T18:50:01","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/programa-espacial-brasileiro-relembre-o-passado-e-saiba-o-que-ha-pela-frente\/"},"modified":"2019-09-14T21:08:40","modified_gmt":"2019-09-15T00:08:40","slug":"programa-espacial-brasileiro-relembre-o-passado-e-saiba-o-que-ha-pela-frente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/programa-espacial-brasileiro-relembre-o-passado-e-saiba-o-que-ha-pela-frente\/","title":{"rendered":"Programa espacial brasileiro: relembre o passado e saiba o que h\u00e1 pela frente"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img title = \"[Tags]\"alt = \"20190913081146_860_645_-_vs_40 Programa espacial brasileiro: relembre o passado e saiba o que h\u00e1 pela frente\"decoding=\"async\" align=\"left\" hspace=\"8\" src=\"https:\/\/img.olhardigital.com.br\/uploads\/acervo_imagens\/2019\/09\/r4x3\/20190913081146_860_645_-_vs_40.jpg\"><\/p>\n<p class=\"dilogo\">Estamos testemunhando uma nova corrida espacial. E o mais bacana que a corrida de agora n&atilde;o &eacute; entre superpot&ecirc;ncias querendo demonstrar poder tamb&eacute;m fora da Terra. Ela est&aacute; sendo levada adiante principalmente por empresas das iniciativa privada, como a SpaceX, de Elon Musk, a Blue Origin, de Jeff Bezos, e a Virgin Galactic, de Richard Branson. Os planos s&atilde;o ambiciosos e incluem a cria&ccedil;&atilde;o de col&ocirc;nias na Lua e at&eacute; em Marte! E &eacute; tudo para j&aacute;. Quer dizer, para os pr&oacute;ximos 10 ou 12 anos&#8230; uma evolu&ccedil;&atilde;o quase in&eacute;dita na hist&oacute;ria da explora&ccedil;&atilde;o espacial. Fora das gigantes de tecnologia, pa&iacute;ses como Israel e a &Iacute;ndia tamb&eacute;m entraram nessa corrida, com as recentes tentativas de fazer pousar sondas no solo lunar. Tentativas porque, infelizmente, as iniciativas dos dois pa&iacute;ses acabaram tendo problemas nas aproxima&ccedil;&otilde;es finais, e as sondas se perderam&#8230;<\/p>\n<p class=\"dilogo\">Todo esse avan&ccedil;o parece bastante distante daqui. E, em certa medida, est&aacute; mesmo. O Brasil at&eacute; ensaiou alguns passos na explora&ccedil;&atilde;o espacial, mas perdeu relev&acirc;ncia nos &uacute;ltimos anos. Ainda assim, temos uma hist&oacute;ria interessante nesse quesito. Pode at&eacute; parecer novidade para alguns, mas existe um departamento dedicado exclusivamente &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de foguetes espaciais. Ele fica aqui, em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, a 99 km de S&atilde;o Paulo. Estamos no Departamento de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia Aeroespacial, o DCTA. J&aacute; as bases de lan&ccedil;amentos dos foguetes brasileiros ficam no nordeste: uma em Alc&acirc;ntara, no Maranh&atilde;o, e outra em Natal, no Rio Grande do Norte, chamada Barreira do Inferno. E essa hist&oacute;ria vem de longe&#8230;<\/p>\n<p class=\"dilogo\">Na d&eacute;cada de 1960, o presidente J&acirc;nio Quadros criou uma comiss&atilde;o nacional de atividades espaciais que deu in&iacute;cio ao Programa Espacial brasileiro. Essa comiss&atilde;o tinha duas frentes: uma era respons&aacute;vel pelo desenvolvimento dos foguetes e outra era respons&aacute;vel por sua utiliza&ccedil;&atilde;o. O instituto de Aeron&aacute;utica e Espa&ccedil;o, o IAE, criado em 1969, ficou no primeiro grupo, sendo que at&eacute; hoje &eacute; o setor principal na produ&ccedil;&atilde;o de foguetes civis. Outro instituto conhecido e que faz parte do DCTA &eacute; o ITA, Instituto Tecnol&oacute;gico da Aeron&aacute;utica. Ele forma profissionais que tamb&eacute;m atuam nessa &aacute;rea.<\/p>\n<p class=\"dilogo\">Os primeiros foguetes produzidos no pa&iacute;s foram os foguetes de sondagem, que servem para levar cargas &uacute;teis &agrave; atmosfera para realizar pesquisas e experi&ecirc;ncias.<\/p>\n<p class=\"dilogo\">Em 1967, o Sonda I deu o seu primeiro voo. Ao total, foram realizados 200 lan&ccedil;amentos. Ele era um foguete de sondagem de capacidade limitada. Depois, com dimens&otilde;es maiores, foi criado o Sonda II. O per&iacute;odo de desenvolvimento desse foguete se deu em 6 anos e ele chegou ao espa&ccedil;o 61 vezes. Ele foi um est&aacute;gio anterior para o pr&oacute;ximo foguete da fam&iacute;lia: o Sonda III. Foram 31 lan&ccedil;amentos e 8 anos para desenvolver o foguete. J&aacute; o Sonda IV teve o seu primeiro voo em 1984. O foguete trouxe uma novidade, comparado aos outros foguetes da fam&iacute;lia. Ele tinha grande capacidade de carga &uacute;til e era um foguete com tecnologia controlada, que significava que era poss&iacute;vel manobr&aacute;-lo dentro da atmosfera. Depois dele, o Brasil conseguiu finalmente criar o seu primeiro foguete capaz de colocar um sat&eacute;lite em &oacute;rbita. Ele foi batizado de VLS 1. Est&aacute;vamos em 1985.<\/p>\n<p class=\"dilogo\">O VLS 1 nunca chegou a sair do planeta devido a v&aacute;rias falhas. Foram 3 tentativas de lev&aacute;-lo ao espa&ccedil;o. Uma delas resultou em um acidente em 2003, tr&ecirc;s dias antes do lan&ccedil;amento, matando 21 t&eacute;cnicos que estavam na base de Alc&acirc;ntara.<\/p>\n<p class=\"dilogo\">Apesar do desastre, o programa espacial brasileiro continuou. Em 1990, um novo foguete de sondagem, o VS-40, foi constru&iacute;do. Ele n&atilde;o tinha o objetivo de ser um foguete comum. Na &eacute;poca, a ideia era ter um foguete para testar motores fora da atmosfera. Foram 2 lan&ccedil;amentos: no Brasil e um na Europa.<\/p>\n<p class=\"dilogo\">O trabalho continuou com outros foguetes dessa mesma fam&iacute;lia. Chegamos, inclusive, a conduzir experi&ecirc;ncias no espa&ccedil;o, como o crescimento de cristais e experimentos biol&oacute;gicos. At&eacute; o ano passado, 2018, os foguetes da fam&iacute;lia VS j&aacute; decolaram 55 vezes.<\/p>\n<p class=\"dilogo\">O &uacute;ltimo foguete da linha VS ainda est&aacute; sendo desenvolvido. O VS 50 &eacute; um foguete de capacidade maior do que todos os outros. Ele est&aacute; na etapa de qualifica&ccedil;&atilde;o, em que passar&aacute; por testes no motor para saber as press&otilde;es internas, o empuxo e a for&ccedil;a que est&aacute; gerando.<\/p>\n<p class=\"dilogo\">E j&aacute; que ainda n&atilde;o tivemos sucesso em um foguete lan&ccedil;ador de sat&eacute;lites at&eacute; agora, o IAE est&aacute; preparando um. O VLM 1 ser&aacute; um lan&ccedil;ador de microssat&eacute;lites. Hoje o Brasil j&aacute; produz e testa seus sat&eacute;lites em &oacute;rbita, mas sempre com foguetes estrangeiros. O VLM-1, ser&aacute; o primeiro lan&ccedil;ador de microssat&eacute;lites feito em solo nacional. &nbsp;Como ainda est&aacute; em fase de desenvolvimento, n&atilde;o h&aacute; prazo para lan&ccedil;amento.<\/p>\n<p class=\"dilogo\">Toda essa hist&oacute;ria e a cronologia dos foguetes brasileiros podem ser vistos no Memorial Aeroespacial Brasileiro, que fica dentro do DCTA, em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, e &eacute; aberto ao p&uacute;blico. D&aacute; para ver, por exemplo, r&eacute;plicas em tamanho real dos foguetes antigos e cargas &uacute;teis que foram resgatadas.<\/p>\n<p class=\"dilogo\">H&aacute; boas not&iacute;cias para o futuro do programa espacial brasileiro. Como parte de um acordo firmado entre Brasil e Estados Unidos, os norte-americanos poder&atilde;o usar a base de Alc&acirc;ntara para lan&ccedil;amentos. Em troca, pagar&atilde;o royalties pelo uso, e esse dinheiro deve ser, teoricamente, usado para investir no Programa Espacial Brasileiro. No texto, os EUA ainda autorizam o Brasil a lan&ccedil;ar foguetes e espa&ccedil;onaves, nacionais ou estrangeiras, que tenham partes tecnol&oacute;gicas americanas. Ou seja, na pr&aacute;tica, o acordo &eacute; bom, e coloca o Brasil na rota da nova corrida espacial. Claro que n&atilde;o somos protagonistas nessa hist&oacute;ria, infelizmente. Mas, pelo menos, um dos teatros em que esses novos cap&iacute;tulos v&atilde;o se desenrolar &eacute; nosso.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/video\/programa-espacial-brasileiro-relembre-o-passado-e-saiba-o-que-ha-pela-frente\/90313\">Fonte do Artigo <\/a><br \/>\nTags:<br \/>\n#tecnologia #tecnologias #technology #tecnolog  #iphone #informatica #tech #design #samsung #internet #apple #smartphone  #seguran #venezuela #celular #celulares #inova #qualidade #software #empresas #seguridad #engenharia #industria #marketing #ti #tecnoblog #veja #olhardigital #mundodigital #inteligenciaartificial<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos testemunhando uma nova corrida espacial. E o mais bacana que a corrida de agora n&atilde;o &eacute; entre superpot&ecirc;ncias querendo demonstrar poder tamb&eacute;m fora da Terra. 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