{"id":22566,"date":"2023-02-26T15:43:13","date_gmt":"2023-02-26T18:43:13","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/itau-busca-modelo-mais-proximo-das-empresas-de-tecnologia\/"},"modified":"2019-07-01T11:28:07","modified_gmt":"2019-07-01T14:28:07","slug":"itau-busca-modelo-mais-proximo-das-empresas-de-tecnologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/itau-busca-modelo-mais-proximo-das-empresas-de-tecnologia\/","title":{"rendered":"Ita\u00fa busca modelo mais pr\u00f3ximo das empresas de tecnologia"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo &#8211; Quando o engenheiro Andr\u00e9 Sapoznik entrou no <a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/itau\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Ita\u00fa<\/strong><\/a>, h\u00e1 quase 20 anos, todo produto do banco era desenvolvido como se fosse uma corrida de revezamento. A cada novo cr\u00e9dito parcelado ou cart\u00e3o a ser desenvolvido, por exemplo, havia um caminho de meses &#8211; \u00e0s vezes anos &#8211; a ser percorrido. Cada \u00e1rea, como comercial, risco, jur\u00eddico e tecnologia fazia sua parte antes de pass\u00e1-la adiante.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje em dia o processo tem menos a ver com revezamento e passagem de bast\u00e3o e mais com canoagem&#8221;, diz Sapoznik, de 46 anos e hoje vice-presidente do Ita\u00fa Unibanco. &#8220;Cada um com sua especialidade ajuda o barco ir o mais r\u00e1pido poss\u00edvel na dire\u00e7\u00e3o certa.&#8221;<\/p>\n<p>Apesar de muitas \u00e1reas ainda trabalharem no modelo tradicional, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer com que o banco se aproxime mais do modelo das empresas de tecnologia, que trabalham num formato chamado &#8216;squads&#8217; &#8211; ou esquadr\u00f5es. Entendem problemas a ser resolvidos e trabalham em grupos multidisciplinares que desenvolvem projetos em pequenas etapas, ao mesmo tempo em que os testam.<\/p>\n<p>Segundo Sapoznik, a tecnologia n\u00e3o existe mais como um fim em si, mas est\u00e1 tornando-se visceralmente conectada \u00e0 \u00e1rea de neg\u00f3cios. &#8220;T\u00ednhamos tempo para entregar solu\u00e7\u00f5es para os clientes e os ciclos eram mais longos&#8221;, diz ele. &#8220;Agora, desenvolvedores e pessoas de neg\u00f3cios falam a mesma l\u00edngua e entendem os problemas m\u00fatuos. Tanto que, quando est\u00e3o trabalhando, \u00e9 dif\u00edcil diferenci\u00e1-los.&#8221;<\/p>\n<h3>WeChat brazuca<\/h3>\n<p>Um dos exemplos desse novo formato de desenvolvimento \u00e9 o iti, a plataforma digital de pagamento do Ita\u00fa Unibanco. Nos pr\u00f3ximos dias a ferramenta ser\u00e1 colocada em teste para parte dos clientes do banco &#8211; o lan\u00e7amento ser\u00e1 nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>A plataforma nasce 100% digital, dispensando o uso de maquininhas e cart\u00e3o f\u00edsico, explica Livia Chanes, diretora do iti. &#8220;O usu\u00e1rio baixar\u00e1 um aplicativo e colocar\u00e1 seus dados. Se quiser, poder\u00e1 cadastrar seus cart\u00f5es&#8221;, diz. Vale para o consumidor e para pessoa jur\u00eddica &#8211; e os cart\u00f5es podem ser de outros bancos. O pagamento poder\u00e1 ser via QR Code ou, no limite, o consumidor poder\u00e1 receber boleto.<\/p>\n<p>Um dos modelos que serviram de inspira\u00e7\u00e3o para a plataforma foi o WeChat, aplicativo de mensagens chin\u00eas que tamb\u00e9m faz pagamentos e tem 1 bilh\u00e3o de usu\u00e1rios. &#8220;Ser\u00e1 uma transa\u00e7\u00e3o de pagamento instant\u00e2nea&#8221;, diz Livia. &#8220;O parcelamento \u00e9 uma jabuticaba brasileira a ser incorporado pelo iti.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de tentar atender \u00e0 necessidade dos clientes e mudar o formato de trabalho, a transforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem acontecido no ambiente. O complexo no qual est\u00e1 instalada a sede do Ita\u00fa no bairro Jabaquara, por exemplo, tem v\u00e1rios andares que lembram coworkings. Os espa\u00e7os s\u00e3o abertos, h\u00e1 mini anfiteatros para reuni\u00f5es da mo\u00e7ada que n\u00e3o hesita em trabalhar de bermuda, camiseta e cabelo colorido. Na ter\u00e7a-feira, Candido Bracher, presidente do banco, abriu a semana da diversidade da institui\u00e7\u00e3o com uma placa que mostrava um Ita\u00fa nas cores do arco-\u00edris, em vez de apenas laranja.<\/p>\n<p>Autor de best sellers sobre o futuro dos bancos e consultor da gest\u00e3o Barack Obama para o setor, o americano Brett King, por\u00e9m, teme que a transforma\u00e7\u00e3o digital ainda n\u00e3o esteja no cora\u00e7\u00e3o do banco. &#8220;A abordagem de trabalhar simulando empresas de tecnologia resulta em inova\u00e7\u00e3o mais lenta do que uma transforma\u00e7\u00e3o ampla na cultura da organiza\u00e7\u00e3o&#8221;, diz King. &#8220;A tend\u00eancia \u00e9 pensar os times est\u00e3o inovando, ent\u00e3o o resto de n\u00f3s n\u00e3o tem de mudar.&#8221;<\/p>\n<p>Para ele, o Ita\u00fa tem boas iniciativas em tecnologias espec\u00edficas. Mas, ao se descrever como um banco universal, reflete um pensamento baseado no tradicional mercado financeiro. &#8220;Eles t\u00eam boas iniciativas, mas com o NuBank e outros sacudindo o mercado latino-americano n\u00e3o acho que elas sejam suficientes.&#8221;<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/negocios\/itau-busca-modelo-mais-proximo-das-empresas-de-tecnologia\/\">Fonte do Artigo <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo &#8211; Quando o engenheiro Andr\u00e9 Sapoznik entrou no Ita\u00fa, h\u00e1 quase 20 anos, todo produto do banco era desenvolvido como se fosse uma corrida de revezamento. A cada novo cr\u00e9dito parcelado ou cart\u00e3o a ser desenvolvido, por exemplo, havia um caminho de meses &#8211; \u00e0s vezes anos &#8211; a ser percorrido. 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