{"id":14556,"date":"2023-02-26T15:49:37","date_gmt":"2023-02-26T18:49:37","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/combate-as-milicias-demanda-acoes-integradas-com-o-governo-federal\/"},"modified":"2019-04-02T03:05:09","modified_gmt":"2019-04-02T06:05:09","slug":"combate-as-milicias-demanda-acoes-integradas-com-o-governo-federal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/combate-as-milicias-demanda-acoes-integradas-com-o-governo-federal\/","title":{"rendered":"Combate \u00e0s mil\u00edcias demanda a\u00e7\u00f5es integradas com o governo federal"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>\nO poder nefasto das mil\u00edcias est\u00e1 cada vez mais presente no dia a dia de cariocas e fluminenses. Como mostrou reportagem do GLOBO publicada domingo, esses grupos paramilitares j\u00e1 atuam em pelo menos 14 cidades de diferentes regi\u00f5es do estado, como Angra dos Reis, na Costa Verde, e Cabo Frio, na Regi\u00e3o dos Lagos. Na capital, se espalham por 26 bairros, o que representa uma popula\u00e7\u00e3o de 2,2 milh\u00f5es de pessoas. Embora ainda predominem na Zona Oeste, esses bandidos expandem seus neg\u00f3cios para outras \u00e1reas, como a Zona Norte.\n<\/p>\n<p>\nAs mil\u00edcias surgiram na Favela de Rio das Pedras, em Jacarepagu\u00e1, no in\u00edcio dos anos 90. Formadas inicialmente por ex-policiais e ex-bombeiros, chegaram com o discurso de que estavam ali para impedir que o tr\u00e1fico se estabelecesse. Mas o tempo mostrou que n\u00e3o havia mocinhos na hist\u00f3ria. Usando os mesmos m\u00e9todos do tr\u00e1fico para impor a hegemonia, passaram a controlar servi\u00e7os essenciais para os moradores, como seguran\u00e7a, transportes, distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s, sinal clandestino de TV e internet, entre outros. Posteriormente, diversificaram as atividades. Hoje, o faturamento desses grupos criminosos se apoia tamb\u00e9m em grilagem de terras, extra\u00e7\u00e3o de areia, agiotagem, contrabando de cigarros e at\u00e9 extors\u00e3o a pescadores na Ba\u00eda de Guanabara.\n<\/p>\n<p>\nEmbora em algumas regi\u00f5es milicianos disputem territ\u00f3rio com traficantes, sabe-se que em outras \u00e1reas eles est\u00e3o associados, formando poderosas organiza\u00e7\u00f5es criminosas.\n<\/p>\n<p>\nNunca \u00e9 demais lembrar que esses grupos paramilitares estenderam seus tent\u00e1culos tamb\u00e9m \u00e0 pol\u00edtica, financiando a elei\u00e7\u00e3o de representantes nas casas legislativas do estado e de munic\u00edpios fluminenses. Alguns inclusive est\u00e3o encarcerados.\n<\/p>\n<p>\nN\u00e3o se pode dizer que autoridades sejam negligentes com esse tipo de crime. Afinal, a pol\u00edcia tem feito opera\u00e7\u00f5es e prendido criminosos. Mas, claramente, elas n\u00e3o t\u00eam sido suficientes. Talvez porque, at\u00e9 agora, essas a\u00e7\u00f5es t\u00eam ficado apenas no \u00e2mbito da seguran\u00e7a do estado. E, embora seja proeminente no Rio, a mil\u00edcia \u00e9 um problema nacional.\n<\/p>\n<section class=\"block block--advertising\">\n<\/section>\n<p>\nEst\u00e1 na hora de ir al\u00e9m. Crime t\u00e3o complexo exige combate adequado. O Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica, comandado pelo ministro Sergio Moro, tem feito opera\u00e7\u00f5es bem-sucedidas em conjunto com as pol\u00edcias dos estados, como a de combate \u00e0 pornografia infantil, realizada na semana passada. Sabe-se que uma das formas de asfixiar essas quadrilhas de milicianos \u00e9 tirando-lhes as fontes de financiamento. E, nesse campo, \u00e9 importante a expertise do governo federal. Se houver um trabalho conjunto com a Uni\u00e3o, certamente o combate \u00e0s mil\u00edcias no Rio de Janeiro ganhar\u00e1 um outro patamar.\n<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/opiniao\/combate-as-milicias-demanda-acoes-integradas-com-governo-federal-23566298\">Fonte do Artigo <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O poder nefasto das mil\u00edcias est\u00e1 cada vez mais presente no dia a dia de cariocas e fluminenses. Como mostrou reportagem do GLOBO publicada domingo, esses grupos paramilitares j\u00e1 atuam em pelo menos 14 cidades de diferentes regi\u00f5es do estado, como Angra dos Reis, na Costa Verde, e Cabo Frio, na Regi\u00e3o dos Lagos. 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