{"id":14052,"date":"2023-02-26T15:33:02","date_gmt":"2023-02-26T18:33:02","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/apos-dois-anos-de-manutencao-predios-desistem-de-jardins-verticais\/"},"modified":"2019-03-30T12:54:17","modified_gmt":"2019-03-30T15:54:17","slug":"apos-dois-anos-de-manutencao-predios-desistem-de-jardins-verticais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/apos-dois-anos-de-manutencao-predios-desistem-de-jardins-verticais\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s dois anos de manuten\u00e7\u00e3o, pr\u00e9dios desistem de jardins verticais"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>Ainda de longe, quem anda pelo Minhoc\u00e3o, no centro de S\u00e3o Paulo, consegue ver a carranca de 50 metros de altura desenhada com plantas em tons verdes e vermelhos na lateral de um pr\u00e9dio que ladeia a via. A imagem, com formas meio humanas e meio animalescas, traz, segundo as lendas ribeirinhas, &#8220;prote\u00e7\u00e3o e prosperidade&#8221;. No entanto, para os moradores do pr\u00e9dio que abriga o jardim vertical, trouxe custos e preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sem a manuten\u00e7\u00e3o prevista pela Prefeitura e ajuda financeira para os custos do cuidado com a vegeta\u00e7\u00e3o, quatro edif\u00edcios solicitaram a retirada dos pain\u00e9is de plantas de suas empenas cegas (nome t\u00e9cnico para fachadas sem janelas ou acabamentos). Eles fazem parte dos sete pr\u00e9dios que, entre 2015 e 2016, tiveram jardins verticais instalados, formando um corredor verde de 4 000 metros quadrados.<\/p>\n<p>&#8220;Acho bonito e gosto de olhar para o jardim, mas eu e muitos outros moradores nos arrependemos de t\u00ea-lo instalado no nosso pr\u00e9dio&#8221;, diz Marco Antonio Mendo, s\u00edndico do Edif\u00edcio Filomena, que &#8220;abriga&#8221; a carranca.<\/p>\n<p>O termo de coopera\u00e7\u00e3o assinado entre a Prefeitura e os edif\u00edcios prev\u00ea que \u00e0 administra\u00e7\u00e3o municipal caber\u00e1 &#8220;diretamente ou atrav\u00e9s de pessoa que com ela celebre termo, arcar com os custos de manuten\u00e7\u00e3o do jardim vertical durante o prazo de vig\u00eancia da coopera\u00e7\u00e3o&#8221;. Diz ainda que o condom\u00ednio est\u00e1 isento de &#8220;qualquer obriga\u00e7\u00e3o nesse sentido&#8221; durante os 36 meses de vig\u00eancia desse acerto &#8211; que seriam prorrog\u00e1veis por mais 24.<\/p>\n<p>Os sete jardins foram instalados depois que a Prefeitura regulamentou um decreto permitindo a construtoras, que retiraram \u00e1reas verdes na cidade, fazer a compensa\u00e7\u00e3o ambiental patrocinando a instala\u00e7\u00e3o de jardins. Os termos assinados estabeleciam que a manuten\u00e7\u00e3o seria paga pelas incorporadoras durante os seis primeiros meses, depois ficaria a cargo da Prefeitura at\u00e9 o fim do contrato. &#8220;Nunca apareceu ningu\u00e9m da Prefeitura aqui para fazer a manuten\u00e7\u00e3o. Procuramos a secretaria (do Verde e do Meio Ambiente) e disseram n\u00e3o ter como ajudar financeiramente&#8221;, conta Wendel Cardoso da Silva, s\u00edndico do Edif\u00edcio Bonfim, que tem o maior jardim vertical, com 1.500 metros quadrados\u00a0de vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois da instala\u00e7\u00e3o do painel de vegeta\u00e7\u00e3o, o pr\u00e9dio de Silva teve um aumento de quase 700 reais por m\u00eas na conta de \u00e1gua e de 300 reais na de energia el\u00e9trica. O valor foi acrescentado ao condom\u00ednio dos quarenta apartamentos. &#8220;N\u00e3o \u00e9 um valor t\u00e3o alto para cada morador, mas fomos enganados, houve falta de planejamento. A gente ficou com o \u00f4nus.&#8221;<\/p>\n<p>Cada um dos edif\u00edcios estima gastar cerca de 1 000 reais ao m\u00eas com a manuten\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o &#8211; o que custaria 84 000 reais ao ano para a Prefeitura. &#8220;\u00c9 um valor pequeno para manter uma pol\u00edtica ambiental importante para a cidade. N\u00e3o entendo porque n\u00e3o se responsabilizam e arcam com os custos. O centro tem t\u00e3o poucas \u00e1rvores e, agora, vai ter ainda menos&#8221;, diz Vera Lucia Jesus, s\u00edndica de um pr\u00e9dio que decidiu manter o jardim mesmo sem a manuten\u00e7\u00e3o da prefeitura.<\/p>\n<p>Para muitos moradores, a decis\u00e3o de retirar o jardim foi refor\u00e7ada ap\u00f3s o an\u00fancio da constru\u00e7\u00e3o do Parque Minhoc\u00e3o pelo prefeito Bruno Covas, com um investimento previsto de 38 milh\u00f5es de reais. &#8220;Se n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para manter os jardins que j\u00e1 est\u00e3o instalados, como v\u00e3o manter os novos? Vai ficar tudo abandonado&#8221; diz Mendo.<\/p>\n<p>O Movimento 90\u00ba foi contratado pelas incorporadoras para fazer a instala\u00e7\u00e3o dos jardins e ficou com a responsabilidade de fazer a manuten\u00e7\u00e3o no primeiro semestre de funcionamento. &#8220;Como a Prefeitura n\u00e3o estava cumprindo com o contrato, os moradores nos procuravam e n\u00f3s atend\u00edamos da forma como pod\u00edamos. Fizemos a manuten\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos meses, mas juridicamente n\u00e3o \u00e9 nossa responsabilidade&#8221;, garante Guil Blanche, fundador da entidade.<\/p>\n<p>Questionada, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) n\u00e3o disse se fez ou n\u00e3o a manuten\u00e7\u00e3o dos jardins. Informou apenas que realizou um chamamento p\u00fablico em setembro de 2016, com o objetivo de conseguir parceiros para os cuidados dos pain\u00e9is verdes, e que o vencedor, o Movimento 90\u00ba, desistiu da parceria. Guil afirma que os termos da documenta\u00e7\u00e3o foram considerados abusivos por exigir um valor alto de investimento, n\u00e3o apenas a manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A secretaria informou que em outubro do ano passado fez novo processo de chamamento p\u00fablico, em que o Movimento 90\u00ba acabou novamente vencedor, mas at\u00e9 ontem o contrato n\u00e3o havia sido assinado.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/vejasp.abril.com.br\/cidades\/apos-dois-anos-de-manutencao-predios-desistem-de-jardins-verticais\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda de longe, quem anda pelo Minhoc\u00e3o, no centro de S\u00e3o Paulo, consegue ver a carranca de 50 metros de altura desenhada com plantas em tons verdes e vermelhos na lateral de um pr\u00e9dio que ladeia a via. A imagem, com formas meio humanas e meio animalescas, traz, segundo as lendas ribeirinhas, &#8220;prote\u00e7\u00e3o e prosperidade&#8221;. 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