{"id":13741,"date":"2023-02-26T15:15:42","date_gmt":"2023-02-26T18:15:42","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/millennials-entram-no-mercado-das-artes-e-renovam-o-cenario\/"},"modified":"2019-03-29T07:20:38","modified_gmt":"2019-03-29T10:20:38","slug":"millennials-entram-no-mercado-das-artes-e-renovam-o-cenario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/millennials-entram-no-mercado-das-artes-e-renovam-o-cenario\/","title":{"rendered":"Millennials entram no mercado das artes e renovam o cen\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p><em>Natureza Morta<\/em>, \u00f3leo sobre tela do paisagista e artista pl\u00e1stico Burle Marx, pincelado na d\u00e9cada de 40, encantou um seguidor no Instagram do galerista James Acacio Lisboa, de 38 anos. Bastaram cinco mensagens na se\u00e7\u00e3o privada da rede social, trocadas em poucos minutos, para a obra ser vendida por 400 000 reais. Simples assim. N\u00e3o houve necessidade de vernissage regado a champanhe para \u201cabrir a carteira\u201d do cliente nem distribui\u00e7\u00e3o de cat\u00e1logos impressos em pap\u00e9is nobres e car\u00edssimos para impression\u00e1-lo.<\/p>\n<p>O epis\u00f3dio ilustra os novos tempos do rico mercado de arte no pa\u00eds, que movimentou cerca de 1,5 bilh\u00e3o de reais no ano passado (70% desse valor aqui na capital). \u201cMetade das nossas transa\u00e7\u00f5es ocorre on-line\u201d, diz Lisboa. Tudo bem que a maior parte dos compradores de pe\u00e7as importantes (e com pre\u00e7os exorbitantes) ainda quer ver sua aquisi\u00e7\u00e3o de perto, ao vivo e em cores. Por\u00e9m, o primeiro contato normalmente se d\u00e1 via plataformas digitais. \u201cUma nova gera\u00e7\u00e3o de marchands est\u00e1 revolucionando o cen\u00e1rio, deixando-o menos formal e mais \u00e1gil\u201d, acredita Fernanda Feitosa, diretora da SP-Arte.<\/p>\n<p>No setor das galerias, mant\u00e9m-se a tradi\u00e7\u00e3o de sucesso de filhos de marchands ou novatos com sobrenome famoso, ou seja, trata-se de um meio de herdeiros. Mas o modo de fechar neg\u00f3cio agora segue as caracter\u00edsticas t\u00edpicas dos <em>millennials<\/em>, gera\u00e7\u00e3o nascida entre 1980 e 1995 que recebeu essa designa\u00e7\u00e3o por iniciar sua fase adulta ou entrar no mercado de trabalho no come\u00e7o do mil\u00eanio. H\u00e1 comportamentos em comum. \u201cAo contr\u00e1rio da turma anterior, eles se preocupam mais com o \u2018ser\u2019 do que com o \u2018ter\u2019, trocam dinheiro por qualidade de vida, s\u00e3o ousados, mais idealistas e apreciam a rapidez\u201d, observa Danielle Almeida, diretora da MindMiners, ag\u00eancia especializada em pesquisa digital. Por exemplo, ocorrem pr\u00e1ticas como \u201cparcelar uma obra a perder de vista\u201d, para que um fregu\u00eas consiga come\u00e7ar sua cole\u00e7\u00e3o. Conhe\u00e7a a seguir parte da turma que pinta a nova paisagem.<\/p>\n<h3>Fuga da fal\u00eancia<\/h3>\n<p>Gotas de suor frio escorriam pelo rosto de <strong>Antonia Bergamin<\/strong>, 30, quando ela ocupou o assento na classe econ\u00f4mica de um voo rumo a Miami em dezembro de 2015. N\u00e3o era medo de avi\u00e3o, mas p\u00e2nico da fal\u00eancia. Com 5 000 reais na conta e cerca de trinta obras modernistas na bagagem, ela precisava impressionar os habitu\u00e9s da feira Art Basel em Miami a fim de manter em atividade sua galeria, a Bergamin &amp; Gomide, nos Jardins, com foco em artistas brasileiros e estrangeiros do p\u00f3sguerra. Simp\u00e1tica, comunicativa e interessada em arte desde menina, quando fazia dos bastidores dos eventos do pai seu playground, Antonia conseguiu vender 70% dos trabalhos na ocasi\u00e3o. Depois da sobreviv\u00eancia conquistada em Miami, o empreendimento aberto em 2000 ganhou nova identidade h\u00e1 seis anos, quando o dono do ponto (e pai de Antonia), o leiloeiro Jones Bergamin, passou o bast\u00e3o a ela e seu ex-funcion\u00e1rio Thiago Gomide. \u201cNunca me senti pressionada a seguir com o neg\u00f3cio da fam\u00edlia, foi uma vontade m\u00fatua. Trata-se de uma enorme responsabilidade manter esse legado\u201d, afirma. Ela sonha abrir um espa\u00e7o voltado aos artistas contempor\u00e2neos daqui a tr\u00eas anos. \u201c\u00c9 bom explorar outros campos.\u201d<\/p>\n<figure><img title = \"[Tags]\"alt = \"millenials-da-arte-guilherme-e-laura-simocc83es-de-assis-7712.jpg Millennials entram no mercado das artes e renovam o cen\u00e1rio\"decoding=\"async\" src=\"https:\/\/abrilvejasp.files.wordpress.com\/2019\/03\/millenials-da-arte-guilherme-e-laura-simocc83es-de-assis-7712.jpg.jpg\" \/><figcaption>G\u00eameos em a\u00e7\u00e3o: Guilherme e Laura Sim\u00f5es de Assis est\u00e3o \u00e0 frente de duas galerias<span class=\"copyright\">Veja SP<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h3>Adeus, mercado financeiro<\/h3>\n<p><strong>Guilherme Sim\u00f5es de Assis<\/strong>, 31, formou-se em administra\u00e7\u00e3o e trabalhava em uma butique de investimentos em sua cidade natal, Curitiba. Filho do marchand Waldir Sim\u00f5es de Assis, era sempre consultado por seus amigos quando queriam comprar obras. Em 2011, percebeu que o mundo das artes o divertia bem mais que as aventuras no mercado financeiro. Largou o emprego e juntou-se \u00e0 irm\u00e3 g\u00eamea, <strong>Laura,<\/strong> para trabalhar nas galerias do pai, a SIM (voltada a novos artistas) e a Sim\u00f5es de Assis (de nomes consagrados). Desde abril do ano passado est\u00e1 \u00e0 frente dos empreendimentos instalados em um pr\u00e9dio nos Jardins, que se destacaram na \u00faltima SP-Arte. Na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da feira, a partir de quarta (3), apresentar\u00e1 uma pintura de Alberto da Veiga Guignard avaliada em 5 milh\u00f5es de reais. \u201cNossas f\u00e9rias consistiam em visitar museus no mundo todo, mas nunca imaginei que isso me realizaria profissionalmente\u201d, conta Assis.<\/p>\n<figure><img title = \"[Tags]\"alt = \"millenials-da-arte-guilherme-e-laura-simocc83es-de-assis-7712.jpg Millennials entram no mercado das artes e renovam o cen\u00e1rio\"decoding=\"async\" src=\"https:\/\/abrilvejasp.files.wordpress.com\/2019\/03\/gabrielwickbold_milleniallsdaarte_6.jpg.jpg\" \/><figcaption>Gabriel Wickbold nunca teve a press\u00e3o de assumir o neg\u00f3cio do pai, Edilberto Wickbold, de p\u00e3es e doces<span class=\"copyright\">Veja SP<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h3>Fot\u00f3grafo e empres\u00e1rio<\/h3>\n<p>H\u00e1 quinze anos, durante uma prova de contabilidade no curso de administra\u00e7\u00e3o da Faap, <strong>Gabriel Wickbold<\/strong>, 34, pensou consigo mesmo: \u201c<em>I\u2019m done here<\/em>\u201d (em portugu\u00eas, algo como \u201cJ\u00e1 chega\u201d). Tempos depois, migrou para r\u00e1dio e TV. Seu pai, o empres\u00e1rio Edilberto Wickbold, um dos fundadores da ind\u00fastria de p\u00e3es e doces, havia falecido subitamente um ano antes, por causa de um AVC. Gabriel, que nunca ouvira exig\u00eancias para trabalhar na f\u00e1brica, sentiu-se livre para seguir sua m\u00faltipla voca\u00e7\u00e3o. Antes de completar a maioridade, ele j\u00e1 lan\u00e7ara um livro de poesias, dava palestras sobre literatura e montara um est\u00fadio para gravar bandas e orquestras, al\u00e9m de tocar bateria em um grupo. Aos 23 anos, quando nasceu sua primeira filha, Gloria (tem outra, Branca, 4), decidiu focar seus esfor\u00e7os na fotografia. Criou sua galeria na Vila Nova Concei\u00e7\u00e3o e hoje apresenta tamb\u00e9m outros fot\u00f3grafos. Diz faturar em m\u00e9dia 500 000 reais por m\u00eas. Para este ano, prepara o lan\u00e7amento do seu primeiro livro de cliques, junto com uma exposi\u00e7\u00e3o em Lisboa e outra em Dubai, e pretende trazer para seu espa\u00e7o quatro artistas. \u201cO mercado \u00e9 \u00e1gil.\u201d<\/p>\n<figure><img title = \"[Tags]\"alt = \"millenials-da-arte-guilherme-e-laura-simocc83es-de-assis-7712.jpg Millennials entram no mercado das artes e renovam o cen\u00e1rio\"decoding=\"async\" src=\"https:\/\/abrilvejasp.files.wordpress.com\/2019\/03\/marcosamaro_3.jpg.jpg\" \/><figcaption>Marcos Amaro entrou no ramo das artes ap\u00f3s vender a \u00d3ticas Carol por cerca de 108 milh\u00f5es de reais<span class=\"copyright\">Veja SP<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h3>Milh\u00f5es para o seu museu<\/h3>\n<p>\u201cPisei na jaca, mas foi por uma boa causa, quero deixar um legado cultural ao meu pa\u00eds\u201d, diz o empres\u00e1rio e artista pl\u00e1stico <strong>Marcos Amaro,<\/strong> 34, filho do falecido comandante Rolim Amaro (1942-2001), fundador da companhia a\u00e9rea TAM. Amaro entrou no ramo das artes aos 28 anos, ap\u00f3s vender a \u00d3ticas Carol por cerca de 108 milh\u00f5es de reais. Em 2017, comprou a galeria Emmathomas, que em fevereiro passou a se chamar Galeria Kogan &amp; Amaro. Ele est\u00e1 disposto a investir pesado na \u00e1rea: em 2018, escancarou a carteira e \u201ctorrou\u201d mais de 30 milh\u00f5es de reais em cerca de 300 obras. O investimento milion\u00e1rio teve como objetivo a formata\u00e7\u00e3o do acervo de sua F\u00e1brica de Arte Marcos Amaro (Fama), sede da funda\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m leva seu nome. Boa parte das aquisi\u00e7\u00f5es abasteceu o museu de 20 000 metros quadrados em Itu, no interior, inaugurado no ano passado, com trabalhos de artistas importantes como Adriana Varej\u00e3o, Cildo Meireles, Iole de Freitas, Mestre Didi, Nelson Leirner e Nuno Ramos. Paralelamente, ele segue sua atividade de escultor. \u201cN\u00e3o me intimido diante de artistas famosos, pois tenho meu valor.\u201d<\/p>\n<figure><img title = \"[Tags]\"alt = \"millenials-da-arte-guilherme-e-laura-simocc83es-de-assis-7712.jpg Millennials entram no mercado das artes e renovam o cen\u00e1rio\"decoding=\"async\" src=\"https:\/\/abrilvejasp.files.wordpress.com\/2019\/03\/millenials-da-arte-james-acacio-5542.jpg.jpg\" \/><figcaption>James Acacio: h\u00e1 cerca de cinco anos, promove o acesso pela internet a leil\u00f5es<span class=\"copyright\">Veja SP<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h3>Leil\u00f5es virtuais<\/h3>\n<p>J\u00e1 ouviu a m\u00e1xima \u201cs\u00f3 invista em algu\u00e9m que est\u00e1 em sua segunda startup\u201d? <strong>James Acacio Lisboa<\/strong>, 38, pode falar com propriedade do assunto. Economista formado pela USP, ele percebeu que tinha mais talento para empreendedor do que para empregado. Em 2001, largou uma carreira em um banco e investiu 15 000 reais na montagem de um site, o Marcandi, que comercializava obras de arte. Apesar de o fundador ser filho de James Lisboa, um dos principais leiloeiros da cidade, o neg\u00f3cio n\u00e3o deu certo e durou apenas seis meses. \u201cEram v\u00e1rios s\u00f3cios com vis\u00f5es diferentes, sem entender nada desse ramo\u201d, conta. Acacio retornou ao mercado de trabalho, mas dois anos depois voltou a empreender. Lan\u00e7ou o Escrit\u00f3rio de Arte, um espa\u00e7o virtual e f\u00edsico, nos Jardins, voltado a grandes artistas brasileiros, como Burle Marx, Fl\u00e1vio de Carvalho e Reynaldo Fonseca. Desde ent\u00e3o, seu pai trabalha exclusivamente no local. L\u00e1, h\u00e1 cerca de cinco anos, Ac\u00e1cio promove o acesso pela internet a leil\u00f5es, e estima-se que tenha gerado 24 milh\u00f5es de reais no ano passado no neg\u00f3cio. Al\u00e9m disso, abriu a Galeria Frente, que exp\u00f5e trabalhos de nomes consagrados, como Mira Schendel, Tarsila do Amaral e Tomie Ohtake. \u201cDevemos crescer 20% neste ano.\u201d<\/p>\n<figure><img title = \"[Tags]\"alt = \"millenials-da-arte-guilherme-e-laura-simocc83es-de-assis-7712.jpg Millennials entram no mercado das artes e renovam o cen\u00e1rio\"decoding=\"async\" src=\"https:\/\/abrilvejasp.files.wordpress.com\/2019\/03\/millenials-da-arte-fernanda-resstom-6012.jpg.jpg\" \/><figcaption>Fernanda Resstom chegou ao mercado para ajudar os apaixonados por arte: ela j\u00e1 parcelou uma obra de 1 000 reais em mais de dez vezes<span class=\"copyright\">Veja SP<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h3>Abaixo o esnobismo<\/h3>\n<p>\u201cArte n\u00e3o deveria ser para poucos\u201d, acredita <strong>Fernanda Resstom<\/strong>, 30, \u00e0 frente da Central Galeria. Para quebrar o \u201cesnobismo\u201d da \u00e1rea, ela implantou a\u00e7\u00f5es curiosas. \u201cMuita gente fica com vergonha de perguntar pre\u00e7os. Por isso fa\u00e7o cat\u00e1logos com essas informa\u00e7\u00f5es e os deixo nos bancos\u201d, conta. Ela tamb\u00e9m j\u00e1 parcelou uma obra de 1 000 reais em mais de dez vezes ao perceber a tristeza de um jovem cliente, um estudante apaixonado por um quadro. Formada em arquitetura na Escola da Cidade, Fernanda abriu o espa\u00e7o de arte contempor\u00e2nea em 2018 no por\u00e3o do pr\u00e9dio hist\u00f3rico do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), projetado por Rino Levi, no centro. Orgulha-se ao lembrar que ali ficava o Clubinho, point de artistas como Alfredo Volpi e Di Cavalcanti. Mas o ponto alugado est\u00e1 com os dias contados. Em 2023, dever\u00e1 ser inaugurado um pr\u00e9dio projetado pelo escrit\u00f3rio de arquitetura Andrade Morettin (que tamb\u00e9m assina o Instituto Moreira Salles, na Paulista) e constru\u00eddo pela McBasile, empreiteira dos pais da mo\u00e7a. A Central ter\u00e1 um ambiente de 300 metros quadrados no t\u00e9rreo. \u201cEssa \u00e9 uma vantagem de minha fam\u00edlia ter uma construtora, mas quero crescer pelos meus m\u00e9ritos.\u201d<\/p>\n<figure><img title = \"[Tags]\"alt = \"millenials-da-arte-guilherme-e-laura-simocc83es-de-assis-7712.jpg Millennials entram no mercado das artes e renovam o cen\u00e1rio\"decoding=\"async\" src=\"https:\/\/abrilvejasp.files.wordpress.com\/2019\/03\/millenials-da-arte-lucas-cimino-6160.jpg.jpg\" \/><figcaption>Lucas Cimino promove a galeria Zipper por meio das redes sociais<span class=\"copyright\">Veja SP<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h3>Yin-yang familiar<\/h3>\n<p>\u00c9 sexta-feira e o galerista Fabio Cimino surge no meio da tarde na galeria Zipper, nos Jardins. Veste uma bata branca e fuma um charuto. Passou o dia na rua, conversando com artistas, enquanto seu filho, <strong>Lucas Cimino<\/strong>, 30, analisava planilhas e atendia clientes, vestido impecavelmente com um terno de grife. \u201cSe meu pai viveu a juventude fumando maconha, surfando, sem jamais mexer em um arquivo de Excel, eu nunca usei drogas, detesto balada e sou obcecado por organiza\u00e7\u00e3o\u201d, diz Lucas, aos risos, enumerando as diferen\u00e7as entre as gera\u00e7\u00f5es. Ao contr\u00e1rio da maioria dos pais, no primeiro momento, Fabio quis \u201cjogar um balde de tinta\u201d na ideia de ter o filho como parceiro. \u201cComo sou formado em administra\u00e7\u00e3o pela Faap, ele queria que eu trabalhasse em empresas, ganhasse dinheiro e me tornasse um cliente da Zipper\u201d, brinca Lucas, que entrou na empreitada em 2010 e virou s\u00f3cio quatro anos depois. O filho revolucionou a comunica\u00e7\u00e3o do endere\u00e7o. \u201cEnquanto recebemos 10 000 visitantes por ano na galeria, o nosso Instagram \u00e9 visto por 170 000 pessoas por m\u00eas\u201d, diz.<\/p>\n<figure><img title = \"[Tags]\"alt = \"millenials-da-arte-guilherme-e-laura-simocc83es-de-assis-7712.jpg Millennials entram no mercado das artes e renovam o cen\u00e1rio\"decoding=\"async\" src=\"https:\/\/abrilvejasp.files.wordpress.com\/2019\/03\/millenials-da-arte-camila-yunes-guarita-7479.jpg.jpg\" \/><figcaption>Entendida do assunto, Camila Yunes Guarita possui dez clientes fixos e cobra em m\u00e9dia uma comiss\u00e3o de 3% por transa\u00e7\u00e3o<span class=\"copyright\">Veja SP<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h3>Curadora de cole\u00e7\u00f5es particulares<\/h3>\n<p>Neta do empres\u00e1rio Jorge Yunes (1932-2017), que cultivou uma das maiores cole\u00e7\u00f5es de arte do pa\u00eds, com mais de 30 000 obras, <strong>Camila Yunes Guarita<\/strong>, 26, desde a inf\u00e2ncia teve acesso a pe\u00e7as raras, como est\u00e1tuas de marfim do s\u00e9culo XVII. Cursava arquitetura no Mackenzie quando encontrou Nara Roesler em um evento em Miami. Simp\u00e1tica e com bom conhecimento do mercado, foi convidada para trabalhar com a renomada galerista. Em 2015, iniciou um blog e come\u00e7ou a receber propostas para ajudar a formar cole\u00e7\u00f5es particulares. Fez disso sua profiss\u00e3o. Hoje, possui dez clientes fixos e cobra em m\u00e9dia uma comiss\u00e3o de 3% por transa\u00e7\u00e3o. Camila poderia comprar um apartamento e ter um espa\u00e7o para expor sua pr\u00f3pria cole\u00e7\u00e3o (a m\u00e3e dela n\u00e3o curte algumas de suas pe\u00e7as contempor\u00e2neas e as mant\u00e9m em caixas). \u201cMas estou bem e n\u00e3o preciso ceder a esse tipo de press\u00e3o da sociedade\u201d, acredita.<\/p>\n<figure><img title = \"[Tags]\"alt = \"millenials-da-arte-guilherme-e-laura-simocc83es-de-assis-7712.jpg Millennials entram no mercado das artes e renovam o cen\u00e1rio\"decoding=\"async\" src=\"https:\/\/abrilvejasp.files.wordpress.com\/2019\/03\/mendes-wood-dm.jpg.jpg\" \/><figcaption>Pedro Mendes, Felipe Dmab e Matthew Wood: integram a lista das 100 personalidades mais poderosas da revista &lt;em&gt;ArtReview&lt;\/em&gt;<span class=\"copyright\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h3>Trio internacional<\/h3>\n<p>O gosto de <strong>Pedro Mendes<\/strong> (<em>\u00e0 esq.<\/em>), 33, por museus e exposi\u00e7\u00f5es surgiu ainda na inf\u00e2ncia, em Belo Horizonte, enquanto o garoto observava sua m\u00e3e, Maria Silvia (filha de Jos\u00e9 Mendes Junior, fundador da construtora que leva o nome da fam\u00edlia), elaborar pe\u00e7as de cer\u00e2mica. Mais tarde, ele resolveu cursar filosofia da arte na Universidade de Paris, onde conheceu o americano <strong>Matthew Wood<\/strong> (<em>\u00e0 dir.<\/em>), 33. Em 2010, a dupla mudou-se para S\u00e3o Paulo e travou uma parceria com <strong>Felipe Dmab<\/strong> (<em>no centro<\/em>), 33. Os colegas abriram ent\u00e3o, nos Jardins, a galeria com o sobrenome dos tr\u00eas. Com a proposta de representar artistas com obras cujo intuito seja transformar ou refletir o mundo, expandiram o projeto para Nova York e Bruxelas. Atualmente, integram a lista das 100 personalidades mais poderosas da revista <em>ArtReview<\/em>. \u201cNosso trabalho n\u00e3o tem fronteiras\u201d, acredita Mendes.<\/p>\n<p><strong>Publicado em VEJA S\u00c3O PAULO de 03 de abril de 2019, edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 2628.<\/strong><\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/vejasp.abril.com.br\/cultura-lazer\/mercado-arte-millennials-renovacao\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Natureza Morta, \u00f3leo sobre tela do paisagista e artista pl\u00e1stico Burle Marx, pincelado na d\u00e9cada de 40, encantou um seguidor no Instagram do galerista James Acacio Lisboa, de 38 anos. Bastaram cinco mensagens na se\u00e7\u00e3o privada da rede social, trocadas em poucos minutos, para a obra ser vendida por 400 000 reais. Simples assim. 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