{"id":10882,"date":"2023-02-26T15:24:03","date_gmt":"2023-02-26T18:24:03","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/china-estimulos-devem-ter-menor-alcance-global-do-que-na-crise-de-2008\/"},"modified":"2019-03-17T00:35:22","modified_gmt":"2019-03-17T03:35:22","slug":"china-estimulos-devem-ter-menor-alcance-global-do-que-na-crise-de-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/china-estimulos-devem-ter-menor-alcance-global-do-que-na-crise-de-2008\/","title":{"rendered":"China: est\u00edmulos devem ter menor alcance global do que na crise de 2008"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>Pequim &#8211; A onda de gastos da <strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/china\/\">China<\/a><\/strong> durante a crise financeira global ajudou a tirar a economia mundial da recess\u00e3o. Mas, desta vez, o est\u00edmulo de Pequim pode n\u00e3o ter o mesmo impacto. A lideran\u00e7a da China est\u00e1 adotando o que alguns traders chamam de &#8220;abordagem de coquetel&#8221; para conter a desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds. Os rem\u00e9dios incluem uma combina\u00e7\u00e3o de maiores gastos, redu\u00e7\u00e3o de impostos e cr\u00e9dito mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Em pronunciamento nacional no in\u00edcio de mar\u00e7o, o premi\u00ea da China, Li Keqiang, anunciou que o governo cortar\u00e1 impostos e taxas para as empresas em um total de 2 trilh\u00f5es de yuans (US$ 298 bilh\u00f5es), ou 2% da economia chinesa de US$ 13 trilh\u00f5es. Isso inclui redu\u00e7\u00f5es nos impostos sobre valor agregado e contribui\u00e7\u00f5es exigidas para aposentadorias. A escala da redu\u00e7\u00e3o superou as expectativas do mercado. Li tamb\u00e9m anunciou grandes iniciativas de gastos, incluindo um investimento de 800 bilh\u00f5es de yuans na constru\u00e7\u00e3o de ferrovias e 1,8 trilh\u00e3o de yuans para construir estradas e transporte aquavi\u00e1rio.<\/p>\n<p>As medidas de redu\u00e7\u00e3o de impostos e de investimento acrescentam 4,6 trilh\u00f5es de yuans \u00e0 economia, superando o pacote pr\u00f3-<strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/crescimento\/\">crescimento<\/a> <\/strong>de 4 trilh\u00f5es de yuans que Pequim lan\u00e7ou no fim de 2008. No entanto, a economia chinesa se tornou maior desde ent\u00e3o, o que significa que uma quantidade similar de est\u00edmulo pode n\u00e3o gerar resultados semelhantes. O pacote de medidas representava 13% do PIB da China em 2008 e agora representa menos de 5% do PIB.<\/p>\n<p>&#8220;Se o est\u00edmulo da China ainda tem grande impacto, ou qu\u00e3o grande ser\u00e1 o efeito disso no restante do mundo, depende principalmente do tamanho do est\u00edmulo&#8221;, disse Wang Tao, economista-chefe do Grupo UBS na China. Na compara\u00e7\u00e3o relativa, o est\u00edmulo no passado era muito maior, segundo ela.<\/p>\n<p>Outra m\u00e9trica de est\u00edmulo \u00e9 a expans\u00e3o do chamado d\u00e9ficit fiscal aumentado na China, que leva em considera\u00e7\u00e3o os gastos do pr\u00f3prio governo e gastos financiados por empresas financeiras controladas pelo governo. Por essa medida, estudo do UBS mostra que o est\u00edmulo da China desta vez \u00e9 muito menor do que o lan\u00e7ado durante a crise financeira. Espera-se que esses gastos aumentem em at\u00e9 1,8 ponto porcentual em 2019 em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, em compara\u00e7\u00e3o com um salto de 9,6 pontos percentuais de 2008 para 2009.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s do est\u00edmulo ao crescimento mais modesto est\u00e1 a percep\u00e7\u00e3o em Pequim de que o tradicional modelo de crescimento impulsionado pela d\u00edvida da China atingiu seu limite. Li e outros l\u00edderes de alto escal\u00e3o j\u00e1 renegaram o que era conhecido como &#8220;est\u00edmulo de irriga\u00e7\u00e3o por inunda\u00e7\u00e3o&#8221; no passado.<\/p>\n<p>De acordo com uma an\u00e1lise de Wang e sua equipe, o crescimento total do cr\u00e9dito &#8211; incluindo empr\u00e9stimos banc\u00e1rios, emiss\u00e3o de t\u00edtulos corporativos, emiss\u00e3o de t\u00edtulos de governos locais e outras d\u00edvidas &#8211; vai acelerar de cerca de 9,5% no fim de 2018 para 11,5% no fim deste ano. Em contraste, o cr\u00e9dito da China saltou 36% em 2009, ap\u00f3s um aumento de 18% no ano anterior.<\/p>\n<p>Em 2018, o endividamento total das empresas, dos governos central e locais e dos domic\u00edlios atingiu quase 250% do Produto Interno Bruto, ante menos de 150% na d\u00e9cada anterior. Um crescimento da d\u00edvida como esse \u00e9 perigoso, advertiu o Fundo Monet\u00e1rio Internacional repetidamente. Em relat\u00f3rio de janeiro de 2018, por exemplo, o FMI observou que quase todos os casos de boom de cr\u00e9dito semelhantes aos da China foram seguidos por &#8220;uma grande desacelera\u00e7\u00e3o do crescimento ou uma crise financeira&#8221;.<\/p>\n<div class=\"widget-news widget-box no-margin no-border\"><span class=\"widget-news-title content-box-title\">Veja tamb\u00e9m<\/span><\/p>\n<ul class=\"widget-news-list\">\n<li class=\"widget-news-item without-thumb with-border\">\n<div class=\"widget-news-info\"><a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/mundo\">MUNDO<\/a><span class=\"widget-news-item-title\"><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/mundo\/parlamento-da-china-aprova-nova-lei-sobre-investimentos-externos\/\">Parlamento da China aprova nova lei sobre investimentos externos<\/a><\/span><span class=\"widget-news-item-date\">15 mar 2019 &#8211; 09h03<\/span><\/div>\n<\/li>\n<li class=\"widget-news-item without-thumb with-border\">\n<div class=\"widget-news-info\"><a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/economia\">ECONOMIA<\/a><span class=\"widget-news-item-title\"><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/economia\/pior-momento-para-economia-global-pode-ter-ficado-para-tras\/\">Pior momento para economia global pode ter ficado para tr\u00e1s<\/a><\/span><span class=\"widget-news-item-date\">15 mar 2019 &#8211; 05h03<\/span><\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>O endividamento total de empresas, fam\u00edlias e governos federal e locais dos EUA, em compara\u00e7\u00e3o, era de 247% do PIB em 2018, com um grande aumento na d\u00edvida das fam\u00edlias nos anos anteriores \u00e0 crise imobili\u00e1ria de 2007 a 2009.<\/p>\n<p>A maior parte do crescimento da d\u00edvida da China vem de empresas estatais e financeiras controladas por v\u00e1rios n\u00edveis de governo, que frequentemente usam o dinheiro para financiar projetos que s\u00e3o politicamente atraentes mas nem sempre comercialmente vi\u00e1veis.<\/p>\n<p>A China est\u00e1 gerando menos produ\u00e7\u00e3o a partir de empr\u00e9stimos do que antes. Em 2008, de acordo com um relat\u00f3rio emitido pelo FMI, 1 trilh\u00e3o de yuans de cr\u00e9dito foi necess\u00e1rio para gerar 1 trilh\u00e3o de yuans de produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Em 2017, o ano mais recente para o qual tais dados est\u00e3o dispon\u00edveis, foram necess\u00e1rios 3,5 trilh\u00f5es de yuans de cr\u00e9dito para gerar 1 trilh\u00e3o de yuans de produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>A China melhorou a efici\u00eancia de seu uso de cr\u00e9dito nos \u00faltimos tr\u00eas anos, gra\u00e7as ao esfor\u00e7o do governo para reduzir o excesso de capacidade industrial e estabilizar os n\u00edveis de endividamento. O estudo do FMI prev\u00ea mais progressos nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Mas, para estabilizar os n\u00edveis gerais de endividamento do pa\u00eds, de acordo com o FMI, Pequim ter\u00e1 que acelerar a reformula\u00e7\u00e3o de seu pesado setor estatal e realizar outras reformas orientadas para o mercado que possam levar a uma aloca\u00e7\u00e3o mais eficiente de cr\u00e9dito e outros recursos.<\/p>\n<p>Os EUA tamb\u00e9m pedem que a China reformule seu setor estatal, mas o presidente Xi Jinping, que v\u00ea o setor estatal como base para o governo do partido, mudou na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, tornando empresas estatais maiores e fortalecendo o controle estatal sobre a economia.<\/p>\n<p>A restri\u00e7\u00e3o de n\u00edveis de endividamento explica por que a natureza do pacote pr\u00f3-crescimento de Pequim est\u00e1 mudando em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 era da crise financeira &#8211; do cr\u00e9dito para cortes de impostos e gastos do governo. A mudan\u00e7a pode n\u00e3o ser t\u00e3o r\u00e1pida quanto os esfor\u00e7os anteriores: Wang acredita que as empresas provavelmente manter\u00e3o a maior parte do dinheiro que iria para impostos poupada, em vez de gast\u00e1-la, \u00e0 luz da desacelera\u00e7\u00e3o e da incerteza causadas pelas tens\u00f5es comerciais entre os EUA e a China. Fonte: Dow Jones Newswires.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/economia\/china-estimulos-devem-ter-menor-alcance-global-do-que-na-crise-de-2008\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pequim &#8211; A onda de gastos da China durante a crise financeira global ajudou a tirar a economia mundial da recess\u00e3o. Mas, desta vez, o est\u00edmulo de Pequim pode n\u00e3o ter o mesmo impacto. 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