{"id":10757,"date":"2023-02-26T15:31:27","date_gmt":"2023-02-26T18:31:27","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/mulheres-no-carcere-os-desafios-para-politicas-de-seguranca-penitenciaria\/"},"modified":"2019-03-16T08:16:44","modified_gmt":"2019-03-16T11:16:44","slug":"mulheres-no-carcere-os-desafios-para-politicas-de-seguranca-penitenciaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/mulheres-no-carcere-os-desafios-para-politicas-de-seguranca-penitenciaria\/","title":{"rendered":"Mulheres no c\u00e1rcere: os desafios para pol\u00edticas de seguran\u00e7a penitenci\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u2014 O aumento de 656% na taxa de encarceramento de <strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/mulheres\">mulheres<\/a><\/strong> no Brasil, entre 2000 e 2016, se transformou em um desafio, ainda pouco mensurado e vis\u00edvel, para as pol\u00edticas p\u00fablicas de seguran\u00e7a penitenci\u00e1ria.<\/p>\n<p>Com pres\u00eddios e servi\u00e7os desenhados para uma popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria masculina, hoje, n\u00e3o h\u00e1 garantia de estrutura b\u00e1sica para as mais de 42 mil mulheres que est\u00e3o em pres\u00eddios espalhados pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>N\u00e3o existem espa\u00e7os destinados para gestantes ou m\u00e3es que amamentam, por exemplo. N\u00e3o h\u00e1, tamb\u00e9m, programas destinados \u00e0 inser\u00e7\u00e3o dessas mulheres no mercado de trabalho \u2014 como \u00e9 comum nas penitenci\u00e1rias masculinas.<\/p>\n<p>&#8220;Relatos de abandono das mulheres presas s\u00e3o comuns e impactam diretamente na din\u00e2mica prisional. Se voc\u00ea n\u00e3o recebe visitas, voc\u00ea n\u00e3o tem acesso a alimentos, kit de higiene e companhia&#8221;, explica Dandara Tinoco, assessora de pesquisa do Instituto Igarap\u00e9.<\/p>\n<p>Ela foi uma das respons\u00e1veis pela pesquisa &#8220;<a href=\"https:\/\/igarape.org.br\/depois-da-prisao\/\">Depois da pris\u00e3o \u2014 caminhos poss\u00edveis para mulheres<\/a>&#8220;, divulgado nesta semana, que traz luz a um debate sobre a real situa\u00e7\u00e3o enfrentada pelas presidi\u00e1rias femininas.<\/p>\n<p>Os dados, com recorte no Rio de Janeiro, revelam que seis em cada dez <span>incid\u00eancias penais que terminaram em pris\u00e3o s\u00e3o crimes relacionados ao tr\u00e1fico de drogas. <\/span><\/p>\n<p><span>O perfil dessas mulheres detidas,<\/span> jovens (45%), negras (65%), solteiras (86%) e com ensino fundamental incompleto (58%), coincide com o grupo mais vulner\u00e1vel do mercado de trabalho.<\/p>\n<p>De acordo com dados do <span>Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), do ano passado, mu<\/span><span>lheres negras est\u00e3o 50% mais suscet\u00edveis ao desemprego do que outros grupos.<\/span><\/p>\n<p>Nos pres\u00eddios, a realidade \u00e9 parecida. Atualmente, apenas 8,7%, equivalente a apenas 185 mulheres presas, t\u00eam algum trabalho remunerado na pris\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos come\u00e7ar a discutir, com base em dados, a realidade prec\u00e1ria das mulheres presidi\u00e1rias, porque sem isso vamos ter cada vez mais reincid\u00eancia no crime&#8221;, afirma Tinoco.<\/p>\n<h3>Alternativas<\/h3>\n<p>O levantamento do Igarap\u00e9 aponta algumas medidas alternativas para reverter esse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para casos envolvendo crimes de baixo potencial ofensivo, a sugest\u00e3o \u00e9 que as pol\u00edticas prenitenci\u00e1rias garantam a ado\u00e7\u00e3o de penas e medidas alternativas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m apresenta a possibilidade de parcerias entre empresas p\u00fablicas e privadas para oferecer trabalho e efetivamente garantir a independ\u00eancia financeira dessas mulheres.<\/p>\n<p>&#8220;Pensar na autonomia das mulheres \u00e9 tanto uma medida preventiva para evitar o envolvimento com o tr\u00e1fico quanto uma necessidade dentro dos pres\u00eddios. Elas constantemente passam por abusos f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos antes de serem presas. Tudo isso precisa ser pensado pelos agentes p\u00fablicos&#8221;, conclui Tinoco.<\/p>\n<h3>Resultados da pesquisa em um infogr\u00e1fico<\/h3>\n<figure><img title = \"[Tags]\"alt = \"2019-03-07-info-mulheres-presas-web-1000 Mulheres no c\u00e1rcere: os desafios para pol\u00edticas de seguran\u00e7a penitenci\u00e1ria\"decoding=\"async\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2019\/03\/2019-03-07-info-mulheres-presas-web-1000.jpg\" \/><figcaption>&lt;span class=&quot;hidden&quot;&gt;&#8211;&lt;\/span&gt;<span class=\"copyright\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/brasil\/mulheres-no-carcere-os-desafios-para-politicas-de-seguranca-penitenciaria\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo \u2014 O aumento de 656% na taxa de encarceramento de mulheres no Brasil, entre 2000 e 2016, se transformou em um desafio, ainda pouco mensurado e vis\u00edvel, para as pol\u00edticas p\u00fablicas de seguran\u00e7a penitenci\u00e1ria. 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