{"id":10644,"date":"2023-02-26T15:13:41","date_gmt":"2023-02-26T18:13:41","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/tiroteio-na-nova-zelandia-redes-sociais-nao-conseguem-impedir-postagens-dos-videos-da-matanca\/"},"modified":"2019-03-15T19:57:02","modified_gmt":"2019-03-15T22:57:02","slug":"tiroteio-na-nova-zelandia-redes-sociais-nao-conseguem-impedir-postagens-dos-videos-da-matanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/tiroteio-na-nova-zelandia-redes-sociais-nao-conseguem-impedir-postagens-dos-videos-da-matanca\/","title":{"rendered":"Tiroteio na Nova Zel\u00e2ndia: redes sociais n\u00e3o conseguem impedir postagens dos v\u00eddeos da matan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img title = \"[Tags]\"alt = \"20190315052413_860_645 Tiroteio na Nova Zel\u00e2ndia: redes sociais n\u00e3o conseguem impedir postagens dos v\u00eddeos da matan\u00e7a\"decoding=\"async\" align=\"left\" hspace=\"8\" src=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/uploads\/acervo_imagens\/2019\/03\/r4x3\/20190315052413_860_645.jpg\"><\/p>\n<p class=\"speakabletextp1\">Para cada v&iacute;deo do tiroteio em massa na Nova Zel&acirc;ndia que o YouTube e o Facebook bloqueiam, outros dois ou tr&ecirc;s aparecem.&nbsp;O pa&iacute;s foi palco, hoje (15), de uma agress&atilde;o terrorista: um <a href=\"https:\/\/www.cbsnews.com\/news\/new-zealand-shooting-mosques-apparently-livestreamed-by-gunman-christchurch\/\">atirador<\/a> atacou mu&ccedil;ulmanos em uma mesquita e transmitiu as cenas ao vivo pelo Facebook.&nbsp;A rede social removeu o v&iacute;deo e excluiu a conta do criminoso, mas isso n&atilde;o impediu que o conte&uacute;do se espalhasse.<\/p>\n<p>Depois de retirado do Facebook, o v&iacute;deo de aproximadamente 17 minutos foi enviado para o YouTube v&aacute;rias vezes, com poucos minutos de intervalo.&nbsp;A plataforma incentiva os usu&aacute;rios a sinalizarem os v&iacute;deos do ataque e alega estar removendo milhares de grava&ccedil;&otilde;es relacionadas nas &uacute;ltimas horas.<\/p>\n<p>&#8220;Conte&uacute;do chocante, violento e gr&aacute;fico n&atilde;o tem lugar em nossas plataformas. Empregamos nossa tecnologia e nossos recursos humanos para revisar e remover rapidamente todo e qualquer conte&uacute;do violento do YouTube&#8221;, disse um porta-voz do Google em um comunicado.&nbsp;&#8220;Como em qualquer grande trag&eacute;dia, trabalhamos em coopera&ccedil;&atilde;o com as autoridades.&#8221;&nbsp;<\/p>\n<p>O servi&ccedil;o usa algoritmos, como&nbsp;<a href=\"https:\/\/support.google.com\/youtube\/answer\/2797370?hl=en\" target=\"_blank\">Content ID<\/a>, que detectam automaticamente quando materiais com direitos autorais, como m&uacute;sicas e filmes, s&atilde;o carregados em sua plataforma. Quando o uso indevido do conte&uacute;do &eacute; identificado, ele &eacute; removido imediatamente.&nbsp;O Google n&atilde;o especificou se usou essas ferramentas para controlar a dissemina&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo da Nova Zel&acirc;ndia.&nbsp;<\/p>\n<p>A empresa diz que usou tecnologia de detec&ccedil;&atilde;o inteligente para remover os clipes, mas n&atilde;o d&aacute; detalhes. A busca por v&iacute;deos violentos ressalta a dificuldade das empresas de m&iacute;dia social para detect&aacute;-los e remov&ecirc;-los. A pr&aacute;tica virou rotina: v&iacute;deos de trag&eacute;dias se espalham pela web, mesmo que especialistas e detentores de tecnologia tentem expurg&aacute;-los.&nbsp;<\/p>\n<p>Cr&iacute;ticos apontam que o atirador da Nova Zel&acirc;ndia conseguiu transmitir a viol&ecirc;ncia por mais de 15 minutos antes que o Facebook desativasse sua live.&nbsp;&#8220;Isso &eacute; totalmente inaceit&aacute;vel&#8221;, diz Farhana Khera, diretora da Muslim Advocates.&nbsp;&#8220;As empresas de tecnologia devem tomar todas as medidas poss&iacute;veis para evitar que isso aconte&ccedil;a novamente.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Den&uacute;ncias ajudam nas buscas<\/strong><\/p>\n<p>O Facebook diz que continua a procurar por postagens do v&iacute;deo na rede social, com base em den&uacute;ncias e com o uso de ferramentas de tecnologia. &#8220;A Pol&iacute;cia da Nova Zel&acirc;ndia nos alertou sobre o v&iacute;deo logo ap&oacute;s o in&iacute;cio da transmiss&atilde;o e removemos rapidamente as contas do Facebook e do Instagram, e o v&iacute;deo&#8221;, informa Mia Garlick, porta-voz do Facebook Nova Zel&acirc;ndia.&nbsp;&#8220;Tamb&eacute;m estamos removendo qualquer elogio ou apoio ao crime e aos atiradores assim que temos conhecimento.&#8221;<\/p>\n<p>Gigantes da tecnologia, como Facebook e Google, t&ecirc;m autonomia para remover v&iacute;deos extremistas. As a&ccedil;&otilde;es foram muito efetivas no passado.&nbsp;Em 2016, o <em>The Guardian<\/em> informou que as companhias de Mark Zuckerberg usaram algoritmos semelhantes ao Content ID para&nbsp;retirar v&iacute;deos vinculados ao ISIS automaticamente.&nbsp;A tecnologia procura por v&iacute;deos que foram sinalizados como viola&ccedil;&otilde;es e, depois, os bloqueia sem exigir revis&atilde;o humana &mdash; ou seja, &eacute; um processo r&aacute;pido.<\/p>\n<p>O atirador da Nova Zel&acirc;ndia, al&eacute;m de fazer a transmiss&atilde;o ao vivo, publicou um manifesto em sua conta na rede social e no 8Chan (f&oacute;rum de mensagens). A inten&ccedil;&atilde;o foi justamente viralizar o assassinato em massa.&nbsp;No texto, ele fez refer&ecirc;ncia a itens da cultura pop, como os jogos &#8220;Fortnite&#8221; e &#8220;Spyro the Dragon&#8221;, e o popular YouTuber PewDiePie. Como esses termos s&atilde;o extremamente populares na internet, us&aacute;-los&nbsp;aumenta o potencial de viraliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Enquanto v&iacute;deos do tiroteio continuam a surgir, os especialistas temem que eles sirvam de inspira&ccedil;&atilde;o. &#8220;Esse &eacute; um dos lados obscuros da m&iacute;dia social: algo quase imposs&iacute;vel para as empresas controlarem. Elas n&atilde;o s&atilde;o capazes de bloquear esse material em tempo real&#8221;, diz Paul Barrett, vice-diretor do NYU Stern Center for Business e Human Rights.&nbsp;&#8220;&Eacute; um verdadeiro dilema sobre os perigos que as m&iacute;dias sociais podem facilitar.&#8221;<\/p>\n<p>Tom Watson, vice-l&iacute;der do Partido Trabalhista da Nova Zel&acirc;ndia, convocou plataformas de tecnologia para a luta contra a dissemina&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo.&nbsp;Em comunicado, Watson disse que escreveria para as plataformas de m&iacute;dia social para perguntar por que n&atilde;o conseguiam remover as imagens.&nbsp;Em um <a href=\"https:\/\/twitter.com\/tom_watson\/status\/1106493537888190464\" target=\"_blank\">tu&iacute;te<\/a>, Watson disse que o YouTube deveria ter suspendido todos os novos envios at&eacute; que pudesse impedir que o v&iacute;deo da Nova Zel&acirc;ndia se espalhasse.<\/p>\n<p>&#8220;O fracasso em lidar com isso r&aacute;pida e decisivamente representa uma completa abdica&ccedil;&atilde;o de responsabilidade pelas empresas de m&iacute;dia social&#8221;, comenta.&nbsp;&#8220;Isso aconteceu muitas vezes. Deixar de baixar os v&iacute;deos imediatamente e impedir que outros sejam enviados &eacute; uma falha de dec&ecirc;ncia.&#8221;<\/p>\n<p><script async src=\"http:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/noticia\/tiroteio-na-nova-zelandia-redes-sociais-nao-conseguem-impedir-postagens-dos-videos-da-matanca\/83755\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para cada v&iacute;deo do tiroteio em massa na Nova Zel&acirc;ndia que o YouTube e o Facebook bloqueiam, outros dois ou tr&ecirc;s aparecem.&nbsp;O pa&iacute;s foi palco, hoje (15), de uma agress&atilde;o terrorista: um atirador atacou mu&ccedil;ulmanos em uma mesquita e transmitiu as cenas ao vivo pelo Facebook.&nbsp;A rede social removeu o v&iacute;deo e excluiu a conta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10645,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-10644","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10644","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10644"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10644\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10645"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}