{"id":101882,"date":"2025-11-05T14:32:34","date_gmt":"2025-11-05T17:32:34","guid":{"rendered":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/vidros-cosmicos-na-australia-revelam-impacto-de-asteroide-gigante\/"},"modified":"2025-11-05T14:32:45","modified_gmt":"2025-11-05T17:32:45","slug":"vidros-cosmicos-na-australia-revelam-impacto-de-asteroide-gigante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/vidros-cosmicos-na-australia-revelam-impacto-de-asteroide-gigante\/","title":{"rendered":"\u2018Vidros c\u00f3smicos\u2019 na Austr\u00e1lia revelam impacto de asteroide gigante"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>Um grupo internacional de cientistas descobriu um tipo de vidro c\u00f3smico. Formado por impacto de asteroide, ele s\u00f3 foi encontrado na Austr\u00e1lia. As pequenas esferas, batizadas de <strong>ananguites<\/strong>, se formaram h\u00e1 cerca de <strong>11 milh\u00f5es de anos<\/strong>. E revelam uma colis\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida na hist\u00f3ria da Terra.<\/p>\n<p>O achado, liderado por pesquisadores das universidades <strong>Curtin<\/strong> (Austr\u00e1lia) e <strong>Aix-Marseille<\/strong> (Fran\u00e7a), indica que o impacto foi poderoso o bastante para lan\u00e7ar fragmentos a milhares de quil\u00f4metros. Mas a cratera de origem <strong>ainda n\u00e3o foi encontrada<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n<p>O estudo foi publicado na <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0012821X2500398X\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">edi\u00e7\u00e3o de novembro da revista <em>Earth and Planetary Science Letters<\/em><\/a>. E ajuda a reescrever parte da hist\u00f3ria geol\u00f3gica da Terra.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-pesquisa-descobre-na-australia-tipo-de-vidro-vindo-do-espaco\">Pesquisa descobre na Austr\u00e1lia tipo de vidro vindo do espa\u00e7o<\/h2>\n<p>Os ananguites pertencem a uma categoria rara de materiais chamados <strong>tektites<\/strong>, ou \u201cvidros de impacto\u201d. Eles se formam quando um <strong>asteroide atinge a superf\u00edcie da Terra<\/strong> com tamanha for\u00e7a que parte do solo derrete instantaneamente e \u00e9 lan\u00e7ada a grandes altitudes.&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Material descoberto na Austr\u00e1lia pertence a uma categoria rara de materiais chamados tektites, ou \u201cvidros de impacto\u201d, que se formam quando um asteroide atinge a superf\u00edcie da Terra (Imagem: Triff\/Shutterstock)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Ao esfriar durante a queda, esse material se transforma em pequenas esferas de vidro natural. \u00c9 uma esp\u00e9cie de <strong>assinatura mineral de um impacto c\u00f3smico<\/strong>. Cada tektite guarda pistas qu\u00edmicas e isot\u00f3picas sobre o local e as condi\u00e7\u00f5es nas quais o evento ocorreu.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, a ci\u00eancia conhecia apenas <strong>cinco campos de tektites<\/strong> espalhados pelo mundo: na Europa, Am\u00e9rica do Norte, Costa do Marfim, Am\u00e9rica Central e na vasta \u00e1rea austral\u00e1sica, que cobre parte da \u00c1sia e da Austr\u00e1lia.&nbsp;<\/p>\n<p>A descoberta das ananguites marca o <strong>sexto campo global<\/strong> e o <strong>\u00fanico totalmente australiano<\/strong>. Com composi\u00e7\u00e3o <strong>andes\u00edtica<\/strong> e tra\u00e7os qu\u00edmicos incomuns, essas min\u00fasculas esferas de vidro c\u00f3smico s\u00e3o um registro direto de um <strong>impacto gigante ocorrido h\u00e1 cerca de 11 milh\u00f5es de anos<\/strong>, at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-amostras-antigas-tem-pistas-antigas-de-impacto-sem-cratera-visivel\">Amostras antigas t\u00eam pistas antigas de impacto sem cratera vis\u00edvel<\/h2>\n<p>A descoberta come\u00e7ou com uma rean\u00e1lise de amostras coletadas h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo. Em 1969, cientistas da NASA j\u00e1 haviam identificado alguns fragmentos de vidro no deserto australiano que n\u00e3o se encaixavam no padr\u00e3o dos demais tektites da regi\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Esses oito exemplares ficaram conhecidos por terem uma <strong>composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica an\u00f4mala<\/strong>, com menos s\u00edlica e mais ferro, c\u00e1lcio e magn\u00e9sio. Por d\u00e9cadas, o mist\u00e9rio permaneceu sem solu\u00e7\u00e3o \u2014 at\u00e9 que uma nova equipe, liderada pela geocientista <strong>Anna Musolino<\/strong>, da Aix-Marseille University, decidiu revisitar o caso.&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img title = \"[Tags]\"loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Vidro-cosmico-Australia-Asteroide-1024x576.jpg\"alt = \"Vidro-cosmico-Australia-Asteroide-1024x576 \u2018Vidros c\u00f3smicos\u2019 na Austr\u00e1lia revelam impacto de asteroide gigante\" class=\"wp-image-1212736\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ao esfriar, material surgido a partir de queda de asteroide se transforma em pequenas esferas de vidro natural (Imagem: Earth and Planetary Science Letters)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Ao examinar milhares de amostras no <strong>Museu da Austr\u00e1lia do Sul<\/strong>, o grupo encontrou <strong>seis novos fragmentos<\/strong> com a mesma assinatura qu\u00edmica. Com t\u00e9cnicas modernas de data\u00e7\u00e3o por <strong>is\u00f3topos de arg\u00f4nio<\/strong>, eles calcularam a idade das amostras em <strong>10,76 milh\u00f5es de anos<\/strong>. Isso confirmou um impacto completamente independente do famoso campo austral\u00e1sico, de 780 mil anos.<\/p>\n<p>O mais intrigante \u00e9 que <strong>a cratera do impacto ainda n\u00e3o foi localizada<\/strong>. Os dados geoqu\u00edmicos indicam que o evento pode ter ocorrido numa <strong>zona de arco vulc\u00e2nico<\/strong> no Pac\u00edfico, em regi\u00f5es como <strong>Luzon (Filipinas)<\/strong>, <strong>Sulawesi (Indon\u00e9sia)<\/strong> ou <strong>Papua-Nova Guin\u00e9<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n<p>O impacto teria lan\u00e7ado material fundido a milhares de quil\u00f4metros, cobrindo o centro-sul da Austr\u00e1lia com um campo de dispers\u00e3o de cerca de <strong>900 quil\u00f4metros de extens\u00e3o<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo os autores, \u00e9 poss\u00edvel que a cratera tenha sido apagada por <strong>eros\u00e3o e desertifica\u00e7\u00e3o<\/strong> ao longo de milh\u00f5es de anos. Ou mesmo <strong>confundida com forma\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Crian\u00e7a de 12 anos descobre dois poss\u00edveis novos asteroides<\/li>\n<li>Qual a diferen\u00e7a entre asteroides, cometas e meteoro\u200bs?<\/li>\n<li>Explodir uma bomba nuclear no espa\u00e7o salvaria a Terra de um asteroide?<\/li>\n<\/ul>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-por-que-essa-descoberta-importa\">Por que essa descoberta importa<\/h2>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o das ananguites amplia o n\u00famero de grandes impactos conhecidos na hist\u00f3ria geol\u00f3gica recente e ajuda os cientistas a <strong>refinar estimativas sobre a frequ\u00eancia e a intensidade dessas colis\u00f5es<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n<p>Cada novo campo de tektites oferece um retrato \u00fanico de como asteroides moldaram a superf\u00edcie do planeta ao longo do tempo. Para o geocron\u00f3logo <strong>Fred Jourdan<\/strong>, da Curtin University, esses pequenos fragmentos \u201c<strong>s\u00e3o como c\u00e1psulas do tempo microsc\u00f3picas<\/strong> que guardam registros da hist\u00f3ria profunda da Terra\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p>Ele <a href=\"https:\/\/www.curtin.edu.au\/news\/media-release\/cosmic-glass-found-only-in-australia-reveals-ancient-asteroid-impact\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">explica<\/a> que compreender o passado dos impactos \u00e9 essencial para entender n\u00e3o apenas a evolu\u00e7\u00e3o do planeta, mas tamb\u00e9m <strong>avaliar riscos de futuras colis\u00f5es<\/strong> e aprimorar estrat\u00e9gias de defesa planet\u00e1ria.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m refor\u00e7a que <strong>grandes impactos podem ser mais comuns do que se imaginava<\/strong>, mesmo que muitos tenham deixado poucos vest\u00edgios vis\u00edveis.&nbsp;<\/p>\n<p>Ao mostrar que um evento dessa magnitude passou despercebido por milh\u00f5es de anos, a descoberta das ananguites revela o quanto ainda h\u00e1 a ser aprendido sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a Terra e os objetos que cruzam sua \u00f3rbita.<\/p>\n<p>O post \u2018Vidros c\u00f3smicos\u2019 na Austr\u00e1lia revelam impacto de asteroide gigante apareceu primeiro em Olhar Digital.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/11\/05\/ciencia-e-espaco\/vidros-cosmicos-na-australia-revelam-impacto-de-asteroide-gigante\/\">Fonte do Artigo <\/a><br \/>\nTags:<\/p>\n<p><a title=\"Gestor de Tr\u00e1fego\" href=\"https:\/\/www.gestor-de-trafego.com\/\" target=\"_blank\"><strong>Gestor de Tr\u00e1fego<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#tecnologia<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#tecnologias<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#technology<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#tecnolog<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#iphone<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#informatica<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#tech<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#design<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#samsung<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#internet<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#apple<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#smartphone<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#seguranca<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#venezuela<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#celular<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#celulares<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#inovar<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#qualidade<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#software<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#empresas<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#cursos<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#engenharia<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#industria<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#marketing<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#ti<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#tecnoblog<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#veja<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#olhardigital<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#mundodigital<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/noticias\/categoria\/tecnologia\/\">#inteligenciaartificial<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/criacao-de-sites\/\">#criar site<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/criacao-de-sites\/\">#criar site curitiba<\/a> <a href=\"https:\/\/wiy.com.br\/criacao-de-sites\/\">#wiysolutions<\/a><\/p>\n<p><a \n#Vidros #c\u00f3smicos #Austr\u00e1lia #revelam #impacto #asteroide #gigante\n<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo internacional de cientistas descobriu um tipo de vidro c\u00f3smico. 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