Fuchsia: o Google finalmente fala sobre o possível substituto do Android

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20190507053121_860_645 Fuchsia: o Google finalmente fala sobre o possível substituto do Android

Apesar de continuar envolto em mistério, o Google falou pela primeira vez, de uma forma mais aberta, sobre o novo sistema operacional que está desenvolvendo. Durante o I/O 2019, o chefe do Android e do Chrome, Hiroshi Lockheimer, ofereceu algumas informações raras sobre o Fuchsia (nome do misterioso SO). 

“Estamos vendo como uma nova abordagem em um sistema operacional poderia ser. E por isso sei que as pessoas estão muito animadas dizendo: ‘Ah, esse é o novo Android’ ou ‘Esse é o novo sistema operacional do Chrome’ ”, disse Lockheimer. “Fuchsia realmente não é sobre isso. O Fuchsia é apenas melhorar o estado da arte em termos de sistemas operacionais e as coisas que aprendemos com ele e que podemos incorporar em outros produtos”.

O que sabemos sobre o Fuchsia é que se trata de um projeto de código aberto, semelhante ao AOSP (Android Open Source Project), mas pode ser executado em todos os tipos de dispositivos, desde eletrodomésticos inteligentes a laptops e telefones. Ele funcionará com tudo que o Google faz e inclusive consertará algumas das piores coisas sobre o Android, incluindo atualização fragmentada, velocidade da mesma e privacidade. 

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O executivo ainda comentou sobre as possibilidades de atuação do sistema operacional e entendemos que o Google tem uma visão para seu uso em casas inteligentes. “Você sabe que o Android funciona muito bem em celulares (…) Mas o Fuchsia pode ser otimizado para algumas outras formas também. Então estamos experimentando ”, disse ele. “Todo mundo acha que o Fuchsia é para telefones. Mas e se pudesse ser usado para outras coisas?”.

O Fuchsia também apareceu em um post no Medium sobre o kit de desenvolvimento de apps, o Flutter. Kevin Moore, do Google, anunciou uma nova atualização dele para navegadores. 

“Desde sua primeira versão beta no ano passado, os clientes usam o Flutter para criar aplicativos móveis que são executados em iOS e Android. No entanto, o Flutter sempre foi arquitetado como um kit de ferramentas de UI portátil e, entre outros lugares, é executado no Windows, Mac, Fuchsia e até mesmo no Raspberry Pi”.

20190507053121_860_645 Fuchsia: o Google finalmente fala sobre o possível substituto do Android

Via: BGR 

Embora o Linux seja muito bom, vamos combinar que seu kernel não é a melhor opção todas as vezes. Tudo bem que as raízes do pinguim está presente no Android, no Chrome OS e nos seus dispositivos stand alone como o Cheomecast e o vindouro Google Home, mas Mountain View deseja variar um pouco, explorar novas possibilidades.

Pois é isso que o Fuchsia, um novo SO que o Google está desenvolvendo pode vir a apresentar. E a ausência do Linux em suas entranhas é apenas um dos fatores.

O Google está expandindo seu domínio para novas plataformas, algumas bem críticas. Automatizar carros, por exemplo demanda uma velocidade de transmissão da informação alta, muito maior do que sistemas convencionais utilizam. Qualquer atraso pode significar a diferença entre a vida é a morte, e isso é algo que não se pode permitir.

É aí que o Linux, Windows, macOS, TODOS ELES falham. Plataformas críticas exigem SOs de gente grande, para ser mais preciso um Sistema Operacional de Tempo Real, ou um RTOS. Tais plataformas possuem tempo de resposta definido para um  evento é pré-estabelecido, não importando o quanto isso demore. Hardwares verdadeiramente críticos utilizam sistemas como o Lynx OS, obedecendo diretrizes talhadas na pedra por Margaret Hamilton.

Enfim… o Android Police encontrou referências no GitHub sobre um novo sistema operacional desenvolvido pelo Google, baseado em RTOS e voltado a concorrer com os já estabelecidos FreeRTOS e ThreadX. O nome, “Fuchsia” não diz muito. O novo kernel, chamado de Magenta está sendo desenvolvido para ser bastante escalável (ele deriva doLK, um núcleo voltado a dispositivos mais simples), permitindo que ele seja utilizado em uma miríade de dispositivos, desde os mais robustos aos mais cotidianos. Já a linguagem de programação adotada foi o Dart, com o qual a gigante já anda brincando há algum tempo. Já o Flutter seria a base da interface.

As especificações são bem interessantes. A documentação do Fuchsia cita que o sistema operacional mira em “smartphones e computadores modernos com processadores rápidos”, inclusive com grandes quantidades de RAM. Uma solução tanto para dispositivos móveis quanto desktops, visto que o Android em computadores não é uma solução 100% perfeita e o Chrome OS é bem limitado.

Embora haja a probabilidade de um dia substituir o Android pelo Fuchsia, o mais provável é que o Google esteja mirando no momento em aplicações de IoT e sistemas embarcados críticos, onde o tempo de resposta é essencial. De qualquer forma só saberemos o que a empresa tem em mente no futuro.

Fonte: Android Police.



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