Coronavírus e as mudanças de hábitos dos amantes de cinema

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20200327012624_860_645_-_streaming Coronavírus e as mudanças de hábitos dos amantes de cinema

A prevenção contra o coronavírus obriga todas as pessoas responsáveis, que podem ficar em casa, que o façam, saindo apenas para coisas essenciais como supermercado e farmácia.

Nada melhor então do que curtir um filminho em casa. Como os serviços de streaming, apesar de providenciais, serviram também para que ninguém mais compre dvds e blu-rays, achando que vão encontrar tudo na Netflix (que engano brutal, ó senhor!), quase não se encontram mais filmes decentes à venda, a não ser alguns lançamentos da Versátil ou da Obras-primas do cinema, direcionados para colecionadores.

E os usuários das plataformas de streaming continuam com os problemas de sempre: legendas mal traduzidas (principalmente na Amazon Prime), filmes com formato de tela errado (principalmente no Telecine Play), preços pouco convidativos para quem pretende ter um catálogo decente (tem que assinar, no mínimo, HBO, Telecine, Netflix, MUBI e Amazon, além de ficar de olho na Looke, onde está a Spcine play, e no A la carte do Belas Artes – e mesmo assim muitos grandes filmes não estarão disponíveis para você).

A esses problemas se soma mais um, igualmente assustador (para muitos, o mais assustador de todos): a diminuição da qualidade do streaming, que fará com que o Full HD seja praticamente inexistente (para desespero da cinefilia 1080p) e mesmo o HD 720p fique ameaçado (o Spcine, por exemplo, disponibilizou os longas da Ana Carolina e vários do Mojica Marins em qualidade discutível, pior que DVD).

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Entende-se a razão. Na Europa, a Netflix e demais serviços foram obrigados a fazer isso porque com mais gente consumindo a banda para vídeos pesados, ela corre sempre mais riscos de se tornar insustentável e travar, tornando a experiência um tanto dolorosa. Como a internet na Europa é melhor que no Brasil (dependendo do país, bem melhor), podemos esperar que todas as plataformas sigam esse exemplo da diminuição de qualidade.

Justamente agora que milhares de amantes de cinema poderão ir atrás daquele filme que sempre quiseram ver, já reservado em suas listas, mas nunca conseguiam tempo, agora poderão ver, mas com qualidade reduzida. Isso mostra que o verdadeiro amante de cinema não pode abrir mão de uma coleção (modesta e selecionada ou ostentativa, dependendo do poder financeiro) de mídia física, palpável, que não está sujeita às variações da internet.

Nesta semana, quem quisesse fazer uma homenagem a Stuart Gordon, falecido no último 24, ou mesmo quem quisesse conhecer seus melhores filmes, não o poderia por meios legais, a não ser que tivessem em suas mãos a bela coleção de DVDs “Lovecraft no Cinema”, que ainda deve estar disponível em lojas virtuais. A qualidade de imagem está excelente, apesar de ser em DVD, principalmente se colocado num bom blu-ray conectado a uma boa TV. O upscalling se encarrega de garantir uma boa qualidade.

Apressam-se então as muitas pessoas que consideram o DVD obsoleto. Não, caro leitor, muitas coisas não estão na Netflix, nem em outros lugares de streaming. Os catálogos desses serviços todos, somados, ainda comem poeira de uma boa locadora dos anos 1990.

* Sérgio Alpendre é crítico e professor de cinema



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