Com produtos para pets, iFood dá a largada para se aproximar do Rappi

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O iFood nasceu em 2011 com o intuito de conectar restaurantes a consumidores. E ninguém o supera nesta seara no Brasil, com mais de 26,6 milhões de pedidos ao mês em 912 cidades brasileiras. Nos últimos meses, contudo, o foco passou a ser não só entregar refeições, mas entregar de tudo — ou quase tudo.

A virada mais perceptível neste movimento veio na semana passada, quando a empresa anunciou uma parceria com a startup de produtos para pets Zee.Dog, por meio de seu braço de entregas, Zee.Now. Agora, o iFood passa a oferecer em seu aplicativo, ao lado das tradicionais refeições, a possibilidade de comprar produtos para cães e gatos.

“Há algum tempo já vínhamos recebendo demanda por esse tipo de produto e agora passaremos a atendê-las”, disse o Diretor de Novos Negócios do iFood, Lucas Passos.

É a primeira parceria do iFood completamente fora do ramo de alimentação — ao menos, do ramo de alimentação para humanos. A empresa não deve parar por aí, conforme informações da própria empresa e fontes do mercado ouvidas por EXAME.

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Um movimento na direção da diversificação da oferta já tinha acontecido em meados do ano passado, quando o iFood estreou a categoria supermercados. As primeiras cidades a receber o serviço foram Campinas e Osasco, em junho. Atualmente, a categoria Mercados está em mais de 80 cidades, com 400 estabelecimentos parceiros e crescendo 100% ao mês, segundo dados informados pela empresa.

Ainda é pouco perto dos 131.000 restaurantes no braço de refeições prontas, mas a ideia é que a categoria de supermercados continue em crescimento. Até o fim deste primeiro semestre de 2020, o iFood espera chegar a mais de 1.000 estabelecimentos parceiros. “A meta da empresa é ter ao menos 5 estabelecimentos parceiros no raio de cada consumidor a fim de atender aos clientes de forma eficiente”, diz Passos.

Mundo pet

Na nova parceria com a Zee.Now, os pedidos serão entregues em até uma hora, com frete a partir de 4,99 reais. As entregas ficarão a cargo de parte dos 83.000 entregadores próprios do iFood, e não de entregadores da Zee.Now.

É um modelo um pouco diferente dos pedidos feitos na própria plataforma da Zee.Now, que têm frete grátis e entregadores da própria startup. A Zee.Now atua em um formato de “dark store” (loja escura), isto é, tem lojas que não são abertas ao público e funcionam apenas como uma espécie de centro de distribuição, com produtos prontos para entregas.

Segundo Passos, do iFood, os entregadores deslocados para entregar os produtos dos animais serão aqueles que não estiverem em rota de entregas de refeições — para que não haja chance de areia de gato e um sanduíche para humanos ser misturado na mesma sacola. Também haverá algumas especificidades na entrega, já que os produtos da Zee.Now devem ser completamente lacrados para que não entrem em contato com a sacola do entregador.

Por ora, a opção estará disponível somente em São Paulo e Rio de Janeiro, cidades onde a Zee.Now está presente, mas o iFood afirma que deseja expandir o serviço para outras capitais.

A Zee.Dog, controladora da Zee.Now, é uma marca de produtos próprios para cachorros e gatos, como coleiras e vestimentas. No estoque da Zee.Now, contudo, a variedade é maior e inclui uma curadoria de produtos de parceiros, como ração, areia, itens de farmácia, petiscos, brinquedos e acessórios.

A escolha das startups pelo mercado de animais domésticos visa um publico de mais de 54 milhões de cães e 23 milhões de gatos no país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em setembro de 2019, uma pesquisa do aplicativo de finanças GuiaBolso, apontou que os consumidores estavam gastando 7,4% a mais com pets do que no mesmo período de 2018. Foram movimentados 34,4 bilhões de reais na indústria pet brasileira, segundo o Instituto Pet Brasil (IPB), com projeção de chegar a 40 bilhões em 2020. No mundo, segundo a Euromonitor International, o mercado de cuidados com animais cresceu 66% na última década.

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Entrega da Zee.Now: na parceria com o iFood, entregas serão feitas por entregadores que não estão na rota para entregar refeiçõesZee.Now/Divulgação

Super app do iFood?

A categoria de refeições ainda é o carro chefe do aplicativo, mas a chegada a supermercados e produtos pet nos últimos meses faz com que o iFood intensifique uma missão que já vem sendo perseguida por outras startups: a de virar um “super app”. Além de ser a estreia do iFood no ramo pet, a Zee.Now é também a primeira parceria mais direta do iFood com outra startup que não as encabeçadas pela Movile e com os restaurantes e supermercados parceiros.

É com base nas parcerias que o concorrente Rappi, por exemplo, entrega uma série de serviços distintos. Embora também faça conexão com restaurantes para entrega de refeições, em modelo similar ao iFood, tem como carro-chefe o mote de entregar e vender de tudo, com base em uma extensa rede de parceiros.

No aplicativo do Rappi, é possível chamar um táxi (em parceria com a Wappa), desbloquear um patinete (da Grow), agendar uma massagem (da Singu) e até encontrar um goleiro para a pelada de futebol (em parceria com a Brahma). O Rappi também se popularizou por disponibilizar sua cadeia de entregadores para buscar absolutamente qualquer produto que o cliente deseje — é possível pedir a um motofretista que saque dinheiro em um caixa eletrônico ou que faça compras em supermercados.

Há uma série de movimentos dos concorrentes no sentido da diversificação de produtos. A 99, que nasceu como aplicativo de táxis e depois de transporte privado, anunciou o lançamento de um braço de refeições, o 99 Foods. Em entrevista a EXAME em novembro, o presidente da 99, o chinês Tony Qiu — escolhido pela dona chinesa da 99, a Didi, para comandar as operações locais –, afirmou que vê na América Latina um mercado promissor e onde a empresa deve continuar buscando expandir seus serviços.

Para além dos serviços, as empresas vêm investindo também em produtos financeiros, como carteiras digitais, saques e cartões de crédito. O iFood, que é controlado pelo grupo de tecnologia brasileiro Movile, é vinculado à carteira digital Movile Pay, meio já aceito em mais de 10.000 restaurantes e bancas de jornal em São Paulo. Na mesma frente, a Uber possui, além do transporte privado, o braço de entrega de refeições Uber Eats e a carteira de pagamentos Uber Cash.

Na corrida pelo aplicativo campeão, a concorrência pode vir até mesmo de lugares mais inusitados, como de varejistas e empresas de comércio eletrônico, à medida em que essas redes tentam expandir o número de categorias disponíveis em suas plataformas — empresas como o Magazine Luiza, por exemplo, já oferecem uma infinidade de itens de supermercado com promoções e frete grátis. As varejistas também vêm lançando serviços de carteira digital, como Magalu Pay, Mercado Pago, banQi, da Via Varejo, e Ame, da B2W. Já o banco Inter fez o movimento contrário: foi além do setor financeiro e inaugurou no ano passado um marketplace para vender uma série de produtos a seus 4 milhões de correntistas.

A ideia é sempre aumentar a recorrência do consumidor, fazendo com que o usuário consuma em diferentes momentos — não só pedindo uma refeição mas comprando uma série de produtos e serviços no dia-dia.

Para além de inaugurar novas categorias, o iFood lançou no ano passado novos serviços como o iFood Shop, para compra de insumos e embalagens por restaurantes de sua base de parceiros. Para o usuário final, estrearam opções como o iFood Box, em que alguns prédios de grande fluxo ganharam um armário com isolamento térmico onde os usuários retiram a comida por QR Code e o modelo “Pra Retirar”, para que usuários peçam pelo app e retirem a comida no restaurante — assim como nos velhos tempos antes do delivery, mas, dessa vez sem filas e sem espera, justifica o iFood.

O iFood não dá mais detalhes sobre em quais ramos pretende atuar no futuro. “Estamos ampliando a nossa atuação para oferecer cada vez mais uma gama eficiente de serviços aos nossos usuários”, diz Passos. Na manga na corrida pela frequência do consumidor, a empresa tem um aporte de 500 milhões de dólares recebido em 2018 — parte vindo da controladora, a Movile — e uma capilaridade que atinge quase um quinto dos municípios brasileiros. A tendência é que novas parcerias possam vir por aí.

 

 

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